sexta-feira, março 05, 2010

REINAUGURAÇÃO DA LOJA 1DASUL

ENCONTRO COM O AUTOR - CASULO - 06/03


Amanhã, sábado (06/03/2010), das 15 às 17h, acontece na Livraria Suburbano Convicto do Bixiga, a 18a edição do evento literário "Encontro com o Autor", que traz o poeta Casulo, lançando seu livro "Dos Olhos Pra Fora Mora a Liberdade".

15h às 16h - Coquetel (cerveja), enquanto durar o estoque. Das 16h às 17h - Casulo fala da sua obra, trajetória e autografa livros a venda no dia.

Encerramento: Poesia com poetas presentes.

INFOS: www.buzo10.blogspot.com

VIVA PIVA - SÁBADO, 06/03/10

ZAP! SLAM - DIA 11/03/10 - SÓ CHEGAR

QUANDO NÃO APAREÇO AQUI...


... é porque estou por AQUI cuidando de algumas coisinhas.
Clica lá pra saber, falô?

quarta-feira, março 03, 2010

QUASE SEMPRE ASSIM

ficamos de boa, esperando que as coisas aconteçam. e nada. nada, nada, nada. só a vida, com toda a sua urgência. o dia de amanhã, quem se sabe? e nada. até que uma hora vem a onda. e você acha que é só uma marolinha, onda brava mas coisa leve. que vem e volta. quando acha que chegou, já partiu. calculo errado. na verdade, a parada era Tsunami. 8,8 graus na escala. e a casa cai. vai tudo por água abaixo. no bom sentido da questão. pois é assim que estou me sentindo. nem quero falar muito pros zóio que seca pimenteira não cair sobre mim. mas as coisas estão se ajeitando. acontecendo. finalmente. e quase não está sobrando tempo. para ler blogs, responder emails, orkuts, comentários. e coisas afins. nada pessoal, tá foda mesmo. e tá bom pra caramba. prefiro assim. só queria ter um pouquinho mais tempo. mas isso eu consigo organizando melhor os meus dias. no mais, a guerra continua. minhas aulas estão caminhando, as turmas que peguei esse ano estão ótimas. probleminha cá e lá, mas básico. as inscrições para o grupo de Literatura e Teatro na escola estão abertas, mesmo antes de saber o resultado do VAI. é como já disse: se vier, bom. ótimo. se não vier, as coisas acontecem. de um jeito ou de outro, a gente se encaixa. e fica tudo beleza. e, se os ventos continuarem favoráveis, na semana que vem anuncio algumas novidades. pra vocês entenderem porque estou sem tempo. até pra prosear, blogar, postar. tendeu?

AMOR ALÉM DA VIDA


"O que algumas pessoas chamam de impossível
É só algo que elas nunca viram antes..."

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

FOTOS - APRESENTAÇÃO ZAP! SLAM - 11/02/10



fazendo apresentação do meu conto "Maria".
não levei o prêmio, mas levei as fotos e, valeu.

pra quem quiser saber mais, acesse: www.zapslam.blogspot.com
porra! que frio da porra! e porra! desde domingo que eu não dou notícia. nenhuma. porra! e pra que, tanto palavrão, porra! sei lá, eu gostei. achei que ficou legal, um lance assim. porrada, porra! e várias coisas acontecendo, porra! a semana foi boa pra porra! e tive uma notícia ótima hoje, porra! será que é por isso que eu tô empolgado, porra! será que alguém vai ficar incomodado, porra! será que alguém vai ser esporreado. porra, porra. mas que poooooooooorra é essa?

domingo, fevereiro 21, 2010

EMMA GOLDMAN!


"Numa sociedade sustentada pela mentira,
qualquer expressão de verdade, ou de liberdade,
é vista como loucura"

PEGANDO FOGO!

e ontem foi dia de mandar brasa. na brasilândia. e o seu já consagrado Sarau da Brasa. que eu ainda não conhecia. vergonha, eu sei. mas antes tarde do que nunca, e ontem eu paguei uma das minhas milhares de dívidas. há outras ainda, sim. saraus a serem visitados. e retornados. na Brasa eu volto. ontem e sempre.

pra curtir o tambor. o Kolombolo, Diá de Piratininga. e o seu samba de primeira. e ciranda. e sambas-enredo de outros carnavais. que bonito que foi. o tambor. as apresentações. o respeito ao poeta e a palavra. e eu me empolguei. pedi para o Vagnão me ajudar num poema e atravessei. mas foi de emoção. aquele meu olho fechado, aquele tambor batendo, eu não estava ali. a língua travou, a boca secou, eu errei a letra, o compasso. voltei e fui. porque é assim: nóis capota mais num breca, né não?

e ontem a parada pegou fogo. bonito. foi lôco. e é nóis na Brasilândia.

e parabéns a Rosas de Ouro, campeã do Carnaval de Sampa. originalmente e sempre, da Brasa.

sábado, fevereiro 20, 2010

O DIABO NA RUA, NO MEIO DO REDEMUNHO

Bruna Lombardi, na pele de Diadorim - adaptação Livro/DVD

acabei. mais uma vez. a obra literária mais bonita que já se fez. ao menos para mim. penso. acho que se Deus fosse invejar o homem de alguma coisa, seria deste livro: Grande Sertão: Veredas. João Guimarães Rosa. que obra é essa, em verso, conto e prosa, que eu tanto invejo. quando penso em alguma referência, me vem logo esse livro na cabeça. quando penso, como quem que eu gostaria de escrever, vem logo esse cabra na cabeça. quando penso, que livro levaria para uma ilha deserta, você sabe no que já eu penso.

vão dizer que eu desmaluquei. não entendo nada. mas não ligo. não deixo de dizer por isso. mas João, pra mim, já fazia literatura periférica. da melhor qualidade. quer lugar mais esquecido que o Sertão? quer um ser mais marginal que um jagunço, um cangaceiro? não tinha. quer uma história mais bem contada do que aquela oralizada na boca de um ex-jagunço, que viveu a tino e conta tudo com muito fino? palavras reinventadas? não há. pois digo. Grande Sertão é marginal. e periférico. e três-tráz-dito. ao menos para mim. e eu não ei de me discordar. nunquinha.

quem não conhece, há de conhecer João, e o seu (De)Sertão. quem conhece, há de se conhecer outras vezes. e eu, mais uma vez chorei por Riobaldo. e seu amor impossível com Diadorim. e chorei com a tristeza e desespero de um Fafafa, na fazendo dos Tucanos, ao ver os cavalos a relinchar e gemer e a chorar. e eu também odiei o Hermógenes, o Cão. e ri com Zé-Bebelo. e admirei Medeiro Vaz. e tirei meu chapéu para Joca Ramiro.

"... o diabo na rua, no meio do redemunho."

hoje sei o que significa. Viver é muito perigoso. e o mundo. o mundo é um só isso: Sertão. E Travessia!

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

A FLOR E A NÁUSEA (CDA)

a escola é grande. e eu, pequeno demais. solitário demais, naquela imensidão de pátio cinza e verde. naquele maremoto que são os alunos. olho para o lado e não vejo companheiros de luta. vejo colegas de trabalho. sobreviventes. que não tem ideologias. tem contas pra pagar. assim como eu. filhos pra criar. assim como eu não tenho.

"por fogo em tudo / inclusive em mim (...)"

há dias e dias. há dias em que questiono se vale a pena a luta. a luta? a luta vale. não pelo prêmio que há no final. existe prêmio? não. a luta vale por si só. pois quem luta, vive. e eu quero cair em pé. nada de joelhos dobrados. só se for para a reza. e olhe lá. mas, há dias e dias. há dias que eu me canso. de caminhar só. de me sentir sozinho.

"ao menino de 1918 chamavam de anarquista
porém meu ódio é o melhor de mim
com ele me salvo e dou a poucos
uma esperança mínima (...)"

gosto de estar com a molecada. gosto de conversar. gosto de conhecer suas idéias tão vagas sobre a vida. suas tamanhas certezas. gosto de lembrar de mim. do tempo em que pensava que um simples acorde de guitarra, simples palavras podiam mudar o mundo. há quanto tempo foi isso? parece que há milhares de anos. e foi ontem.

"uma flor nasceu na rua (...)"

isolado. solitário. derrotado, não. estou caído. caindo. em pé. existe glória nisso? para quem? glória paga as contas? glória me faz feliz? glória, onde você tá? por que foi embora, não deixou recado. por que levou a luz? glória, quem é você. você não existe, glória. você é uma invenção da minha cabeça. um quadro pendurado na parede.

mas como dói.

e por fim, para quem leu e está boiando:

"não procure entender. viver ultrapassa todo entendimento"

não é minha. é da Clarice. ela era genial. eu sou apenas o rodrigo.

um rapaz comum. com sonhos muito grandes na cabeça.

e buraco imensos de dúvidas sob a base de cada pé.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

TODO CARNAVAL TEM SEU FIM!

já disseram os Los Hermanos. e hoje voltei pra escola. queria ter ficado no interior. no campo. perto do mato, perto dos bichos. haja morcego! e cana. puta-qui-pariu. parece que só tem cana no interior de são paulo. praga.

terceiro dia de trampo na escola. planejamento. que planejamento? não sei. desplanejamento total. mas não vou falar por aqui. prometi que vou me calar mais. falar, só quando for bala. e tiro certeiro.

mas o que eu preciso dizer é a minha impressão. isso eu não vou negar. aula mesmo, de verdade, só na terça-feira. algumas várias pessoas na escola resolveram matar três dias das aulas: quinta, sexta e segunda. eita pôxa! é ou não é o país do carnaval.

enfim...

nada contra ninguém. mas não pisa no meu calo e faz as coisas pela molecada dentro do que é certo que não dá em merda.

deixa eu brincar de ser feliz...

r.c.

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

RAIVA A FLOR DA PELE! MAS TEVE RESPOSTA

eu sabia que sim. mas torcia pra não. sabia que sim. mas torcia pra não. sabia que sim. mas torcia pra não. até que não teve jeito. tive que perguntar. e eu sabia que sim. e era sim.

no final do ano passado teve uma votação na minha escola. várias categorias: melhor aula expositiva, melhor projeto, melhor comando em sala, e por aí vai. algumas bem bacanas. outras, nem tanto. fato é que, dos 120 professores da escola, eu fiquei entre os cinco melhores em quase todas. ganhei apenas em uma. mas a indicação em quase todas as outras, de que eu estava em os 05 mais, foi bom. para o ego, pra responder a quem não gosta de mim, do meu trabalho. enfim.

já falei sobre isso aqui.

mas, há algumas semanas atrás. fiquei sabendo que eu não apenas havia sido indicado entre os cinco melhores, em quase todas. eu havia GANHO quase todas as categorias, numa votação feita pelos ALUNOS E ALUNAS da minha escola. mais de mil alunos.

e me perguntei: se ganhei, por que não levei?

resposta: por sacanagem. da suja.

hoje eu conversei com a professora que fez a apuração dos votos. professora também de HISTÓRIA. minha (ex) amiga. sabia que sim, mas esperava que não. fui reto no claro: fraudou ou não fraudou. e ela disse:

sim!

e ficou indignada por eu ter descoberto. é mole?

e eu fiquei mais puto ainda pelo motivo que ela alegou. que eu ficaria "chateado" de ganhar, quase tudo. quem, eu? numa votação feita pelos alunos e alunas. eu ia ficar chateado deles me achar um bom professor? eu não.

na verdade, foi pura covardia da parte dela. muitos professores estão queimados porque eu incomodo os acomodados, porque eu falo o que precisa ser dito, e ela não queria ofende-los. queria, pelo contrário, homenageá-los. ainda que isso fosse em meu prejuízo. ainda que isso precisasse de ser feita uma FRAUDE, uma MANIPULAÇÃO DE MAIS DE MIL VOTOS DE ALUNOS.

e tudo isso feito por uma professora de História.

que país de merda que vivemos. que educação que temos.

nenhuma. quase.

mas não deixei barato. em plena reunião de planejamento joguei as cartas na mesa. as claras. contei toda a situação. e percebi: até aqueles que não gostam de mim perceberam que a professora em questão fez uma cagada. e me apoiaram.

se fosse por eles, eu não ganharia nada. ou não muita coisa.

mas se os alunos escolheram, quem pode ir contra eles. quem pode manipular a vontade deles.

a pessoa que se diz professora, que se diz de História, achou que podia.

e teve o que merecia.

e eu, ainda indignado, ainda com uma dor no estômago, um aperto no coração, estou um pouco em paz.

por ter meu valor e não ceder. jamais.

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

AMANHÃ TEM ZAP! EU VOU, E VOCÊ?

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HOJE TEM...

COOPERIFA. Eu vou, e você?!?

ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO FRONT

1) o DVD do Akins Kinte "Várzea: a bola rolada na beira do coração" é muito lôco, muito bom. trampo de primeira, estética da favela feita pela periferia e sobre um assunto que é paixão nacional. futebol. e nada de alienação. o camarada traça um histórico do futebol varzeano nas periferias de sampa, entrevistando a velha guarda do futebol, mulheres, as tretas, as alegrias, problemas de hoje. tudo com muita música boa, samba, fotos antigas e crianças. meu irmão akins: parabéns, nêgo. teu trampo é valoroso demais, ficou bonito demais. quem não conhece, tem que conhecer.

2) depois de sete meses de pausa e gestação, saiu a mais nova edição do meu fanzine: Efeito Colateral, Edição XXVIII, número XI - Sexo, Amor e Pedras Rolando. aquisição, direto na minha mão. e quem mora longe, e quiser receber, vou enviar uma remessa (mão única) daqui há duas semanas. então, manda um email pra mim no rodrigociriaco@yahoo.com.br, colocando no assunto ENVIO DE FANZINE e o ENDEREÇO COMPLETO e aguarde pra receber meu novo Efeito Colateral.

3) aproveitando o carnaval, um dos poemas é este aqui:


em caso de incêndio
não chame o bombeiro
me chama!

prometo trazer
a cerveja, a mangueira
e a camisinha


4) mais ou menos isto. e tem algumas coisinhas inéditas, outras já publicadas no blog. se quiser ver e conferir, é só me trombar ou um email me enviar, firmeza.

5) no mais, me preparando para voltar a ativa. não sem antes pular O carnaval. pular no carnaval. não sei. essa fuleragem do pega-pega não me apetece muito. vou me embora pra pasárgada então, por uns dias. lá sou amigo do rei.

salve,

r.c.

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

TÁ MARCANDO QUEM NÃO FOR!!!


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trampo muito lôco do meu camarada Akins Kinte
é nóis na Olido na segunda, Nêgo.

E O VAI FOI. NÃO FOI?

Hoje fomos eu, Jéssica, Débora e Biaah entregarmos o projeto “Literatura (é) Possível” na sede do Programa VAI – Valorização de Iniciativas Culturais, da Secretaria Municipal de Cultura.

O programa este ano fornecerá subsídios no valor de até R$ 20.692,00, para projetos culturais/artísticos desenvolvidos na cidade. Entre os recursos que cabem dentro do orçamento estão desde recursos humanos, compra de equipamentos, impressão e outros.

No projeto apresentado, foram propostas algumas das seguintes ações:

- realização de um sarau mensal, todo último sábado do mês, das 18hs às 20hs, aberto a comunidade;

- realização de quatro encontros literários entre a comunidade do Jardim Verônia (Ermelino Matarazzo) e autores da literatura periférica (ou não);

- oficina semanal de literatura e teatro, na qual será feita leitura e produção de contos e poemas, além de jogos e exercícios teatrais, visando produção de espetáculo lítero-teatral;

- produção de dois fanzines, trimestrais, com duas mil cópias, com contos e poemas da comunidade do Jardim Verônia – distribuição gratuita;

- apresentação de espetáculo lítero-teatral, a partir da produção literária dos alunos e de textos dos autores da literatura periférica – entrada gratuita ou com preços populares.

Além de todas estas ações, está prevista também a minha remuneração e a de quatro alunas, oriundas do grupo do ano passado, e que estarão trabalhando comigo este ano, como “assistentes culturais”.

No final, acho que o projeto ficou bacana. Bem escrito. Claro que poderia ter sido melhor – se minha cabeça tivesse mais tranqüila e os problemas também houvessem tirado férias – mas, dentro do que foi possível fazer, ficou ótimo. A produção ficou bem bacana principalmente porque não estacionou apenas nas minhas costas. Dividi o trabalho com as alunas, o que foi bom para todos.

E se o VAI não for, já temos a base de um projeto escrito, apresentável – com as devidas adaptações – para outras entidades e editais. Até porque eu já faço este trampo, tirando grana do próprio bolso pra quase tudo, há quatro anos, e não dá mais pra continuar assim. Já não sou rico, tendo que trabalhar na faixa e colocando grana, aí é demais. Não há quem agüente.

E só pra constar: independente do VAI ou não, até conseguirmos patrocínio ou não, o projeto continua. De uma maneira ou outra, continua. Porque se a “Literatura (é) Possível”, nóis também somos. Né, não?

Salve,

Rodrigo Ciríaco

domingo, janeiro 31, 2010

NOTÍCIAS DO FRONT

hoje fui ao mercado. passei antes no caixa eletrônico. tirei uma grana, tirei extrato. conta no vermelho. mês acabando, dias ainda para o salário chegar, contas já pra pagar e, conta no vermelho. pego-me filosofando: preciso trabalhar mais. mais? preciso trabalhar mais ou viver mais e ganhar melhor? ambas as coisas.

saber que não sou o único nesta situação não me conforta. há muito dinheiro lá fora. há muitas possibilidades lá fora. poucos aproveitando. mundo desigual. só somos iguais na dor.

que merda!

ontem fui ao espaço clariô. assistir, pela terceira vez, Hospital da Gente. e é impressionante. o profissionalismo, a sensibilidade, a beleza do espetáculo dirigido pelo Mari(nh)o e encenado pelas "mulheres" do Marcelino. ha ha! quem conhece Marcelino sabe que isso é uma piada. e quem ainda não viu Hospital da Gente deve achar que a vida é uma brincadeira. pura perda de tempo.

levanta a bunda do sofá no próximo sábado, pega um buzão em direção ao Taboão e assista. se não gostar, eu - isso mesmo - eu devolvo o seu dinheiro.

ou como dizem os maloqueiristas: a sua televisão de volta.

alguns trampos por estes dias. estou terminando de escrever o projeto para o VAI, junto com as minhas alunas. expectativa grande. fazer teatro sem dinheiro é foda. fazemos pelo coração, pelo ativismo, pelo Amor. mas precisamos de grana. pra comer, pra beber, pra vestir. sem contar que a gente não quer só comida.

VAI dar certo. tenho certeza. quase. pelo menos na esperança.

no mais, quarta-feira tem atribuição de aulas. dia de definir em quais classes vou trabalhar, em qual período vou ficar. próxima semana é também semana de definição. da direção da escola. a antiga diretora - que estava afastada - pediu remoção. e conseguiu. saiu. para nunca mais voltar. para direção de nenhuma escola, espero. quem ocupava o cargo provisoriamente caiu. agora, novas pessoas. espero que sejam profissionais. no mínimo, cumpram com suas obrigações legais e civis. até porque se não o fizerem, o bicho vai pegar. e não vai ser pro meu lado.

se eu já olhei pra cara da morte e venci - e não faz muito tempo - não será a vida que me colocará medo. pode vim.

a batalha segue.

sem tempo para editar o próximo livro, mas colocando ele no forno,

r.c.

sexta-feira, janeiro 29, 2010

SUBVERSÃO PERIFÉRICA (POEMETO)

já disse: não quero
levantar guetos

segregar as pessoas
cimentar preconceitos.

quero antes
construir pontes

diminuir margens
aproximar sujeitos.

já disse e repito: quero
sublevar os guetos

aproximar as pessoas
destruir preconceitos

não quero saber mais de pontes

que separam as margens
e nos tornam menos sujeitos.

MIRÓ, MER`MÃO: TU É FODA!

.
"Apesar dos Efeitos Colaterais
O Amor ainda é o melhor Remédio."

Miró da Muribeca

quarta-feira, janeiro 27, 2010

REFLEXÕES NO (DES)JEJUM

"Eu sou feito do resto de estrelas
daquelas primeiras depois da explosão.
Sou semente nascendo das cinzas,
sou o corvo, o carvalho e o carvão." (Lenine)

Só se pode conhecer bem o significado de uma pessoa na dor e no desespero. Porque o amor, felicidade, amizade e alegria são frutas doces que descem pro estômago sem roçar a garganta. Sem nos questionar: de que adianta tudo isso?

Hoje sei. Já me defrontei com o melhor e o pior de mim. E de poucos que esperava muito, nada tive. Já de tantos outros, que nem conhecia, mundos recebi. De uma maneira tão descompromissada, tão aberta e clara que não há gratidão que pague. Que responda.

Muitas vezes me pergunto o que fiz para ser tamanho filho-da-puta para aqueles que gostava. Amava e queria. Sabendo que a resposta está na observação e reflexão de minha própria vida. Minhas escolhas e partidas. Na formação do que sou.

Não arrependo-me do que fiz. Sou apenas a soma daquilo que vivi. E não haveria outra forma de chegar até aqui. Haveria?

A vida é foda. Mas a vida também é bela. Estou cansado de me foder na vida. Já disse: está na hora de foder com ela.

E se for pra ser assim, que seja gostoso. Algumas vezes arriscando. Nem que tenha que morrer um pouco por isso. Não tem problema. O respirar de cada dia não são breves suspiros. Cada hora que se passa, traz: um pouco de suicídio.

Ainda bem. Deixe a imortalidade, a perfeição para os Deuses. Tenho certeza que eles invejam os poucos momentos em que sou feliz.

terça-feira, janeiro 26, 2010

A SEMANA MAIS DIFÍCIL DE MINHA VIDA

50 horas sem banho. 40 horas sem dormir. 16 horas na estrada. 12 horas sem comer nada. 04 horas no aeroporto, esperando o atraso. 02 horas de avião, viajando sem prazo. 2.400 quilômetros rodados. Muito dinheiro já não tido, gasto.

E isso não é estória. Não é conto. E isso foi só o começo.

Rasgado. Em frangalhos. Mas ainda estou inteiro.

R.C.

sexta-feira, janeiro 22, 2010

DESABAFO: VIOLENTO? ou NÃO ME PEÇA PRA MEDIR AS PALAVRAS

Violento? Não sou violento. Talvez um pouco vingativo. Rancoroso. Nunca matei ninguém. Se for pra bater, esfolar, socar, me chamem; que eu vou pegar o papel. Dedo no teclado, caneta e dicionário. Minha bala será a fala. Oralizada. Escrita. E não vou medir gatilho. Disparo. À queima-roupa, se for necessário. Resposta sincera do que recebo de ordenado. Diário. Da vida. Violento. Nada. Talvez nas palavras. Mas palavra dizem, hoje, não vale. Nada. Ninguém assunta o que se ouvê. Nada. Não se cumpre o que se escreve. Nada. Pra mim, tudo bem. Nem não sou profeta. Só quero matar a raiva. O ódio, a bílis, a inveja. Que suma a desigualdade e injustiça macabra. E todos os responsáveis por ela. Palavra. Minha palavra. Ela não é violenta. É violentada. Vezes fica quieta. Vezes escancara. Pra não ficar um silêncio de pé. Por isso cuspo, espirro. Palavra. Palavra que não disfarça. Palavra que não se esconde. Palavra que revela. Violento? Talvez. Nem por isso não me calo. A lona do barraco não desarmo. E grito. Palavra que atinge, mas não mata. Palavra que morde, mas não envenena. A palavra me liberta. Por isso atiro: na cabeça. Palavra. Tá com medo por que veio? Não se esconda por inteiro. Atrás do muro, em cima do armário. Não precisa tomar cuidado. Palavra quando atinge não derruba de pronto o mutilado. Espera o cabra botá a cabeça no travesseiro, dormir e voltá acordado. Não se preocupe. Minha palavra é rubra mas não espirra; sangue. Espirra?

quinta-feira, janeiro 21, 2010

SÃO PAULO + CHUVA = CAOS!

osso. foi osso.

ontem eu e o fanti saímos da Cooperifa lá pela uma da manhã. direção: ipiranga. já pra entrar na caranga, pegamos chuva. chuva braba, que começava. e foi assim. do extremo sul, até o ipiranga, uma pancada que não parava mais. a água batendo forte no pára-brisa. o vidro embaçando. ainda bem que não tinha tomado nada de álcool, pensei junto com o fanti. e dá-lhe chuva. e dá-lhe trânsito na Bandeirantes. em plena madrugada de chuva, duas pistas fechadas. motivo: recapeamento do asfalto(?!)

deixei o fanti na goma dele, cheguei finalmente ao meu apê. a pancada caindo. vistoriei a casa. fui dormir.

lá pelas cinco, o douglas, porteiro do prédio me interfona. tenho que tirar o carro do subsolo. motivo: o mesmo estava enchendo. foi quando abri a janela e vi: parada sinistra.

já teve outros alagamentos por estas bandas. mas, igual a esta, foi a primeira. abaixo algumas fotos. basta clicar nelas para aumentar o tamanho e ver melhor o que estou falando.


destruição

não deveria ser um "espelho d'água"

a natureza irada: maremoto

trabalhadores, na madruga, impedidos de chegar ao trabalho

ruas alagadas, carros deixados pra trás

sim, isso e(ra) uma rua

Av. do Estado. (Re)Conhece?

Avenida e Rio Tamanduateí formando uma correnteza só

Água batendo na mureta de ponte sobre
Av. do Estado e parte do problema: lixo

O caos visto por cima. Foto tirada as oito da manhã.
A água ainda não havia baixado.

fora o transtorno de trânsito, caos, lama, sujeira, muitas pessoas perderam tudo o que tinham. a Avenida Teresa Cristina, que corta a Avenida do Estado, subiu mais de um metro. as ruas próximas alagaram. mais uma vez. e, mais uma vez, essa região que tem várias casas populares, cortiços, sofre com esse problema.

entendo que os problemas da natureza atingem a todos. independente de cor, religião, classe social. mas de uma coisa tenho certeza. os pobres sempre se fodem mais que todo mundo.

osso, osso...

(fotos: rodrigo ciríaco - autorizada a
reprodução, desde que a fonte seja citada)

quarta-feira, janeiro 20, 2010

VELHOS PENSAMENTOS DESCONEXOS

estes dias a raiva anda sendo deglutida como fel. amargando o céu da boca. coçando a língua. ferindo com faca cega velhas feridas. estes dias tem sido difíceis. nada de depressão. apenas constatações. e vontade de sacudir o chão. virar o mundo de cabeça pra baixo. gritar alto, ainda que seja no teclado. estes dias estou (re)criando um novo bicho. um novo amigo. um novo hábito: querer mudar a vida. e não deixar que ela me mude. ao menos nas coisas boas. nas ruins, estamos sempre empatados. se bem que a vida anda judiando. eu sei. não é apenas de mim.

hoje tem cooperifa. que bom. a raiva, a amargura e o ódio vão apanhar feio.

viva a poesia.

terça-feira, janeiro 19, 2010

NEM TODO SHOW PEDE BIS - CONTO

Se eu quisé fumá eu fumo, se eu quisé bebe eu bebo, se eu quisé cherá eu chêro. Assim. O nariz é meu, eu enfio onde quisé. Você devia fazê o mesmo, Zé. Povinho. É. Cuidá da sua vida. Vidinha. Mal-pago, mal-comido, mal-casado, mal-amado, mal-querido. Ô, do Mal: qué mêmo falá comigo? Qué me dá exemplo de quê? Fuleragem. Tudo aqui é muito démodé. Passagem. Eu quero mais é mi fudê.

De mim, não agrado. Não ajudo ninguém. Dinheiro eu dou pras putas. Pra todos os outros, empresto. Tá certo. Nem pra minha mãe, acho, eu mais presto. Filho-da-puta. Sim, minha mãe é uma filha-da-puta. Meu pai um canceroso do caralho e meu irmão, meu irmão eu vô matá. Se bobeá, eu trombá, mato. Rasgo o bucho, cuspo na cara, deixo sangrando o bicho no escuro e parto. A cara em dois. Pra ninguém mais eu deixo barato. Cê acha, veio perguntá se eu preciso de ajuda? Quem não precisa de ajuda? Eu falei: -“Qué me ajudá, me arruma dez, vinte, cinqüenta. cem conto por dia, por semana.” Até por mês, eu aceitava. Me dá dinheiro. Qué me ajudá, me dá dinheiro. Mas não, falaram em porra de psicólogo, internação, até em igreja, pastor e pá. Desintoxicação. Vão pra puta-que-pariu. Não tô lôco, num sô nóia. Reabilitação. Se vié com essas idéia de novo, quebro todos eles. Todos eles.

Agora deixa eu dá uma aliviada na pressão que só de pensá nessas parada eu já fico nervoso, Jão. Tendeu? Já te dou um toque pra você também, qué trocá uma idéia nem me venha com esse nhem-nhem-nhem, dá licença. Dá licenç`aqui, vô pegá outro pino. Otro do branco, otro do franco, ouro fino. É. Faz cabana, faz cabana: vô dá só mais um tiro.

Aaaahhhh...

De novo! De novo? Iiiihhh... agora até você vem me enchê o saco também, com essa parade de “dinovo, dinovo”. Vô te dizê. Cuida da sua vida, oquêi? Cuida da sua vida, cuida da sua vida! Te pidi dinheiro? Te pidi ajuda? Pidi pra você sentá do meu lado, aqui, nessa sarjeta imunda? Não! Então fica na sua. Quê essa é a minha. Quero, posso e vô: chupá até o osso. A vida não é minha? Posso? Sugá dessa vida besta toda a minha ira? Rá!

Te conto. Cê ainda é moleque-novo, num deve sabê: essa vida não presta. Só tem gente fudida nesse mundo. É tudo uma merda. Esse ainda é meu conforto. Quanto mais a lama atola até o meu pescoço eu descubro: não tô sozinho. É... E nem tô te metendo o lôco. Vivê é foda, bicho. Morrê é fácil. Mas eu prefiro assim, aos poucos. Não, não trago nenhuma mensagem, comigo. Nenhuma filosofia. Tô desabando assim a falá contigo só porque cê me desatô a ouvi. Sentô sua bunda gorda com uns papo não sei de quê e não qué mais sai. Firmeza, eu também preciso me abri. Vezemquando a gente precisa. Mas óh, se tu não gostá do meu versá, pode se levantá e fica de saída. Já disse, não ligo. Pra mim, o que importa agora é só a estilingada do hino. Piiiiiiiiiiiim. Estralando nas idéias. Fazendo eu esquecê de mim, e de toda essa platéia. Bando de transeunte que fingê o meu não-existi. “Aí, o que é de vocês também tá guardado.” E não é palpite. Não adianta querê fica só na Geral esperando eu caí. Eu vou. Mas vô de zóio grande, vendo alguns ir junto comigo.

Já foi, já queimei. Tudo. Conta, casa, televisão, roupa, tennis zerado. Carro, poupança e salário. Foi tudo indo. Mas te digo: não sô viciado. Não sô viciado, não. Quando quisé eu paro. Paro. Não acredita? Minha família também não, mas eu digo: quando quisé eu paro com a fita. Hoje em dia só faço por opção. Pra deixá uma pá de gente com culpa, remorso no coração. É. Cansei dessa merda, tendeu? Pagá de gatão. Eu não tô mais nem aí. Se caí, do chão eu não passo. Aliás, já to aqui. Então, vâmo pro arregaço. A vida é isso, mano. Cada dia, um novo engano. Eu vô continuar mentindo pra mim, pra quê? Trabalhá, suá, ralá, se matá, pagá, e pá, pra quê? Diz: o que é que esse mundo tem pra oferecê? Hum?

Tô sabendo. Nada. E qualqué muito ainda é pouco. Qualqué muito, é só isso. Nada. Prefiro a minha parada, então: a cabeça pra baixo, a fungada tinindo. A poeira baixando, o pó subindo e pum. Eu de novo na minha viagem. Na vaibe, só curtindo. O vento na cara, as estrelas no céu. Meu corpo vibrando, o sangue pulsando, a mente agindo. Me sinto o próprio Super-Homem, Jão. Poderoso. Nunca do cavalo caindo. E tudo fica até mais bacana, mais bonito. A única coisa que é foda é que é caminho de via única. Não tem mão-de-volta. Nem devolução de passagem. Mas fica limpo eu não fico. Nunca mais. Fica limpo é duro, sofrimento à toa. Bobagem. E do lado de cá, te aviso. Cuidado. Nem tudo são rosas. É. Elas sempre vem acompanhada dos espinhos. Te digo: o barato é lôco, o processo é lento e o advogado tá preso. Ele. Eu ainda não. Essa é minha vantagem. Mas como eu tava dizendo: se acha que não tá preparado pra viagem, aviso: é melhó ficá esperto onde vai enfiá o seu nariz. Nem todo show pede bis. Alguns deveria ter um ato único. E ficar tudo azul, nem branco, nem escuro. E ficar tudo assim: tudo certo.

QUANDO QUERO, FICA TUDO BEM...


desenho toda a calçada
acaba o giz, tem tijolo de construção

eu rabisco o sol
que a chuva apagou...

(giz - legião urbana)

GRANDE SERTÃO: VEREDAS

"Senti pena daqueles pobres, cansados, azombados, quase todos sujos de sangues secos - se via que não tinham esperança nenhuma decente. Iam de leva para a cadeia de Extrema, e de lá para outras cadeias, de certo, até para a da Capital. Zé Bebelo, olhando, me olhou, notou moleza. - "Tem dó não. São os danados de façanhosos..." Ah, era. Disso eu sabia. Mas como ia não ter pena? o que demasia na gente é a força feia do sofrimento, própria, não é a qualidade do sofrente."

sábado, janeiro 16, 2010

O MEU CACHORRO É FODA!

o meu cachorro não me pergunta
onde eu estava, por que eu não liguei
quem era aquela moça, onde foi
que eu errei

o meu cachorro não questiona
se o meu cabelo está cumprido
se o meu tennis tá furado
se a minha conta anda tão cheia
quanto um saco vazio

o meu cachorro não me dá dura
se eu não tomei partido
se eu não tomei remédio
se eu não tomei um engov
antes de ter bebido

o meu cachorro
não faz porra nenhuma
não pergunta nada
não questiona coisa alguma

só sabe abanar a merda do rabo
até quase perder o rebolado
quando me vê

e é por isso que eu gosto tanto dele

NÁDEGAS A DECLARAR

tudo o que eu queria era um buraco onde eu pudesse me colocar e dormir. ali ficar. voltar? talvez. quem sabe? quando essa dor passar. esse sentimento de eu contra o mundo. o que fazer? se tudo está uma bosta, se todos os sonhos não estão mais sobre a mesa posta, o que fazer? chorar, já cansei. rezar, também. lutar. pra quê? quantos venceram? quantos, nesse caminho, já se fuderam? valerá a pena? pena Pessoa, minha alma é pequena. demais. tanto que já se encheu de tantos ais. de tantas explicações, finais. de tudo isso. o que eu queria mesmo era um sorriso. no rosto de minha mãe, de volta o brilho. a fortaleza de meu pai. o sossego de um irmão. a cura do outro. a minha redenção. que ninguém precisasse enfiar o nariz onde é chamado para resolver qualquer questão. que não fossemos tão egoístas, que pudéssemos nos dar as mãos. mas meu irmão, não. está longe. fisicamente, a milhares de quilômetros daqui. intimamente, a anos luz. querendo se afundar. se chafundar na lama. na coca, na brahma. sem saber que o buraco não tem fundo. o buraco é profundo. tão intenso quanto os meus pesadelos. o marco zero que trago no peito. de há tempos não marcar um único gol. estou com saudades de gritar. de berrar, de gemer. não o gemido do gozo, mas o da dor e do prazer. e não sei mais o que fazer. o mundo parece tão besta. as cores tão desbotadas. as pessoas tão desinteressantes. e o amor? são fotos guardadas em arquivos do meu computador. mas como dói.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

SOLIDARIEDADE AO HAITI


talvez palavras não sejam suficientes para descrever o sofrimento de um povo, que se já não padecesse pela miséria de séculos de exploração, colonização e opressão, sofre ainda com a miséria e desastres naturais. por isso, tantas, fotos, imagens. e uma pergunta: qual o motivo do Haiti ser tão ferrado? ser tão abandonado? basta olhar para a cara de suas crianças, seu jovens, velhos; seu povo. na minha opinião, o racismo segue forte no (velho-novo) mundo.

palavras não são suficientes. aqui, não significam nada, quando falta a moradia, a água, alimentação; respeito, família. de qualquer forma, sinto-me na obrigação de dizer: na dor, vocês não estão sozinhos.

daqui, diante de todo o meu sentimento de impotência,

r.c.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

COOPERIFA NO SESC POMPÉIA - 10.01

Sérgio Vaz

Dona Edith

Valmir Vieira

Brau Mendonça

Casulo

FINO

Rose Dorea

Cláudio Laureart

Wesley Nóog

Dill

Seu Jorge Esteves

Camila

Rodrigo Ciríaco (eu mesmo - rs)

Preto Will e Cocão (Versão Popular)

o Respeitável Público

Augusto

Seu Lourival

As crianças curtindo o Sarau

Elizandra Mjiba

Fanti Manumilde

Encerramento com Festa

a Molecada invadindo o palco

É tudo Nosso!

sexta-feira, janeiro 08, 2010

SERÁ QUE VAI?

Jéééésus Cristim. Se isso são férias, o que é trabalhar? Imagine: desde quarta-feira estou há mais de vinte horas quase, em frente ao computador. Manhã, tarde, noite ou madruga, não importa, na hora que dá a gente volta. Ao trabalho. Elaborar esse projeto pro VAI. Será que VAI? Não sei. Tem que ir. Até porque está ficando bom. Bacana. Já pensou: trabalhar e ser remunerado? Olha que avanço. Melhor ainda. Já pensou, escolher quatro alunos para trabalhar contigo e remuerá-los, também. Seria bom demais. Não ficar pedindo esmola, empréstimo. Usar o dinheiro, público, de uma maneira boa, correta, eficiente. O que cabe a nóis, nesse imenso latifúndio. E mão na massa. A parte do orçamento que, acho eu, a mais difícil - muitos detalhes, pesquisa, levantamento do que será usado, planejamento - ficou pronta. Agora vem a parte, digamos, teórica. Justificativa do projeto, objetivos. Bom, isso eu já sei. Já fiz antes. Não escrever, a parte mais difícil, a prática. Escrever é fácil. Basta colocar no papel, o que aconteceu, o que fizemos, onde chegamos; onde erramos. Sem mentiras, sem masturbação. Apenas o que é. E já está bom demais. Se não aprovarem, a gente continua do mesmo jeito. Pois é assim que é. Né não?

quarta-feira, janeiro 06, 2010

COMUNIDADE NO ORKUT

salve, rápa.

criei no Orkut uma comunidade para o grupo litero-teatral da minha escola, @s Mesquiteir@s.

quem quiser participar, clique AQUI!

e aproveitando a deixa, tem também a comunidade do meu livro, o "Te Pego Lá Fora".

quem quiser participar, clica AQUI.

no mais, algumas atualizações de blogs e sítios nas minhas contra-indicações, incluindo o blog dos www.mesquiteiros.blogspot.com - quem quiser acessar, é só chegar.

ah, tem indicações de um sítio, um blog bacana, que envolva literatura, educação, cultura, teatro, política ou mídia alternativa? dá um toque aí. quem sabe não entra aqui.

firmeza?

segunda-feira, janeiro 04, 2010

"SE ALGUÉM PERGUNTAR POR MIM...

, diz que fui por aí, levando um violão por debaixo do braço."

voltei. pra partir. de novo. daqui a pouco. mas por enquanto, notícias por cá. pra não ficar tudo muito parado.

viajei para o interior de sampa. campo. bichos, família, amigos. piscina e descanso. chuva e sol. e foi bom. muito bom. lembrar do que vale a pena. que a vida tem muitas outras coisas além de sampa city. que a vida acontece além da cidade cinza. gosto daqui, mas gosto de sair, vezemquando, daqui também.

ontem eu vi o céu mas estrelado da minha vida. e entendi o que significa a expressão "azul celeste". coisas que não acontecem todos os dias.

ontem, por isso, fiquei feliz.

agora, correndo atrás de cuidados. de mim. dentista, dermatologista. gastro. fora outros exames. nada preocupante. apenas uma checagem geral. coisas que precisava já ter feito há algum tempo mas, por falta de tempo, vamos adiando. vou aproveitar as férias pra isso. cuidar de mim.

no mais, escrevinhando o projeto teatral-literário para o VAI. tem que ser assim, do contrário, não vai. preciso de recursos pra prosseguir na luta. botar dim-dim do bolso não rola mais. não por não querer, simplesmente por não ter. preferia realizar os projetos sem pedir nada pra ninguém: governo, ong, o escambau. mas nao tem jeito. como o dinheiro do VAI é público, e precisa ter uma boa destinação, vâmo cair pra dentro. bora? por que não?

a meta é pé na estrada de novo. daqui duas semanas. e curtir a estrada de novo. novos lugares, novas emoções. estou aceitando convites. principalmente se vierem acompanhado de hospedagem. por que não? tem que ser cara-de-pau as vezes, né não?

no mais, leituras dentro da guerra. finalmente terminando o livro de gandhi. boal já engatilhado na sequência. junto com joão antônio. e meu livro.

meu livro vai sair. quero que saia. preciso primeiro arrumar meu computador, resgatar os escritos, relê-los, reescrevê-los, enviar para quem queira opinar, criticar, cutucar e, botar forma nos meninos. sai este ano. livro novo. espero.

o nome? hum... se eu te contar você não vai acreditar. então, deixa em off. por enquanto.

e se alguém perguntar por mim, diz que eu fui por aí.

salve,

r.c.