Terça-feira, Dezembro 01, 2009

SÓ PRA DAR UM GOSTINHO...











gente, pedi para uma aluna que estava na platéia bater algumas fotos da apresentação do final de semana pra mim. saíram um pouco tremidas, fotos batidas apenas de um lado - não dava pra ela ficar circulando pela sala de um lado para o outro, né? - mas dá pra dar um gostinho do que rolou e, quem sabe colocar um pouquinho do "melzinho na chupeta" pra que outras pessoas, ainda indecisas, compareçam e prestigiem a nossa quebrada/molecada...
salve,

r.c.

Domingo, Novembro 29, 2009

BUZÃO NA QUEBRADA: ERM. MATARAZZO

pra quem não assistiu ao quadro "Buzão Periférico", que passou por Ermelino Matarazzo, pode conferir por aqui. foi mostrado o trampo da galera do Núcleo Filó, da EE Filomena Matarazzo, além do trampo com o meu grupo de teatro da escola, os "Mesquiteiros". confira:

MERDA: QUEBRAMOS A PERNA!!!

não sei por onde começar. a dizer. que ontem foi uma noite mais do que especial. foi mágica. sensacional. na verdade, estou digerindo até agora. dentro do meu peito, no meu coração. genial. o trabalho dos alunos. a dedicação, o profissionalismo. a capacidade que todos possuímos, mas as vezes escondemos. ou não descobrimos. ontem nós (re)descobrimos: que somos possíveis. que podemos tudo, tudo: principalmente se tivermos fé, união, amor; respeito, entrega, confiança. solidariedade, amizade. cuidado, bronca e carinho. foi foda. os ensaios foram foda. eu estava com medo. eles, muito nervosos. ansiosíssimos. errando, esquecendo. parecia que ia dar merda. e deu mesmo. ainda bem. na hora do vâmo vê, ninguém amarelou. e quando um esqueceu, o outro ajudou. e na hora que tinha que ser feito, ninguém falou. e foi tudo lindo. o público que compareceu. as lágrimas que derramaram. a homenagem aos nossos autores, a nós mesmo. as risadas no caminhos. as lágrimas no final. não de tristeza, entenda: lágrimas de alegria. porque ontem nós vencemos. ontem, o amor venceu a guerra. nós conseguimos. nós realmente fomos os mesquiteiros, e levamos o nosso lema do início ao fim: um por todos, todos por um.

este texto já podia ter acabado ali, mas tenho que contar uma outra história emocionante que aconteceu ontem. a peça está sendo encenada dentro da minha escola. que tem aula de manhã, tarde e noite. a escolha não foi aleatório. tem intenção. valorizar a quebrada, trazer coisas diferentes, acessíveis a nossa população. e então, montamos a nossa peça. vanessa e débora, minhas alunas, estão cuidando de fazer as "reservas". cinquenta lugares só, se aparecer muita gente complica, então. e eis que uma mulher ligou ontem pra vanessa. queria reservar dois lugares. estava feliz. emocionada. com a iniciativa de fazer um teatro na escola. ela disse que a escola precisa de mais coisas assim mesmo. que era bom. e era a primeira vez que ela ia ao teatro. estava empolgada. com que roupa deveria ir, ainda perguntou. tem que ir muito chique? vai demorar muito pra começar?

hoje, mostraremos a nossa peça para uma pessoa que nunca foi ao teatro. nunca assistiu a uma peça. e o pior: ela não é a única. por isso que todos estes dias serão a flor da pele.

vocês estão mais do que convidados a dividir estas emoções conosco. compareçam. divulguem. o convite, endereço, horários, estão logo abaixo.

e, merda pra nóis.!

salve.

r.c.

p.s.: como estava ocupado na direção da apresentação, não pude bater fotos. mas tão logo eu consiga algumas, eu publico por aqui...

Sábado, Novembro 28, 2009

ESTRÉIA: DE AQUI DE DENTRO DA GUERRA


Escola Estadual Jornalista Francisco Mesquita
&
Grupo Teatral "Os Mesquiteiros" convidam
para a apresentação da peça:

"DE AQUI DE DENTRO DA GUERRA"

Adaptações de contos e poemas de Dinha, Fanti Manumilde, Marcelino Freire, Rodrigo Ciríaco e Sérgio Vaz.

Trilha Sonora (músicas): Elis Regina, Elvis Presley, Inquérito, Maria Rita, O Rappa, Legião Urbana, e Z´África Brasil.

Assistente de Produção: Caroline Silva

Coordenação Pedagógica e Direção: Rodrigo Ciríaco

Sinopse: Meninos nas ruas vendendo picolés. Anjos e demônios que atormentam a nossa fé. Um roubo no trem. O filho que não quer ser um peso para a mãe. O assalto agendado com o crime organizado. A mãe que não quer mais a filha. Uma revolta na cozinha. A perda do filho. O dia-a-dia da periferia. Sejam todos bem-vindos. Estas são - algumas - histórias de nossas vidas.

Duração: 60 minutos
Lotação: 50 lugares
Reservas: Vanessa (11) 88169391

Apresentações:
28 e 29 de novembro,
06, 12 e 13 de dezembro.

Sempre as 19:30hs
Ingresso: P.Q.P.: Pague Quanto Puder

Local: EE Jornalista Francisco Mesquita
Rua Wenceslau Guimarães, 581
Jd. Verônia - Ermelino Matarazzo

Como chegar:
- De carro: pegar Av. Assis Ribeiro (veja como chegar no mapa), sentido Centro-Bairro. Na altura do nº 5.900, virar a direita e subir a Av. Sen. Elói de Souza. Ir até o final da mesma, próximo a Fábrica Cisper. Virar a direita e logo em seguida a esquerda, já estará na Rua Wenceslau Guimarães.

De ônibus/metrô: descer na Estação Guilhermina-Esperança do metrô (Linha Vermelha), saindo da catraca pegar a direita e dirigir-se ao ponto da Lotação 2722-Jd. Verônia. Descer no ponto final, próximo da Praça XI. Já estará na Rua Wenceslau Guimarães.

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

QUEM VIU, VIU

e quem nao viu, vê depois por aqui. pelo menos uma parte. do programa manos e minas, que rolou neste sábado. participação mais do que especial da minha escola. da molecada. alunos e alunas. do ensino fundamental, médio e o teatro. é da hora. ver seu trabalho reconhecido é um barato. principalmente quando isso acontece por aqueles que brigamos, lutamos, trabalhamos. os alunos. eu sei, a televisão não é referência pra ninguém. mas não é qualquer canal, é a TV Cultura. pra mim vale muito. não é qualquer programa, é o Manos e Minas. pra mim vale mais ainda. não é qualquer quadro, é o Buzão. aí é foda. conhecer e reconhecer a quebrada, de maneira positiva, é bom demais. diga-se de passagem os alunos. parece até que alguns passaram a gostar mais da aula de história. principalmente depois que perguntaram: "ôh prussôr, como é que eu faço pra aparecer por lá?". falei, "tem que fazer o que eu fiz: estudar muito, ter caráter, amor, honestidade". e não é que a história ficou mais bacana. a molecada se mirando na tela, não se vendo na lama. não é conto de farsa, nem estória. é realidade, realização. é, tiu: quem viu, viu.

Sexta-feira, Novembro 20, 2009

MANOS & MINAS

Sábado, TV Cultura, 18hs:
Manos & Minas
Apresentação: Thaíde
Show: SambaSonics
Participação: galera da EE Jornalista Francisco Mesquita

CONVITES



e ainda tem a Balada Literária, organizada pelo
Marcelino Freire, clicando aqui
programa não falta.
salve,
r.c.

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

segue alguns vídeos que eu trabalhei com os meus alunos para a semana da consciência negra. o primeiro tem algumas imagens de como era a viagem em um navio negreiro, a travessia pelo atlântico, narrado com o poema "navio negreiro", do castro alves. o segundo é um curta-metragem, "vista a minha pele", que traz uma visão da sociedade através de um outro olhar. videos bacanas, a molecada curtiu, gerou boas discussões.

salve.

r.c.

Navio Negreiro



Vista a Minha Pele - Parte 01




Vista a Minha Pele - Parte 02



Vista a Minha Pele - Parte 03

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

MANOS e MINAS

e hoje rolou a gravação do Programa Manos e Minas, da TV Cultura, no Teatro Franco Zampari, Tiradentes, aqui em Sampa.

fui acompanhado de alunos e alunas da minha escola para participar da platéia do programa. esta é a terceira vez que somos convidados, com ônibus enviado gratuitamente pela TV Cultura - diga-se de passagem, buzão de primeira linha - e esta foi a vez mais especial. não apenas porque o conteúdo do programa foi muito bom: no palco estava o pessoal do SambaSonics, samba-rock de primeira qualidade - com a beleza oriental e o vozeirão maravilhoso da vocalista Francine, além das apresentações das B-boys e B-girls, e dos caça-talentos, em que os manos na rima quebraram tudo, mas principalmente porque no quadro do Alessandro Buzo, o "Buzão Periférico", foi exibido a gravação que aconteceu em Ermelino Matarazzo, e o grupo de teatro da escola acabou participando.

a matéria ficou chapada, com um destaque legal, e ainda depois o Thaíde deu uma idéia no palco. muito, muito lôco. ver a cara de felicidade da molecada, a alegria de ver um trabalho exposto e reconhecido, a felicidade em ver a quebrada sendo representada na televisão de uma maneira positiva. difícil, mas acontece.

parabéns pro buzo. obrigado pela oportunidade, pela exposição. agradecimentos a TV Cultura pelo convite, novamente.

pra quem quiser assistir, o programa será exibido neste sábado, dia 21 de novembro, as 18hs. reprisando na madrugada do domingo, a o1:30hs da manhã. quem tiver a TV Cultura, liga lá e curta a nossa galera, que hoje representou bonito.

e "vâmo que vâmo que o som não pode pará"!

salve.

r.c.

Sábado, Novembro 14, 2009

PESADELO...

madrugada de sábado, eu acordado. meus sonhos são abusados.
eles teimam em não me deixar dormir.

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

INTIMAÇÃO IMPORTANTÍSSIMA!


A Escola Estadual Jornalista Francisco Mesquita
e o grupo de teatro “Os Mesquiteiros” formado
pelos seus alunos e alunas convidam
para a apresentação da peça:

“DE AQUI DE DENTRO DA GUERRA”

Adaptações de contos e poemas: Dinha, Fanti Manumilde, Marcelino Freire, Rodrigo Ciríaco e Sérgio Vaz.

Textos: Atanilo Gregori, Bruna Silva, Caroline Silva, Debora Gomes, Déborah Alves, Gabriela Maria, Gleice Kelly, Jéssica Nogueira, Liliane Santana, Marcelli Crepaldi e Vanessa Freitas.

Ator e Atrizes: Atanilo Gregori, Bruna Silva, Debora Gomes, Déborah Alves, Gabriela Maria, Gleice Kelly, Jéssica Nogueira, Liliane Santana, Marcelli Crepaldi e Vanessa Freitas.

Trilha Sonora (músicas): Elis Regina, Elvis Presley, Inquérito, Maria Rita, O Rappa, Legião Urbana e Z`África Brasil

Duração: 60 minutos

Assistente de Produção: Caroline Silva

Coordenação Pedagógica e Direção: Rodrigo Ciríaco

Sinopse: De aqui de dentro da guerra são textos, de pessoas que a gente admira. São cheiros, que no cotidiano a gente respira. São histórias, de pessoas que, mesmo com uma vida sofrida, não se entregaram nas pedras tortuosas da vida. De aqui de dentro da guerra saíram ensaios. Lágrimas, risadas, aprendizados. Que a nossa caminhada não se faz sozinho. Que contar com a família, com os amigos sempre se faz preciso. São cantos, são contos, são gritos com ritmo e poesia. Pra não deixar que nós sejamos apenas poeira nesse dia-a-dia. Ensinamentos que não permitem que sejamos mais um número numa planilha. Lutas que nos transformam em sujeitos, e não em mera estatística. Sejam todos bem-vindos. Estas são as histórias de nossas vidas.

“Um por todos, todos por um”.

Apresentações:
29 de novembro; 06, 12 e 13 de Dezembro
EE Jornalista Francisco Mesquita

Rua Wenceslau Guimarães, 581 – Jd. Verônia
Próximo à estação do trem USP Leste

Sempre as 19:30hs.


Preço: P.Q.P.: Pague Quanto Puder (ou tiver, quiser).

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

APAGÃO

Jééééééééééssussss Cristim.... e apagou gerou aqui em Sampa. eu lá no centro com a dricaminhamiga e uma galera, curtindo uma exposição e o som batucado de minhaoutramiga marinauehara junto com a simone soul e depois de um tempo pum! apagou. e salve geral. tudo escuro, só as luzes dos carros e cigarros. e a galera correndo. passageiros disputando táxis a tapas nas ruas e os taxistas disputando os carros: pra correr. ninguém queria pegar passageiro não. de passagem e nao ao passageiros. inclusive aqueles dois ingratos que se aproximaram do meu carro. eu tava esperto. eu vi eles atravessando a rua. eu vi eles vindo em minha direção. e quando tava a uns dois metros que meteram a mão na cintura e tentaram colocar a outra no meu vidro eu acelerei. zoooooom. sai batido. eles ficaram. encostaram na mureta e esperaram. alguém menos ligeiro pra ser assaltado. a ocasião faz o ladrão, já dizia um irmão. e dessa eu escapei. também, já pensou, o meu décimo terceiro? não, não o salário. assalto. já fui assaltado doze vezes. uma hora você fica esperto. ou não. minhas pernas ficaram tremendo depois. e se ele tivesse isqueirado em mim. quem iria me levar para um hospital, enfim? a cidade naquele caos. pontos de ônibus lotados. metrôs, trens parados. trabalhadores presos. crianças chorando. gente que não dorme no escuro acordando. o medo. "gente, como estamos vulneráveis", minha amiga falou. e eu concordei. voltamos a era das cavernas. sem energia, sem celulares; sem rádios, sem telefones, sem televisores, sem computadores, sem nada. apenas as pessoas, sozinhas consigo mesmo e com as outras. contando com o apoio, com a solidariedade dos outros. tendo que conversar, pra chegar a um consenso pra chegar a algum lugar. para se ajudar. e no fundo no fundo eu pensava. tudo bem, esse caos é foda. mas esse apagão é da hora. da hora. é na hora das tragédias, quando não temos mais energia, que os animais mostram o seu lado mais humano.

NÉ NÃO?

- Professor...
- Fala, Hiago?
- Esse livro tem palavrão?!
- É, tem alguns...
- E pode?
- Dependendo do que autor tá falando, pode ué...
- Nossa... Até que ler é da hora, né não?


Antes que a Turma da Patrulha Política-Pedagógica apareça para me repreender, informo que a situação é real e que o livro em questão é o "crássico" Feliz Ano Velho, do Marcelo Rubens Paiva. E o aluno tem quinze anos. Será que tem algum problema em ele ler este livro?


r.c.

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

TÁ CHEGANDO A HORA

a mente no palco. no ouvido, músicas da cena. o coração na ponta da garganta. nervosismo, ansiedade, boca seca. falta pouco. muito pouco.

há sete meses atrás, exatos dia 09 de abril, comecei um novo projeto na escola. teatro com os alunos. medo, insegurança. sabia o que queria fazer, tinha noção até como. só não sabia se conseguiria, se daria certo. e está dando, apesar de tudo: tropeços, ralados, capotes e outros esquemas. está dando certo. o grupo que estou coordenando, "Os Mesquiteiros", está nos preparativos finais. estreamos daquia a 20 dias.

não há nada de novo. nem espetacular. nada de superprodução ou outros esquemas. mas é o bom e velho teatro. feito com garra, bons textos, trabalho. disposição, ensaios e energias. além da sinceridade, cumplicidade; amizade, solidariedade e trabalho, trabalho, trabalho. e chama a atenção e puxa a orelha e chora e ri e dança e canta e: um por todos e todos por um.

estou muito, muito feliz com o processo que vivi com os alunos durante estes meses. acredito que eles também. aprendemos muito, crescemos muito: como pessoas, como mestres e alunos, como artistas-cidadãos. estou muito orgulhoso de todos, todos eles. talvez eles não saibam o quanto. preciso dizer-lhes, pessoalmente.

em breve disponibilizo o convite, maiores informações por aqui. mas já anote na sua agenda: domingo, 29 de novembro; 06, 12 e 13 de dezembro, sempre as 19hs, na EE Jornalista Francisco Mesquita, Ermelino Matarazzo, Zona Leste - São Paulo. e nem venha com a desculpa de que é longe, que é o fim do mundo e tal. a distância é a mesma e nós estamos cansados de irmos assistir espetáculos no Centro. tá na hora da gente produzir - ainda mais - ações na quebrada. e você, seja de qual zona for, está intimado.

o nome do espetáculo será "De Aqui de Dentro da Guerra", retirado de um poema da Dinha.

e é dedicado para Dinha, Marcelino Freire e Sérgio Vaz, pessoas fundamentais na minha caminhada literária.

ah, e é o meu primeiro trabalho como "diretor". ui! - rs

MERDA pra nóis.

r.c.

Sábado, Novembro 07, 2009

NEM CHEGUEI JÁ TO SAINDO...

correria total por estes dias. assuntos a se tratar até temos, o que falta é o tempo. tempo, tempo, tempo, quanto mais corro atrás dele, menos temos. mas vamos aos fatos.

quinta teve gravação do "buzão periférico" na minha escola. na verdade a gravação rolou no bairro de ermelino matarazzo, na ee filomena matarazzo, mais especificamente na rádio filó, na tenda literária e, por fim, na minha escola. o alessandro buzo teve a companhia do mano chapéu e na ee mesquita a idéia foi mostrar um pouco do meu trabalho de literatura e teatro com os alunos, "os mesquiteiros". vai ao AR na TV Cultura, dia 21/11, as 19hs, dentro do programa "Manos e Minas" - apresentação: Thaíde.

aliás, sobre o teatro, faltam exatos três semanas para nós fazermos a nossa apresentação na escola (28/11). ainda nao estamos prontos, daqui até a "estréia" temos seis ensaios. espero que dê tempo. que dê certo. como dizem no teatro: muita merda pra nós!

na quinta ainda compareci ao lançamento do livro da amiga érica peçanha, os "vozes marginais na literatura", resultado do trabalho de Mestrado dela na faculdade de antropologia e aborda a literatura marginal/periférica tendo como base, principalmente, os trampos do ferréz (1dasul), sacolinha (associação literatura no brasil) e do poeta sérgio vaz (cooperifa). o livro é a minha próxima leitura obrigatória, assim que eu acabar de ler a autobiografia do Gandhi, que aliás, é fuderosíssima. eu super recomendo.

no mais, é isso. computador quebrado ainda em casa, não sei se perdi arquivos, fotos, livros(!). usando um notebook emprestado do meu mano que não dá muita vontade de escrever não - botões muito trocado, aquele mouse acoplado é um saco - mas no mais é isso. deixa eu preparar logo as minhas aulas da semana que vem porque o tempo aqui em sampa tá quente pra caramba e eu mereço ter uma folguinha. pelo menos hoje, já que amanhã tem ensaio com o grupo.

até.

r.c.

Sábado, Outubro 31, 2009

MINHAS LEITURAS - MAHATMA GANDHI

"Uma pessoa que acumula bens materiais ou morais, deve-o somente à ajuda dos outros membros da sociedade. Assim sendo, terá ele o direito moral de usar o acumulado primordialmente para seu proveito pessoal? Não, ele náo tem esse direito".

"Todo aquele que tem coisas das quais não precisa é um ladrão".

em GANDHI, Mohandas K. Autobiografia, Minha Vida e Minhas Experiências com a Verdade. Editora Palas Athenas, 5a. edição

A IMPORTÂNCIA DA ARTE NA PERIFERIA

começou ontem aqui em Sampa a Satyrianas, mostra de Teatro que também envolve música, cinema e otras cositas organizadas pela Cia dos Satyros, da praça Roosevelt. são 78 horas de atividades, em que o destaque são peças de boa qualidade que acabam por envolver os principais grupos teatrais que atuam na zona central da cidade. já participei em outros anos e recomendo - veja a programação completa aqui

e pensando sobre as Satyrianas, fiquei pensando sobre a importância da Mostra Cultural da Cooperifa. é que as vezes estamos dentro de algo e não temos o distanciamento necessário para ter uma visão crítica, mais ampla sobre o que produzimos. e não é porque estou dentro do movimento não, mas o que fazemos é algo não apenas inovador, mas provocante e (r)evolucionário.

uma semana de artes na periferia? quem ousaria?

gosto de participar de alguns movimentos, atividades que rolam aqui pelo Centro da cidade. princilpalmente aqueles que tem qualidade. mas isso já é algo banal, corriqueiro. sempre tem alguma coisa diferente por aqui. agora, na periferia não. o que vou dizer talvez seja algo comum, batido, então quem quiser, aviso: não leia. mas voltando, as periferias de são paulo são cidades dentro das cidades. não é a toa que são divididas em "zonas". e elas acabam tendo mais em comum com as regiões da "grande" são paulo - área metropolitana - do que com o núcleo central da cidade em si. porque assim como as áreas metropolitanas que ficam na "rebarba" da cidade aproveitam muita coisa aqui de sampa, atuam como cidades-dormitórios, a periferia acaba tendo esse papel, dentro da cidade. mas o pior: as riquezas produzidas pela cidade mais rica da américa latina não são distribuídas de maneira uniforme. todos ajudam a construir, mas na hora de dividir o bolo, ele fica no "centro".

chamei várias pessoas para irem até alguma atividade da II Mostra Cultural da Cooperifa. eles perguntavam, onde fica? dizia: Campo Limpo, Vila das Belezas, Chácara Santana. Zona Sul. eles respondiam - fora a questão de ser perigoso e tal: "ah, mas é muito longe". isso que são pessoas que tem transporte próprio - carro - ou então o dinheiro suficiente para pegar ônibus, metrô, trem, lotação ou até um táxi, se necessário. e eles diziam: - é longe. agora eu pergunto, se eles reconhecem que o caminho do centro pra periferia, pra ver uma atividade cultural, tendo dinheiro no bolso, é longe, e o caminho inverso, não é? porque imagina comigo: uma pessoa sair de campo limpo, jardim ângela, guaianazes, ermelino matarazzo, atravessar quase vinte kilômetros dentro da cidade, encarando ônibus, metrô, trem, pra assistir um espetáculo, uma peça, uma mostra de dança. um camarada que já não ganha muito bem, tem que gastar dinheiro com transporte, enfrentar duas horas de travessia, gastar dinheiro com entrada, um lanchinho - porque vai dar fome - e ainda encarar a volta, isso se ainda tiver transporte, porque o ABSURDO que existe numa das maiores cidades da América Latina é que o transporte público não é 24 horas - o vereadores, vâmo trabalhá -, e aí, dá pra tu.

agora, imagina se tivessemos mostras, semanas de arte como a que realizou a Cooperifa semanais. ou nem pedindo tanto, mostras mensais. em que a pessoa atravessasse a rua, andasse uma duas, três, cinco quadras que seja, e encontra-se uma exposição de arte, um show de música, uma peça de teatro, um sarau. e aí, será que faria uma diferença ou não? gente suficiente pra preencher essas mostras mensais teria, em todas as áreas. a periferia é um caldeirão cultural em ebulição. precisa apenas de alguém que ajude a a(s)cender este fogo.

dizem que o "povão" só gosta de porcaria, mas eu pergunto: só gostamos de porcaria ou a gente acaba comendo o que tem no prato?

a semana, a Mostra de Artes da Cooperifa é muito importante pra cidade de São Paulo. talvez como referência para o país. outras mostras precisam ser realizadas, da maneira como fazemos: sem esperar dos outros, parando de reclamar - não que reclamar não valha, mas senão fica apenas a choradeira - e botar a mão na massa. errando, fazendo cagadas, mas fazendo. é como disse o Poeta: "erramos porque amamos e fizemos. e só quem ama erra". tem que ser assim. e falar, de boca cheia: mostra de arte, semana cultural da Periferia. sem medo de dizer de onde somos. com orgulho de mostrar de onde estamos fazendo. porque sabemos que não é fácil viver, transformar, fazer. e temos que mostrar de onde viemos, até para o pessoal que está do lado de lá acredite que somos possíveis.

São Paulo é uma cidade cingida: socialmente, economicamente e, principalmente, geograficamente. as pessoas vão para o "centro" (centro aqui é mais do que um conceito geográfico, mas um conceito político) trabalham, camelam, enriquecem aquela região e voltam para as periferias, para dormir, para consumir o básico, para trazer o que sobra para estas regiões. acabamos como zonas esquecidas dentro desta cidade que, cotidianamente, ajudamos a construir, desenvolver e enriquecer. está mais do que na hora desse bolo ser melhor dividido.

enfim, pensamentos desconexos na manhã de um sábado.

r.c.

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

O SHOW DAS NOSSAS VIDAS - GOG E ENCERRAMENTO II MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA



só pra avisar pra quem quiser bater de frente comigo: eu não tô sozinho. Cooperifa é minha casa, minha escola e, mais que isso: minha Família.

"O Amor venceu a Guerra..."

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

SALVE JORGE!


a cabeça decepada do dragão ainda no chão retorcia quando jorge pegou uma bacia, mergulhou as duas mãos na água que ali havia e esfregou uma na outra. por entre os nós dos dedos, sob as unhas. retirou-as com cuidado, observou com atento olhar se não havia uma mancha vermelha que não houvesse escorrido para se lavar e jurou: seria a última vez que derramaria sangue. a guerra precisava de uma trégua. seu ódio de descanso. sua espada de uma bainha. e a sua alma de um pouco mais de espírito.

FRASE DA SEMANA

"Eu durmo pronto pra guerra e eu não era assim.
Eu tenho ódio e sei que é mal pra mim..."

é fato: a felicidade alheia incomoda muita gente!
e tem gente com apetite de maldade nesse mundo.

mas tudo bem. daqui a pouco eu reconheço a queda, não desanimo. levanto, sacudo a poeira e ainda rimo. não foi a primeira e, por enquanto, não será a última vez que isso acontece.

Terça-feira, Outubro 27, 2009

"SI VIS PACEM PARA BELLUM"

ou

se quer paz, prepara-te para a guerra.

p.s.: a frase não é minha. alguém disse aí - fonte não segura. mas depois de ficar de boa e ter sido provocado, ela caiu como algo confortável aos meus pensamentos desconexos.

II MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA - ALGUMAS PALAVRAS

a semana que se passou foi emoção pura. vivenciada em cada fio de cabelo, em cada cheiro, cada troca de olhar; cada célula de minha pele. na madrugada de segunda, o Poeta pediu algumas palavras minhas sobre a II Mostra. eu disse que, ali, não tinha nada pra dizer. que quando aprendesse a falar, diria. mas me incomodou. o silêncio não era a resposta que eu queria dar. mas ao mesmo tempo foi muita coisa junta pra eu poder resumir. nenhuma palavra seria suficiente para transmitir o que eu senti, vivi, passei por estes dias. de tanta energia boa, positiva. Poeta, o que eu posso dizer? sem demagogia: foram os melhores dias de minha vida. os melhores dias de minha vida.

alguém pode até pensar/dizer: então não foi nada. esse reclamão só leva uma vida de merda. mas não é isso não. estou feliz por estar ciente de que não estamos apenas no bonde da história. estamos literalmente - e literariamente - escrevendo-a. com sangue, suor e lágrimas, não apenas de dor, mas de alegria também. a periferia vive um momento de ebulição cultural. principalmente aqui na zona sul (zona show) de sampa, mais efetivamente. e só não vê, não participa quem não quer.

Poeta, em vários momentos destes dias eu pensei na morte. mas de uma maneira positiva, se é que isso é possível. eu pensava: "poxa, Deus podia me levar agora. agorinha. eu morreria feliz..." quem é que pode desejar um barato assim? talvez apenas eu, sem noção. mas era o Estado de Graça, tantas vezes dito pela Clarice (Lispector) que eu estava vivenciando. e não me importaria de partir em alguns daqueles momentos, principalmente se eles ficassem eternizados em mim. eu seria uma pessoa extremamente feliz.

valeu Família Cooperifa. vocês são pão, água e sonho. luz e sentido. força e mobilização. fico feliz por existir, ser contemporâneo deste movimento e, melhor: fazer parte dele.

nada vai nos derrubar. alguns, bem, bem próximos, podem até tentar. mas nóis enverga mais não quebra. nóis capota mais num breka.

"milianos tem sido assim... bom seria outra vez ouvir... zona sul zona show brasil... quem viu, viu... ouviu também..."

'hasta la victória, siempre!'

r.c.

p.s.: deu pau no meu computador, junto com as fotos. espero que eu não tenha perdido os arquivos, senão eu perderei muito mais do que fotos - talvez uns dois livros (!) não publicados. assim que tiver ok, publico por aqui. axé pra nóis.

Quinta-feira, Outubro 22, 2009

TUDOAOMESMOTEMPOAGORA

EstouNaIIMostraCulturaldaCooperifaTudoJuntoAcontecendoAoMesmoTempoAgoraQueEuNemToTendoEspaçoPraEscreverAquiNoBlogEsperoQueVocêsEntendamACorreriaEMePerdoemPrometoColocarBastanteInformaçãoImportanteQuandoReaparecerPorAquiInclusiveComUmasVáriasFotinhosAíEAtéMaisMermãoPorqueEuNãoTenhoMaisTempoNãoFui.

Sexta-feira, Outubro 16, 2009

"É NECESSÁRIO SEMPRE ACREDITAR QUE O SONHO É POSSÍVEL..."

ontem, quinta-feira, foi dia dos professores. e anteontem, quarta-feira, na Cooperifa, eu lembrei de uma frase do Sérgio Vaz, escrita na apresentação do meu livro: "Mas, hoje, como sorrir sobre ruínas?". porque eu estava pensando: o que há para celebrar neste dias dos professores?

até o momento eu não via muita coisa. ser professor, principalmente nos dias de hoje é difícil. e não apenas pela desvalorização, baixos salários, falta de apoio e estrutura, escolas abandonadas, etecetera que todo mundo já sabe. uma coisa que sempre doeu muito, para mim, é a questão da educação não apresentar resultados a curto prazo, digamos assim. por exemplo: se eu sou um mecânico e trabalho, eu quero ver o carro andando, consertado. se eu sou uma cozinheira, eu quero ver as pessoas se alimentando, felizes. e se você é professor, o que você quer ver?

eu gostaria de ver meus alunos crescerem, aprenderem, não apenas sobre a escola, mas sobre a vida. e serem um pouco mais felizes. e durante muito tempo eu não via isso. porque a gente trabalha, trabalha, trabalha e, vem aquela história: o resultado vem daqui há alguns anos, você vai ver. mas daqui há alguns anos é longe, e a espera cansa. cansa. mas ontem foi diferente. ontem foi um dos melhores dias da minha vida, principalmente vendo pelo lado profissional.

ontem foi dia dos professores, e eu trabalhei. reposição por conta da Gripe Suína. os alunos estiveram presentes na escola. manhã, tarde e noite. porque ontem eu trabalhei das oito da manhã até as oito da noite. oitavas de manhã, quintas a tarde, teatro de tarde pra noite. ralei, fiquei cansado pra caramba. nem ganhei presentes... mas ontem foi um dos melhores dias na escola.

porque eu pude perceber que meus alunos estão crescendo. estão aprendendo muitas, muitas coisas, não apenas sobre a escola. e estão ficando um pouco mais fortalecidos para aguentar os trancos desta vida tão dolorida - que é pra todos. e isso, pode-se dizer, deixa-os um pouco mais felizes. a mim, deixa muito.

primeiro foi de manhã, nas oitavas. era dia especial então, vamos ao sarau. fiz um sarau com eles - que diga-se de passagem, fazia tempos que não fazia - e convidei as Mesquiteiras (do teatro) pra fazer um esquenta. sentir a pressão de apresentar as cenas para um público "estranho" diferente. e foi muito bom. as meninas curtiram. e a galera das oitavas, idem.

depois, foi as quintas. na verdade, verdade seja dita, esse meu dia especial começou desde ontem. porque o sarau nas quintas séries foi ontem. em comemoração, no caso deles, não apenas ao dia do professor, mas a semana da Criança. e foi maravilhoso. a molecada participou em peso, deram risada, interpretaram e mostraram que, literatura, não é uma coisa chata. pode ser bem legal também. só que eles não sabiam...

e a cereja do bolo foi a tarde, o ensaio com os "Mesquiteiros". eu sou suspeito em dizer mas, esse meu teatro amador-mirim tá fazendo um trabalho profissional. muito empenho, dedicação, trabalho, verdade e emoção. muita emoção. porque agora, além dos textos de autores que escolhemos para a nossa peça, estamos trabalhando nossos textos (individuais) que serão integrados com outros. ou seja, estamos nos conhecendo um pouco mais, coçando as nossas feridas. e elas doem. muito. ontem foi uma sessão de choradeira total no final do ensaio, durante as leituras. um aluno até brincou comigo se no teatro rolava "sessão de espancamento". eu disse: só se for das coisas ruins. porque o que acaba acontecendo também é um trabalho terapêutico, respeito, troca, confiança, amizade. solidariedade. tudo isso eu vi no meu grupo de teatro ontem. e foi lindo. acompanhar como tudo isso aconteceu em apenas meses. ou melhor, alguns aninhos, já que estou há quatro anos na escola. mas foi lindo ver um pouco do resultado do trabalho.

no final, nos demos um forte abraço em todos, cantamos e fomos embora. eu flutuando, andando nas nuvens. parecia que não era real, que era um sonho. e era. um sonho que eu pude desejar, e agora viver, de olhos abertos.

"é necessário sempre acreditar que o sonho é possível..." (racionais)

é isso aí. muito trabalho, suor, sangue, lágrimas e vitórias. principalmente vitórias.

r.c.

MEU DIA DOS PROFESSORES, COM SARAU - FOTOS

Bruna, Ádala e Waleska - 5ªB

Tayná e Débora - 5ªB

Paloma e Larissa - 5ªB

Aimê e Amanda - 5ªB

Kaique - 5ªB

Alan - 5ªB

Lucas, Matheus e Flávio - 5ªA

Adilson - 5ªB

Keila e Pamela - 5ªA

Isabel - 5ªA

A Galera - 5ªA

Henrique - 5ªA

Será que elas tão prestando atenção? - 5ªA

Uél, uél, uél... Gabriel - 5ªA

As meninas se empolgando, de um lado...

ao outro da sala - 5ªA

Liliane (Mesquiteira) na 8ª C fazendo "Jorginho" (Sérgio Vaz)

Letícia e galera da 8ª C

Bruna e Vanessa (Mesquiteiros)

Bruna e Vanessa fazendo Linha do Tiro (Marcelino Freire)

Gabi, Jéssica, Vanessa e Gleice (Mesquiteiras) fazendo "De aqui de dentro da guerra" (Dinha)

Jéssica interpretando "Pratos Limpos" (conto meu)

Emerson - 8ª C

Quarta-feira, Outubro 14, 2009

TÁ CHEGANDO!!!



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A LITERATURA MARGINAL (PERIFÉRICA) NA ESCOLA
sábado, 17 de outubro, a partir das 14:00hs



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II MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA
de 19 à 25 de outubro


PROFISSÃO: PROFESSOR

ontem participei de uma palestra para 200(!) alunos dos cursos de Pedagogia e da Licenciatura em Geografia da FACCAMP - Faculdade Campo Limpo Paulista na cidade de mesmo nome, que fica... diria já no interior, próximo à Varzea e Jundiaí.

a faculdade está organizando a semana da educação e convidando alguns profissionais para falar sobre o ofício, prática pedagógica. eu fui um dos convidados. o tema da palestra foi "Profissão Professor: História, Luta e Esperança (?)" - o ponto de interrogação ficou por minha conta.

posso dizer que o debate foi, não diria polêmico, mas provocativo. foi principalmente baseado nas minhas experiências nestes quatro anos de ensino na rede pública. abordei, com demonstração de fotos, questões como estrutura, (des)organização do espaço, segurança, a falta de compromisso de nós, profissionais da educação para com o ensino e, claro, como a minha vida não é só desgraça, falei também dos projetos que já desenvolvi e desenvolvo: jornal, literatura, teatro.

muita gente se contorceu nas cadeiras com as minhas falas, leitura de alguns contos do livro, etc. alguns por conta de risos. outra por conta da raiva de mim ou de alguma provocação que fiz. tudo bem, não fui lá para agradar ninguém. meu objetivo era, além de expor a visão sobre a educação de uma pessoa que está dentro da máquina, não apenas vivenciando mas refletindo, demonstrar o quão é importante uma postura ética, compromissada e respeitosa dentro da escola. não que eu seja santo, mas quem conhece o meu trabalho sabe que eu busco arduamente seguir dentro desse caminho.

no mais, ao final vendi alguns livros, troquei idéias e fiquei com uma vontade de ampliar mais este trabalho de diálogo, debate, conversa, discussão com o pessoal da licenciatura. não que eu saiba de tudo, mas percebo que tenho um conhecimento da práxis pedagógica que faculdade nenhuma passa, discute. e eu gostaria de fazer mais isso.

no mais, quando eu receber fotos do evento, publico aqui.

abraço,

r.c.

AO MESTRE COM DESPREZO - PARA REFLEXÃO

RUY CASTRO, na Falha de S. Paulo - 13/10/09

RIO DE JANEIRO - Em março, um professor de história, filho de um amigo meu, foi desacatado em sala por três alunos num colégio em Moema, zona sul de São Paulo. O mestre deu queixa na diretoria. Esta apoiou os desordeiros. O professor pediu demissão e foi para casa, onde teve uma crise nervosa. Passa agora por uma síndrome do pânico. A orientadora da escola, única pessoa a apoiá-lo, foi demitida.

Este é um colégio de classe média, em que os alunos se sentem com privilégios pelo fato de pagar altas mensalidades. Mas, nas escolas públicas, a realidade é ainda pior. Mais de cem casos de alunos que desrespeitam professores são relatados diariamente à Secretaria Estadual da Educação de São Paulo por um sistema de registro de ocorrências do gênero. A maioria dos casos vem da região metropolitana de São Paulo.

São alunos que desprezam a liturgia da escola, saem da sala sem autorização do professor e o ofendem verbalmente quando ele ousa protestar contra a zorra. Usam toda espécie de aparelho eletrônico durante a aula, de celular a iPod, e, certos da impunidade, destroem equipamentos ou instalações da escola na frente dos colegas e funcionários. Uma das principais diversões é pôr fogo nas lixeiras.

É o terror. As escolas cogitam instalar câmeras em suas dependências, para ter provas documentais contra os vândalos e padronizar as informações, o que permitirá estabelecer estratégias de combate à violência. Mas nada impede que os cafajestes -difícil chamá-los de alunos- roubem também as câmeras e riam das estratégias.

Os jovens valentões que agrediram o professor em Moema (aliás, com o apoio da classe) foram expulsos do colégio meses depois. Mas não por indisciplina. Deixaram-se apanhar traficando drogas dentro das instalações.

Sexta-feira, Outubro 02, 2009

PRA QUEM TIVER DE BOBEIRA NO SÁBADO...

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(postado em 12/10/09)
- meu blog desaprendeu a contar datas... -

MEU MOMENTO

MEU JARDIM
Vander Lee

Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores
Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores

Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho

Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim

VÂMO QUE VÂMO QUE O SOM NÃO PODE PARÁ

nossa, que semana foi essa? segunda, Galeria Olido, depois cerva. terça, Sarau do Burro, depois, cerva. quarta, Cooperifa, levei algumas alunas do teatro, nada de cerva. quinta, trampo na escola das sete da matina as sete da noite, sem direito a horário de almoço e depois, cama. não aguentei também. desabei. segunda, terça e quarta indo dormir depois da meia-noite, acordando antes das seis, quem guenta? nem eu, quase. por isso que ontem, trampei, de tarde vi um filminho e a noite, sambinha. ninguém é de ferro.

mas tá ótimo desse jeito. numa correria que não dá quase pra respirar mas, as coisas tão andando, fluindo. projetos estão surgindo. idéias avançando. e o melhor: estou dando conta. com muito trabalho, empenho, dedicação, capacidade de organização e raciocínio.

esta semana, vai ser corrida novamente. terça palestra na Faculdade Campo Limpo Paulista: "Profissão: Professor". Sábado, palestra em Guaianazes, na Tenda Literária: "A literatura marginal (periférica) na escola". quinta e domingo, ensaio com grupo de teatro. quarta-feira, Cooperifa, e mais uma outra leva de alunos. todos os dias, aula, aula, aula.

e ainda tem a outra semana, que não vou parar. vai rolar a II Mostra Cultural da Cooperifa. vou estar numa das mesas, quarta-feira, 21: "Engajamento e revolta na ponta da caneta". E aí, dá pra tu?

isso sem contar as leituras, estudo, venda de livros, saraus e, minha vida tá sendo isso. e tá muito bom.

no mais, se tá difícil me encontrar, falar comigo, bom, cê já sabe o porquê então, né?

aquele abraço.

que eu só quero é ser feliz...

r.c.

CORRERIA

salve, povo. é nóis na fita. ou melhor, no DVD. segundona teve lançamento do "Profissão MC", do Alessandro Buzo e Toni Nogueira. Galeria Olido lotada, várias manos e minas da quebrada presente e, o filme representou. ou melhor, presenteou a periferia, o cinema, a estética da favela. com uma mostra de coragem que todos os sonhos são possíveis. lembrei do glauber, o rocha, e sua célebre frase: uma idéia na cabeça e uma câmera na mão. parabéns buzão.

e eu não posso perder muito tempo. vim aqui dizer que tô na correria. imagina, final de bimestre na escola: fechamento de diário, correção de prova, trabalho. são só onze turmas, mais de trezentos e trinta alunos. multiplique isso por dois e você tem noção do meu trabalho e de como eu tô lascado. mas não tô reclamando. só justificando. é muito melhor ficar com disposição, assim, no corre, do que doente, querendo ficar trancado sem sair do quarto. pois bem. águas passadas não movem moinhos. mas descem a ladeira. e eu não me esqueço. dos compromissos. tô ficando com a agenda lotada (haha - quem diria). outubro três compromissos firmados: Faculdade Campo Limpo Paulista, Tenda Literária e II Mostra Cultural da Cooperifa. novembro, dois no esquema e outros dois a confirmar. logo mais eu passo a "agenda" completa, com horário, local, atividade. e quem quiser é só colar. porque é nóis que tá. e eu já falei demais. até mais. axé.

r.c.

MESQUITEIROS










toco aqui algumas fotos dos ensaios que estou fazendo com o grupo de teatro lá da minha escola: os Mesquiteiros. a gente tá em processo ainda, firmando os textos, montando as cenas, mas já tô sentindo um gostinho bom na boca. a nossa "estréia" vou firmar lá para novembro, mas não se preocupem: quando estiver tudo ok, comunicarei pelo blog. por enquanto, é isso aí...

ESTÉTICA DO OPRIMIDO

rolou ontem no Teatro de Arena, aqui em Sampa, o lançamento do livro "A Estética do Oprimido", última obra escrita por Augusto Boal e que dá continuidade as suas teorias estéticas e teatrais iniciadas com os livros "200 jogos para atores e não-atores...", "Teatro do Oprimido", entre outros.

no Arena, muitas artistas de peso: Sérgio Mambert, Celso Frateschi, Zé Renato, Chico de Assis. Na platéia, Cecília Boal, a esposa de Paulo Freire(!) - que eu esqueci o nome agora. Homenageados: Reinaldo Maia, Guarnieri, Viannianha, Plínio Marcos e claro, o próprio Boal, falecido neste ano.

o livro - um tanto carinho - é muito importante, pois não apenas sintetiza um pensamento que o Boal estava desenvolvendo nos últimos anos, como dá rumos, planos para se pensar a "estética do oprimido". e para quem trabalha na quebrada, tem que tá ligado que isso é muito importante.

enfim: Boal Vive!

Quinta-feira, Outubro 01, 2009

É FODA! (conto)

Carái, prussôr: putaqueopariu! Essa merda agora. Não se pode mais falá palavrão na escola. É de doê. E como é qui eu vô fazê? Quando quisé mandá alguém i si fudê? Tipo os cara lá, do Congresso. O Nacional. A prussôra pediu uma redação. Eu até achei legal. Usar um monte de palavrão. Sabe? Real na cueca, dólar na sacola, mensalão. Superfaturamento de obra, nepotismo, improbidade administrativa, formação de quadrilha, esquadrão. Carái, é animal. Essa robalheira toda. Fuderam com a pátria mais do que se fode na zona. Só zueira. Tipo a Danuza, cantando o hino nacional. Só falando besteira. Dizem que a mulher virou a musa. Do youtube. Um milhão de acesso, dá até pra paga pau. Mas voltando: vão tomá no cu. Querem controlar até o meu linguajar verbal. Porra, pra quê essa preocupação com o meu falá coloquial? Eu digo o que eu querê. Da maneira que eu quisé. E daí? É foda mêmo. Esses cara, fazendo nóis desacredita da política. Achar que o Brasil é um país sem saída.

Fala pros cara, prussôr: deixa de ser Zé-mané. Palavrão é fome. Desvio de verba da saúde, educação. Miséria, injustiça, corrupção. Palavrão é demagogia, hipocrisia. Fingi que na escola todo mundo fala bonitão. Avisa lá, prussôr: pra eles não se preocupá. Qui nóis tem noção. Nóis sabe empregá nos lugar que deve a melhor opção. Avisa lá: que tem hora que nenhuma palavra substitui um bom palavrão. Aproveita e manda esses cara não desvia o foco. Que tá na hora de se preocupá com as coisas que realmente importam. E se eles não ouvi, não avisa: manda. Todo mundo si fudê. Porque é assim que tem que sê. Alho por alho, dente por dente. Acabá com o fuzuê. Porque se palavrão no ouvido deles é osso não vai sê pimenta no meu cu que será refresco.

Quarta-feira, Setembro 30, 2009

II MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA

já é! eu estarei lá, e você?
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MAIS CONVITES

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JÉSSICA BALBINO MANDOU AVISAR...

Salve, galera !
tudo na paz?

Consegui disponibilizar o download do meu primeiro livro Hip Hop- A Cultura Marginal, escrito em 2006 como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de jornalismo. O trabalho foi feito em parceria com a jornalista Anita Motta (em memória).Quem quiser conferir um pouco da história da cultura no mundo e no Brasil, os elementos e personagens singulares, pode baixar o livro e ler ;)O download gratuito é parte do PROJETO L.E.I.A, que disponibiliza cultura gratuita em diversas formas !

Bom proveito!
Beijão e muita paz

Jéssica Balbino

clique AQUI para outras informações e para baixar o livro

A QUEM POSSA INTERESSAR



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