sexta-feira, dezembro 08, 2006

I M P E R D Í V E L

O bibliófilo José Mindlin, membro da Academia Brasileira de Letras, visita a biblioteca comunitária organizada pelo catador de lixo Severino Manoel de Souza, em ocupação do MSTC no centro de São Paulo.


Seu Severino

José Mindlin

No próximo sábado, dia 9 de dezembro, a Biblioteca Comunitária Prestes Maia (situada no número 911 da Avenida Prestes Maia, no bairro da Luz) será palco de um encontro histórico. O empresário e colecionador de livros José Mindlin, dono de uma dos mais importantes acervos privados do Brasil, vai conhecer a coleção de aproximadamente 7000 livros organizada por Severino Manoel de Souza, catador de lixo e morador da Ocupação Prestes Maia.

A Biblioteca fica no subsolo de um prédio ocupado há quatro anos pelo Movimento dos Sem Teto do Centro (MSTC), que abriga atualmente mais de 400 famílias, cerca de 1500 pessoas. Toda essa população (da qual fazem parte muitas crianças) está ameaçada de despejo iminente devido à vitória obtida pelos proprietários do imóvel (que devem cerca de 4,5 milhões de IPTU e que deixaram o prédio fechado por mais de uma década) em uma ação de reintegração de posse movida contra os ocupantes do MSTC.

A visita à biblioteca marca o reconhecimento do papel que o imóvel desempenha no tocante à questão da moradia, mas também sua transformação em equipamento cultural , já que os moradores sem teto também buscam abrigo entre os livros, bens igualmente indispensáveis à sobrevivência.

A visita ocorrerá às 10h00 e contará com a presença de Aziz Ab'Saber, professor emérito da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da USP, especialista em Geomorfologia, Geografia Urbana e Econômica e Biogeografia.

Ocupação Prestes Maia - BIBLIOTECA Comunitária - Sábado, 09 de dezembro, 10h00. Avenida Prestes Maia, 911 - Centro (próximo ao metrô Luz).

2 comentários:

umdasul disse...

Tô afins de ir!!!!!
Cê me liga??? Em casa depois das 20h00! Ou vamos tomar uma gelada?

Escritor Sacolinha disse...

Já está reservado Ciríaco. Sábado a gente se tromba.
Abraços...