domingo, fevereiro 11, 2007
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sobre um disco rígido)
rodrigo ciríaco
CRIME: Menores assassinam casal de jovens
MÍDIA: Repetição consecutiva da notícia,
Sensacionalismo não investigativo
ECA: Internação de três anos como limite estabelecido
KU KLUS KLAN: Redução da Maioridade Penal
DH: - É preciso investir em educação
adotar medidas de programas sociais de integração e inclusão,
como teatro, esporte, cinema,
palestras, reuniões com pais etc.
PÓS-COMOÇÃO: Nenhum ATO efetivo
CRIME: Escolas Públicas há três meses sem professores
MÍDIA: Não considera notícia
ECA: Não é recordado
KU KLUS KLAN: Não se importa, há escola particulares
Para seus filhos
DH: É preciso que o Estado invista em Educação
Saúde, programas sociais de integração e inclusão.
PÓS-DEPRESSÃO: Nenhum ATO efetivo
CRIME: Menor participa de assalto que arrastou menino
MÍDIA: Repetição consecutiva da notícia,
Sensacionalismo não investigativo.
ECA: Internação de três anos como limite estabelecido
KU KLUS KLAN: Redução da Maioridade Penal
DH: - É preciso investir em educação
adotar medidas de programas sociais de integração e inclusão,
como teatro, esporte, cinema,
palestras, reuniões com pais etc.
PÓS-COMOÇÃO: Nenhum ATO efetivo
CRIME: Escolas públicas deterioradas, sem condições de ensino
MÍDIA: Não considera notícia
ECA: Não é recordado
KU KLUS KLAN: Não se importa, há escola particulares
Para seus filhos
DH: É preciso que o Estado invista em Educação
Saúde, programas sociais de integração e inclusão.
PÓS-DEPRESSÃO: Nenhum ATO efetivo
CRIME: __________________________________
MÍDIA: __________________________________
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ECA: ____________________________________
KU KLUS KLAN: ____________________________
DH: _____________________________________
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PÓS-COMOÇÃO:
PÓS-DEPRESSÃO: Nenhum ATO efetivo
sábado, fevereiro 10, 2007
VIOLÊNCIA NA ESCOLA
Detalhe do teto - ausência de lâmpadas, risco de curto-circuito e queda
Corredor molhado - risco de acidentes
Detalhe do interior das salasquinta-feira, fevereiro 08, 2007
Para onde vão as 468 famílias ?
- O imóvel esteve abandonado por 17 anos;
- O local acumulava ratos, baratas e lixo;
- Era ponto de tráfico de drogas;
- O proprietário deve mais de R$ 05 milhões de reais em IPTU;
- Foi ocupado em novembro de 2002;
- O MSTC retirou 300 caçambas de lixo;
- Acabou com o tráfico;
- Deu moradia a 468 famílias
- Trabalhadores(as) da região central;
- Abriga no prédio 315 crianças;
- 380 adolescentes;
- todos matriculados em escolas da região.
O prefeito apoia o proprietário-devedor e pretende, junto ao Governo do Estado/PM, executar a decisão judicial de DESPEJO até o dia 04 de março de 2007.
Para onde vão as 468 famílias?
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
AÇÃO CULTURAL - Apoio aos Moradores do PRESTES MAIA
Ato em Apoio ao acampamento montado em frente a Prefeitura pelo MSTC/Ed. Prestes Maia (mais infos. abaixo).
Música - Poesia - Capoeira - e-o-que-mais-der-na-telha!
Compareça:
VIADUTO DO CHÁ
Quinta-feira, 08 de fevereiro
15:00hs, ao lado do Acampamento, na Prefeitura.
Traga a sua presença!
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MSTC – Movimento Sem Teto do Centro
Excelentíssimo Senhor Prefeito da Cidade de São Paulo
“Dr. Gilberto Kassab”
Somos moradores do Edifício Prestes Maia, 911 e ao todo constituímos um grupo de 468 famílias. Neste local vivemos, trabalhamos, nossos filhos freqüentam a escola e ainda constituímos uma biblioteca com acervo de 15 mil livros.
Somos, ainda, mais 140 famílias pertencentes ao Programa Bolsa Aluguel e Locação Transitória e que juntos, somamos aproximadamente 4.000 pessoas (crianças, idosos e trabalhadores em geral ). Sob ameaça de despejo.
Para nós, famílias do Edifício Prestes Maia, o Juiz insiste no “despejo”, porque a COHAB desistiu da desapropriação do imóvel.
Não entendemos essa decisão da COHAB, pois o proprietário deve 5.800.000 (cinco milhões e oitocentos mil reais de IPTU), quase o valor do imóvel.
Já, nós, famílias do bolsa aluguel e locação Transitória, estamos com os contratos vencendo em fevereiro e março deste ano e a COHAB nos informou que estes não serão renovados. Isto contraria a lei..
Isto significa que nossas famílias serão jogadas na rua e que esta decisão da Prefeitura representa, para nós e toda a sociedade brasileira, uma grande desgraça!
È como se abrisse uma grande CRATERA sob os nossos pés, é como se fossemos sugados por um imenso buraco, sem saída e sem socorro para nossas vidas!
Por isso, senhor prefeito, estamos aqui.
Queremos uma audiência com o senhor para encontrar uma saída Digna para nossas famílias.
Precisamos que os contratos do Bolsa Aluguel sejam renovados e que nossas famílias do Edifício Prestes Maia sejam atendidas em outros projetos até que o imóvel seja desapropriado , transformando em moradia popular, atendendo a sua função social. Assim senhor Prefeito, podemos evitar o aprofundamento da imensa CRATERA SOCIAL existente no BRASIL.
São Paulo, 05 de fevereiro de 2007
MSTC – Movimento Sem Teto do Centro
Ivanete de Araújo – Coordenadora
Cel. 8915.5867
terça-feira, fevereiro 06, 2007
O que é necessário para uma pessoa vir a ser escritor?
Posto aqui o último texto enviado a minha pessoa pelo Poeta Affonso Romano de Sant'Anna. Aliás, excelente texto! Inspirativo. Quem acompanha este blog sabe que já postei outros dois falando sobre "o que é necessário para uma pessoa vir a ser um(a) escritor(a)". Quem ainda não viu, dê uma olhada no histórico.
E para quem não conhece o trabalho do Affonso, recomendo a leitura dos livros de poemas POESIA REUNIDA, volumes 01 e 02, da L&PM Pockets. Os livros são uma aula de poesia.
E se você curtiu o texto, posta o seu comentário aí.
R.C.
O LÁPIS E A FOLHA EM BRANCO
Affonso Romano de Sant’Anna
-O que é necessário para uma pessoa vir a ser escritor?
Pergunta simples. Resposta complexa.
Clarice Lispector no fabuloso “A maçã no escuro” nos diz algo a respeito. Algo, não, muito, a respeito disto. E ter a coragem e a competência para ler, mastigar, ruminar esse manual da escrita e da vida que é esse livro, é já um teste para quem se pensa escritor. Verdade é que o bom leitor, o que não quer necessariamente ser escritor, mas se escreve e se inscreve nos livros alheios, esse, vai ter também aí a prova de suas habilidades.
-O que nos diz Clarice?
Mais ou menos no meio do romance, o personagem Martim teve um impulso de escrever. Esse impulso, esclareça-se, surge numa progressão de descobertas de sua relação com o mundo: “Como um homem que fecha a porta e sai, e é domingo. Domingo era o descampado de um homem”. Ele já havia iniciado um aprendizado de observar e interpretar o seu entorno. Principiou pelo mais simples, pelo mundo mineral e vegetal. Reaprendeu a ver a natureza dentro e fora de si mesmo: as pedras, os pássaros, as vacas na fazenda. Já reaprendera a ver as roseiras, as abelhas, as samambaias e a surpreender a singularidade pungente e alarmante que cada objeto ou criatura tem. Já se aproximara de seu semelhante, estava descobrindo a mulher e o amor. Portanto, fora um longo trajeto de reelaboração interior articulado com a redescoberta do mundo.
Numa noite, dando sequência a esse percurso de pequenas epifanias, ele teve estranha necessidade de escrever: “Nessa noite, pois, ele acendeu a lamparina, pôs os óculos, pegou uma folha de papel, um lápis; e como um escolar sentou-se na cama. Tivera a sensata idéia de por ordem nos pensamentos e resumir os resultados a que chegara nessa tarde- uma vez que nessa tarde ele finalmente entendera o que queria. E agora, assim como aprendera a calcular com números, dispôs-se a calcular com palavras”.
Martim, no entanto, começa a ter algumas supresas e dificuldades: “Ele não sabia que para escrever era preciso começar por se abster da força e apresentar-se à tarefa como quem nada quer”. Surge, então, uma série de pequenos desconfortos até físicos que os criadores sentem nessa circunstância. Alguns, na hora de escrever, começam a se distrair involuntariamente. Resolvem dar um telefonema. Levantam-se para ir pegar água na geladeira. E querendo e precisando escrever, mas disfarçando a necessidade, começam a arrumar objetos que os cercam.
Como todo ato de criar, escrever( às vezes, até mesmo uma simples carta, relatório ou trabalho escolar), é colocar-se na borda do abismo. Martim “hesitava e mordia a ponta do lápis (…)de novo revirou o lápis, duvidava e de novo duvidava, com um respeito inesperado pela palavra escrita. Parecia-lhe que aquilo que lançasse no papel ficaria definitivo, ele não teve o desplante de rabiscar a primeira palavra. Tinha a impressão defensiva de que, mal escrevesse a primeira palavra e seria tarde demais”.
Ler Clarice, minhas amigas e amigos, é uma das angustiantes e deliciosas responsabilidades da vida intelectual. Lamento não poder reencenar aqui a densidade verbal do que ela segue narrando naquele livro. Seu personagem segue sofrendo para encontrar seu canal de expressão: “tudo o que lhe parecera pronto a ser dito evaporava-se, agora que ele queria dizê-lo”. E “de repente se sentiu singelamente acanhado diante do papel branco como se sua tarefa não fosse apenas a de anotar o que já existia mas a de criar algo a existir”.
Em meio às dificuldades em realizar algo que anteriormente lhe parecera tão simples, indaga-se o personagem se “teria havido um erro no modo como ele se sentara na cama ou talvez no modo de segurar o lápis, um erro que o depusera diante de uma dificuldade maior do que ele merecera ou aspirava? Ele mais parecia estar esperando que alguma coisa lhe fosse dada do que dele próprio fosse sair alguma coisa, e então penosamente esperava”. Enfim, ajeitando e reajeitando-se fisica e animicamente, “como um dócil analfabeto estava na situação de pedir a alguém: escreva uma carta para minha mãe dizendo o que penso. ‘Afinal que é que está acontecendo?’ Inquietou-se de repente. Pegara no lápis com a modesta intenção de anotar seus pensamentos para que se tornassem mais claros, fora apenas isso que pretendera! Reinvidicou irritado, e não merecia tanta dificuldade”.
E a autora vai enfatizando aqui e ali- “desolado, ele provocara a grande solidão. E como um velho que não aprendeu a ler ele mediu a distância que o separava da palavra”. Surge, então, dentro do texto de Clarice, a observação mais simples e aterradora em relação ao gesto da escrita: “-Que esperava com a mão pronta? Pois tinha uma experiência, tinha um lápis e um papel, tinha a intenção e o desejo- ninguém nunca teve mais que isto”.
Um lápis e um papel . E a tremenda solidão e responsabilidade. O abismo. Abismo onde se perder e se reencontrar. Onde outros se perdem e se reencontram através da escrita alheia.
O romance de Clarice é uma alegoria não só sobre o processo de criação e recriação do indivíduo, mas uma alusão à trajetória de qualquer criatura que queira assumir o embate e a alteridade entre o eu e o outro, entre o eu e o mundo. O leitor visceralmente leitor, que não escritor explícito, aprenderá aí a fazer uma releitura de seu espanto e perplexidade diante da vida. E quem é escritor, quem carece não apenas de embarcar e viajar nas palavras alheias, mas de construir, elaborar o seu próprio discurso, esse encontrará aí pistas e trilhas, mas sobretudo o consolo de descobrir essa realidade que funciona como desafio: um lápis e uma folha em branco- nunca ninguém teve mais do que isto.
E-mail para esta coluna: santanna@novanet.com.br
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Dossiê de Denúncias - FÓRUM CENTRO VIVO
Para quem tiver interesse de conhecer algumas das ações HIGIENISTAS realizadas tanto pelo poder público municipal quanto estadual no CENTRO da cidade de São Paulo, dentro do que eles chamam de Revitalização do Centro, recomendo a leitura atenta do DOSSIÊ VIOLAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS NO CENTRO DE SÃO PAULO. Um trabalho intenso, documental, realizado pelos membro do Fórum Centro Vivo (do qual faço parte) no qual não apenas listamos as agressões e violações de direitos humanos mas, apresentamos propostas para a transformação desta dura e concreta realidade.
Quem quiser baixar o DOSSIÊ, acesse o link abaixo:
http://dossie.centrovivo.org/Main/HomePage
Além de textos, o documento é recheado de fotos, reportagens e matérias que comprovam/reafirmam as denúncias registradas.
Não deixe de conferir e, boa leitura!
Rodrigo Ciríaco
domingo, fevereiro 04, 2007
BUSH: O Senhor da Guerra

Bush aumenta gasto militar e diminui verba ao social
Pior atentado suicida desde início da guerra mata 135 no Iraque
da Folha Online
Iraquiano ferido em explosão é levado para hospital; 135 morrem em ataque suicidaDe acordo com Jihad al Jaberi, do Ministério do Interior, o caminhão estava cheio com uma tonelada de explosivos. Vítimas lotaram os hospitais da capital iraquiana. Equipes de resgate retiravam corpos dos escombros e os empilhavam em caminhonetes no local.A explosão, que deixou uma grande cratera na rua, ocorreu horas depois de o clérigo iraquiano e líder xiita, grande aiatolá Ali al Sistani, ter renovado um apelo aos iraquianos para evitar a violência."A nação islâmica está atravessando condições difíceis e enfrentando tremendos desafios que ameaçam seu futuro", afirmou em um documento o religioso. "Todo mundo sabe da necessidade de permanecermos unidos e rejeitar a tensão sectária para evitar que se incitem as diferenças sectárias."Mais ataquesEm outros ataques ocorridos neste sábado, mais 16 pessoas morreram.
Ataque contra base do exército iraquiano em uma estrada matou quatro militares Em Samarra, localizada 125 quilômetros ao norte de Bagdá, dez agentes de segurança iraquianos morreram e outros nove ficaram feridos em dois ataques -- um contra um posto de controle e outro contra uma base militar. Segundo a polícia da Província de Salahedin, homens armados atacaram um posto de controle que fica na entrada norte da cidade. Seis agentes de segurança morreram e outros seis ficaram feridos.Ao mesmo tempo, um ataque insurgente contra uma base do exército iraquiano em uma estrada ao sul de Samarra matou quatro militares e feriu outros três.Carros-bombaTambém neste sábado, a explosão de cinco carros-bomba em diferentes locais de Kirkuk, 250 quilômetros ao norte de Bagdá, matou ao menos três pessoas e feriu outras 21.De acordo com Barhan Taha, chefe de polícia da cidade, um dos veículos, conduzido por um suicida, foi atirado contra a sede do Partido Democrático do Curdistão, dirigido pelo presidente da região autônoma do Curdistão iraquiano, Masud Al Barzani. O atentado matou duas pessoas e feriu ao menos outras 16.
Soldados dos EUA vigiam local de explosão de bomba em Kirkuk; carros-bomba matam 14Outro carro-bomba explodiu em um posto de gasolina, matando uma pessoa e ferindo outras quatro --entre elas, duas mulheres, segundo Taha. Um terceiro carro-bomba foi detonado perto do centro de comunicações de Dumiz, no sul de Kirkuk. Um quarto veículo explodiu na região da mesquita Sabriya, na estrada que leva a Bagdá, no sul da cidade. Uma quinta explosão de carro-bomba atingiu a região de Wahid Haziran, no sul de Kirkuk. A polícia conseguiu desativar um sexto carro-bomba deixado em um bairro residencial.Após as ações, um toque de recolher foi imposto na cidade até as 6h deste domingo (1h de Brasília) e todas as estradas foram fechadas após as explosões. Kirkuk é uma cidade rica em petróleo localizada na Província de Tameem, habitada por curdos, árabes e turcomenos, além de xiitas, sunitas e cristãos, o que gera tensão sectária. BagdáEm outro ataque em Bagdá, uma pessoa morreu e seis ficaram feridas quando uma bomba explodiu em um distrito comercial, segundo a polícia de Bagdá.Também na capital, uma passageiro morreu e quatro se feriram quando o microônibus em que viajavam, que seguia para cidade de Sadr, foi atingido por uma bomba deixada na beira de uma estrada. O sul do país também foi cenário de um atentado, que matou um civil e feriu outros nove após a explosão de um carro-bomba em Mahmudiya, 30 quilômetros ao sul de Bagdá.Mahmudiya fica na região do "triângulo da morte", onde são freqüentes ataques insurgentes sunitas contra forças de segurança iraquianas e tropas de coalizão lideradas pelos EUA.
sábado, fevereiro 03, 2007
CRIMES de Maio
"Este trabalho é dedicado às mães dos 493 mortos a tiros entre os dias 12 e 19 de maio de 2006 em São Paulo e à memória de todos eles." (dedicatória do livro)O CONDEPE, Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, realizou no dia de ontem o lançamento do livro "CRIMES DE MAIO". Publicado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, com 261 páginas, o livro apresenta o resultado do trabalho realizado por entidades de direitos humanos na Comissão Independente que acompanhou a apuração dos ataques do PCC e das mortes ocorridas em São Paulo, retratando o crescimento do crime organizado em São Paulo diante de um Estado omisso; a falência do Sistema Prisional paulista; a violência policial; a atuação dos Grupos de Extermínio e a falta de empenho da Secretaria de Segurança Pública para esclarecer os assassinatos de agentes do estado e principalmente de civis. Prefácio: Senador Eduardo Matarazzo Suplicy. O livro conta com artigos que vão do jornalista André Caramante, advogados como Ariel de Castro Alves ao do ex-secretário de Segurança Pública Saulo de Castro.
Este livro é muito importante para se conhecer, através de um trabalho apurativo/investigativo, o que aconteceu naquela semana fatídica onde cada um de nós, com toda certeza tem uma história para contar. Quem quiser tentar adquirir alguns exemplares, pode entrar em contato com o CONDEPE: condepe@justica.sp.gov.br ou conselhocondepe@ig.com.br ou ainda nos fones: (11) 3291-2645 e 3105-1693.
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
REDUÇÃO - Programa Escola da Família
Para quem não sabe, o Programa Escola da Família surgiu há aproximadamente 03 anos, depois que a prefeitura municipal (Gestão Marta Suplicy) lançou os CEUs (Centros Educacionais Unificados). No programa Escola da Família a escola fica aberta aos finais de semana e são oferecidos diversos cursos, oficinas e outras atividades para a comunidade (além de outros programas que são integrados). Nas periferias onde a falta de equipamentos públicos de educação, cultura e lazer são gritantes, o programa parcialmente cobria esta imensa demanda.
Pois bem, “levando-se em consideração dados comprovados de vulnerabilidade social e juvenil e critérios censitários”, a Secretaria de Educação, SEM CONSULTAR AS COMUNIDADES, cancelou os programas nas escolas.
Na diretoria na qual leciono, a LESTE 1, aproximadamente 60 escolas serão canceladas do programa!
Este programa não é a solução dos problemas da educação, da violência, etc. mas, era algo de bom que existia nas comunidades: A ESCOLA COM OS PORTÕES ABERTOS NOS FINAIS DE SEMANA. Porque quando eu era moleque, eu cansei de pular muro da escola (estadual Irene Branco da Silva, onde estudava) para ter uma quadra decente pra jogar bola, e muitas vezes tive que sair de volta, pulando o mesmo muro, correndo, dos cachorros, da polícia que era acionada ou do caseiro que aparecia armado com um 38 pra expulsar a gente, us bandido. Absurdo!
A ESCOLA ABERTA NOS FINAIS DE SEMANA FOI UMA CONQUISTA PARA AS COMUNIDADES, PRINCIPALMENTE NAS PERIFERIAS. Muitos pais agradeciam a escola aberta pois o filho deixava de ficar na rua ou no bar, nem sempre pensando e fazendo coisas muito boas. É, talvez o Estado pense que a escola fechada seja melhor para tod@s.
E a sua comunidade, está sabendo disso? Como funcionava o programa na sua quebrada? Vai fazer falta? O que vamos fazer?
No caso da minha escola, tão logo comece as aulas eu conversarei com pais, alunos e membros da comunidade para pensar se é do interesse da comunidade que o programa permaneça e, se for, vamos pras cabeças! Se o programa for importante na sua região (não importa qual quebrada) e quiser somar nesta luta, escreve aí: rodrigociriaco@yahoo.com.br Vamos trocar umas idéias porque é unido que a gente se fortalece.
Mais informações sobre as “razões de/o Estado” para reduzir o programa, consulte:
http://www.escoladafamilia.sp.gov.br/noticias/2007_01_12.html
Rodrigo Ciríaco
terça-feira, janeiro 30, 2007
Palestina - por Fernando Evangelista
(...) A população de Belém nos recebe com festa. Os palestinos sabem que a presença de estrangeiros pode ser incômoda aos senhores da guerra. Em frente à Basílica da Natividade, erguida junto da gruta onde Jesus teria nascido, os ativistas conversam com as autoridades locais. De repente, atraído por esse insólito movimento, aparecem vendedores de colares, pedras, cartões-postais, bugigangas de todas as espécies. É um assédio desesperado. Trinta dólares, vinte, e o produto acaba sendo oferecido por cinco. O palestino Tufik Canavate, ex-guia turístico, explica: "Antes isto aqui era cheio, era gente que não acabava mais, agora não tem ninguém e não temos trabalho". Faço com Canavate um rápido passeio pelos pontos centrais de Belém. No caminho, atraídos pela minha máquina fotográfica, um grupo de meninos palestinos se aproxima. "De onde você é?", me perguntam. Quando respondo, vem a festa: "Romário, Ronaldo, Pelé". E eles não param. Falam de nosso futebol com familiaridade. "Nós temos o Brasil no coração", diz um dos garotos. Pedem que eu faça uma foto, fazem pose, me cumprimentam e vão embora. Canavate, depois de uma pequena caminhada, sem prática e sem fôlego, também se despede: "Olha, quer saber, eu acredito que, pela vontade de Deus todo-poderoso, a paz venha em breve e as coisas voltem a ser como eram antes". Horas depois, o todo-poderoso Tsahal, exército de Israel, invadiria Belém, matando vários civis, entre eles crianças e mulheres.
Foto (Fernando Evangelista) Enterro Coletivo em RamallahTexto: (..) O exército de Israel estabelece um cessar-fogo de duas horas para que os pacifistas, jornalistas e observadores internacionais deixem Ramallah, zona militar fechada. Segundo as fontes oficiais, essa medida é para a própria segurança dos estrangeiros. Nesse tempo, os palestinos aproveitam para enterrar. O hospital, com racionamento de luz, superlotado, deve se "desfazer" dos 25 corpos que estão nas geladeiras. Alguns homens, com auxílio de um trator, cavam um buraco no estacionamento, ao lado do hospital. Cai uma chuva fina. Os palestinos fazem uma oração coletiva. As mulheres choram, um choro agudo. Algumas gritam, balançam os braços, rezam. Depois, envoltos em lençóis brancos, um por vez os corpos são colocados na vala comum. Tudo é feito muito rápido, a toque de caixa assim mesmo, de qualquer jeito, sem flores ou ritos prolongados. Não há tempo nem estrutura. Segundo o exército israelense, todos esses mortos sem rosto são terroristas que perderam a vida em combate. Gente sem direito, culpados por princípio. Entre esses 25 corpos, algumas mulheres e duas crianças.
(...) um palestino pede ajuda dos ativistas estrangeiros. Sua mulher, de mais ou menos 50 anos, que acabara de sair do hospital com um pequeno problema no joelho, foi baleada no peito e no pescoço. "Precisamos de vocês, se eu for sozinho com as enfermeiras eles vão disparar em nós. Com vocês é mais seguro." Cinco pessoas se dispõem a ajudar. A senhora palestina esta caída no meio da rua, quase em frente ao hospital, imóvel. O sindicalista Roberto Giudici, italiano de 49 anos, foi um dos que se dispôs a servir de escudo humano. Ele conta: "Nós saímos para proteger as enfermeiras palestinas, de mãos para o alto. De repente, eles começaram a disparar na nossa direção tinha uma pessoa morrendo, precisando de atendimento". Mesmo sob os disparos, o grupo conseguiu levar a senhora para dentro do hospital. Ninguém viu quem atirou. Os franco-atiradores não têm rosto nem identidade. Mas, para quem está acompanhando a guerra, não existe dúvida de que lado estão esses assassinos. A senhora palestina morreu antes de ser atendida pelos médicos.""
Texto: Fernando Evangelista - fernando_evangelista@hotmail.com
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Vai pra PQP
Desconfie de sua
Ignorância!
Não seja breve
Não seja ingênuo
Não seja superficial
Na aquisição de sua informação
Política, estética, noturna,
Econômica, social ou matinal.
Por trás de toda notícia
Há uma intenção
Por trás de toda matéria
Há uma posição
Por trás de toda foto
Há um olhar, uma visão.
DESCONFIE!
Do que é noticiado
DESCONFIE!
Do que é impresso, falado
DESCONFIE!
Do discurso oculto
E do que é ocultado.
O quarto poder
Não está a seu serviço.
O editor não é poeta
Mas um excelente fingidor.
VEJA, quando ele olha para a
Folha em branco
O que mais ele pensa é
O Estado do seu bolso,
O anúncio pago
Os interesses comprados
O espetáculo
A notícia, a investigação
Se tornam banal.
DESCONFIE!
Busque o que está nas entrelinhas.
DESCONFIE!
Não acredite em tudo que você lê!
DESCONFIE!
O que realmente acontece está
Muito além
Daquilo que desejam
Que você vá saber.
(rodrigo ciríaco)
SARAU da Cooperifa - LIVRO / Edições Dulcinéia Catadora, Janeiro de 2007

O que chamam de descobrimento
Eu dou por invasão
O que chamam de conquista
Eu dou por destruição
O que chamam de encontro
Eu dou por extermínio
O que chamam de civilização
Eu dou por latrocínio
O que chamam de religião
Eu dou por uma desculpa
E o que chamam de tragédia
Eu dou por nossas vidas.
Oficina de produção dos Livros "SARAU da Cooperifa", Edições Dulcinéia Catadora
FOTOS - Lançamento do SARAU da Cooperifa / Ed. Dulcinéia Catadora
sábado, janeiro 27, 2007
Carta enviada à Folha de São Paulo ONTEM: para Leitores e Editores
Caros Editores da Folha de São Paulo,
Caro Jornalista Evandro Spinelli,
Assunto: Protesto na Sé e representatividade.
Estando presente e acompanhando o Ato realizado no dia de ontem, 25 de janeiro de 2007, na Praça da Sé, após a Missa e durante outros eventos referentes ao Aniversário da Cidade de São Paulo, não posso deixar de manifestar a minha indignação perante a matéria publicada no dia de hoje (26 de Janeiro de 2007), “Alvo de Protestos, Kassab enfrenta Manifestantes”.
(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2601200713.htm)
De todos os fatos relacionados ao Ato, o caríssimo jornalista se prontificou a destacar uma suposta “bravura” (“Kassab enfrenta manifestantes) de nosso excelentíssimo Prefeito Gilberto Kassab, ou ainda o detalhe, de alguns “autores” do ato, utilizarem “broches do PT”, reduzindo uma questão tão séria quanto a discussão de Projetos de Políticas Públicas para a cidade de São Paulo a uma “briga” entre Petistas x Tucanos/Pefelistas.
Pois bem, eu fui um dos autores do Ato. Eu fui um dos manifestantes presentes. Eu não pertenço a nenhum Partido Político. Eu não preciso de representantes, eu me autorepresento. Eu não preciso de pessoas para me dizer o porquê de ficar indignado ao ver homens e mulheres sobrevivendo nas ruas, enquanto a prefeitura não cumpre a lei municipal 12.316/97 (que versa sobre o atendimento a esta população) e tem a preocupação de limpar e reformar espaços públicos da cidade, expulsando as pessoas com a força da GCM e apoio da Limpurb, tratando-as como lixo e não como seres humanos. Eu não preciso de representantes para expressar a minha opinião de que a prefeitura não possui uma política habitacional para a população de baixa renda da cidade, e que prefere despejar na rua centenas de famílias pobres, sem direcionar nenhum atendimento digno e adequado garantidos em lei, do que atendê-las através da expropriação de imóveis abandonados (e com exorbitantes dívidas) no centro da cidade e transformando-os em moradias populares. Eu não preciso de um partido para dizer a minha opinião sobre a política da prefeitura em relação aos trabalhadores catadores de materiais recicláveis. Eu não preciso. Eu simplesmente digo!
Além disso, o jornalista Evandro Spinelli deveria ter dado espaço em sua matéria sobre a truculência da PM (Polícia Militar) e da GCM (Guarda Civil Metropolitana) que, por diversas vezes, interferiam para tentar impedir o ato, alegando a defesa da “Ordem Pública”, em contraponto a um direito Constitucional que é a livre manifestação e a liberdade de Expressão. Evandro Spinelli deveria ter noticiado a provocação da GCM e da PM que empurrou manifestantes, tentou arrancar faixas e, em certos momentos abusou e agrediu (sem gravidades) algumas pessoas presentes ao Ato (ou isso não é notícia?). Isso deveria ter sido noticiado no Jornal, na Mídia Impressa, como foi feito na Mídia Eletrônica, espaço mais restrito.
E corrigindo: Gilberto Kassab não enfrentou os Manifestantes, assim como não inaugurou a sua recém “revitalizada” Praça da Sé. Ele tentou. Corajosamente, diga-se, tentou mas, não conseguiu. Os gritos de “Fora Kassab”, “Queremos Moradia”, as vaias, os apitos, a coragem e as faixas dos presentes, sobrepuseram a pequena figura do prefeito e de seus correligionários, que ficou acuado, numa terrível saia justa ao enfrentar uma população indignada e autorepresentativa, exercendo um direito político da maneira mais simples e eficaz: a via direta.
E que fique claro: aquele foi um Ato Político sim, mas não foi um Ato Partidário. Foi uma atitude política, mas não Petista. Havia membros do referido partido sim, mas eram poucos, bem poucos. Não é necessário ter Partido para se tomar partido. Não é preciso ter uma bandeira para se ir a luta. É preciso ter consciência, coragem e disposição para expor e debater as suas idéias seja com quem for.
Espero que este Jornal cumpra o seu papel, claramente destacado em sua capa, “Um jornal a serviço do Brasil”, mas que seja efetivamente um jornal a serviço dos brasileiros. De todas e todos. Inclusive aqueles que construíram esta cidade, o edifício de sua redação, sua mesa, suas cadeiras e que ontem, estavam respeitosamente manifestando a sua opinião e exercendo o seu Direito.
Atenciosamente,
Rodrigo Ciríaco
sexta-feira, janeiro 26, 2007
Lançamento do Livro SARAU da Cooperifa / Dulcinéia Catadora
Esta é a proposta da Eloisa Cartonera, editora Argentina que edita seus livros com capas de papelão, comprados de catadores de materiais recicláveis e pintadas por eles próprios. Diversos autores latino-americanos já foram publicados e, entre os brasileiros, destacam-se Glauco Mattoso, Douglas Diegues e Manoel de Barros.
Sampoemas II
Apresentando o Sarau, o poeta Sérgio Vaz
Frederico Barbosa
Atenção do público
Mavortsirc e seu filho
Ademiro Alves, o Sacolinha
no poema perfomático, só a sombra do Guerreiro: Akins Kinte
Márcio (e filho) BaptistaRodrigo Ciríaco
























