domingo, fevereiro 21, 2010
EMMA GOLDMAN!
PEGANDO FOGO!
sábado, fevereiro 20, 2010
O DIABO NA RUA, NO MEIO DO REDEMUNHO
quinta-feira, fevereiro 18, 2010
A FLOR E A NÁUSEA (CDA)
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
TODO CARNAVAL TEM SEU FIM!
terceiro dia de trampo na escola. planejamento. que planejamento? não sei. desplanejamento total. mas não vou falar por aqui. prometi que vou me calar mais. falar, só quando for bala. e tiro certeiro.
mas o que eu preciso dizer é a minha impressão. isso eu não vou negar. aula mesmo, de verdade, só na terça-feira. algumas várias pessoas na escola resolveram matar três dias das aulas: quinta, sexta e segunda. eita pôxa! é ou não é o país do carnaval.
enfim...
nada contra ninguém. mas não pisa no meu calo e faz as coisas pela molecada dentro do que é certo que não dá em merda.
deixa eu brincar de ser feliz...
r.c.
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
RAIVA A FLOR DA PELE! MAS TEVE RESPOSTA
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO FRONT
quinta-feira, fevereiro 04, 2010
TÁ MARCANDO QUEM NÃO FOR!!!
E O VAI FOI. NÃO FOI?
O programa este ano fornecerá subsídios no valor de até R$ 20.692,00, para projetos culturais/artísticos desenvolvidos na cidade. Entre os recursos que cabem dentro do orçamento estão desde recursos humanos, compra de equipamentos, impressão e outros.
No projeto apresentado, foram propostas algumas das seguintes ações:
- realização de um sarau mensal, todo último sábado do mês, das 18hs às 20hs, aberto a comunidade;
- realização de quatro encontros literários entre a comunidade do Jardim Verônia (Ermelino Matarazzo) e autores da literatura periférica (ou não);
- oficina semanal de literatura e teatro, na qual será feita leitura e produção de contos e poemas, além de jogos e exercícios teatrais, visando produção de espetáculo lítero-teatral;
- produção de dois fanzines, trimestrais, com duas mil cópias, com contos e poemas da comunidade do Jardim Verônia – distribuição gratuita;
- apresentação de espetáculo lítero-teatral, a partir da produção literária dos alunos e de textos dos autores da literatura periférica – entrada gratuita ou com preços populares.
Além de todas estas ações, está prevista também a minha remuneração e a de quatro alunas, oriundas do grupo do ano passado, e que estarão trabalhando comigo este ano, como “assistentes culturais”.
No final, acho que o projeto ficou bacana. Bem escrito. Claro que poderia ter sido melhor – se minha cabeça tivesse mais tranqüila e os problemas também houvessem tirado férias – mas, dentro do que foi possível fazer, ficou ótimo. A produção ficou bem bacana principalmente porque não estacionou apenas nas minhas costas. Dividi o trabalho com as alunas, o que foi bom para todos.
E se o VAI não for, já temos a base de um projeto escrito, apresentável – com as devidas adaptações – para outras entidades e editais. Até porque eu já faço este trampo, tirando grana do próprio bolso pra quase tudo, há quatro anos, e não dá mais pra continuar assim. Já não sou rico, tendo que trabalhar na faixa e colocando grana, aí é demais. Não há quem agüente.
E só pra constar: independente do VAI ou não, até conseguirmos patrocínio ou não, o projeto continua. De uma maneira ou outra, continua. Porque se a “Literatura (é) Possível”, nóis também somos. Né, não?
Salve,
Rodrigo Ciríaco
domingo, janeiro 31, 2010
NOTÍCIAS DO FRONT
sexta-feira, janeiro 29, 2010
SUBVERSÃO PERIFÉRICA (POEMETO)
MIRÓ, MER`MÃO: TU É FODA!
quarta-feira, janeiro 27, 2010
REFLEXÕES NO (DES)JEJUM
terça-feira, janeiro 26, 2010
A SEMANA MAIS DIFÍCIL DE MINHA VIDA
sexta-feira, janeiro 22, 2010
DESABAFO: VIOLENTO? ou NÃO ME PEÇA PRA MEDIR AS PALAVRAS
quinta-feira, janeiro 21, 2010
SÃO PAULO + CHUVA = CAOS!
quarta-feira, janeiro 20, 2010
VELHOS PENSAMENTOS DESCONEXOS
hoje tem cooperifa. que bom. a raiva, a amargura e o ódio vão apanhar feio.
viva a poesia.
terça-feira, janeiro 19, 2010
NEM TODO SHOW PEDE BIS - CONTO
Se eu quisé fumá eu fumo, se eu quisé bebe eu bebo, se eu quisé cherá eu chêro. Assim. O nariz é meu, eu enfio onde quisé. Você devia fazê o mesmo, Zé. Povinho. É. Cuidá da sua vida. Vidinha. Mal-pago, mal-comido, mal-casado, mal-amado, mal-querido. Ô, do Mal: qué mêmo falá comigo? Qué me dá exemplo de quê? Fuleragem. Tudo aqui é muito démodé. Passagem. Eu quero mais é mi fudê.
De mim, não agrado. Não ajudo ninguém. Dinheiro eu dou pras putas. Pra todos os outros, empresto. Tá certo. Nem pra minha mãe, acho, eu mais presto. Filho-da-puta. Sim, minha mãe é uma filha-da-puta. Meu pai um canceroso do caralho e meu irmão, meu irmão eu vô matá. Se bobeá, eu trombá, mato. Rasgo o bucho, cuspo na cara, deixo sangrando o bicho no escuro e parto. A cara em dois. Pra ninguém mais eu deixo barato. Cê acha, veio perguntá se eu preciso de ajuda? Quem não precisa de ajuda? Eu falei: -“Qué me ajudá, me arruma dez, vinte, cinqüenta. cem conto por dia, por semana.” Até por mês, eu aceitava. Me dá dinheiro. Qué me ajudá, me dá dinheiro. Mas não, falaram em porra de psicólogo, internação, até em igreja, pastor e pá. Desintoxicação. Vão pra puta-que-pariu. Não tô lôco, num sô nóia. Reabilitação. Se vié com essas idéia de novo, quebro todos eles. Todos eles.
Agora deixa eu dá uma aliviada na pressão que só de pensá nessas parada eu já fico nervoso, Jão. Tendeu? Já te dou um toque pra você também, qué trocá uma idéia nem me venha com esse nhem-nhem-nhem, dá licença. Dá licenç`aqui, vô pegá outro pino. Otro do branco, otro do franco, ouro fino. É. Faz cabana, faz cabana: vô dá só mais um tiro.
Aaaahhhh...
De novo! De novo? Iiiihhh... agora até você vem me enchê o saco também, com essa parade de “dinovo, dinovo”. Vô te dizê. Cuida da sua vida, oquêi? Cuida da sua vida, cuida da sua vida! Te pidi dinheiro? Te pidi ajuda? Pidi pra você sentá do meu lado, aqui, nessa sarjeta imunda? Não! Então fica na sua. Quê essa é a minha. Quero, posso e vô: chupá até o osso. A vida não é minha? Posso? Sugá dessa vida besta toda a minha ira? Rá!
Te conto. Cê ainda é moleque-novo, num deve sabê: essa vida não presta. Só tem gente fudida nesse mundo. É tudo uma merda. Esse ainda é meu conforto. Quanto mais a lama atola até o meu pescoço eu descubro: não tô sozinho. É... E nem tô te metendo o lôco. Vivê é foda, bicho. Morrê é fácil. Mas eu prefiro assim, aos poucos. Não, não trago nenhuma mensagem, comigo. Nenhuma filosofia. Tô desabando assim a falá contigo só porque cê me desatô a ouvi. Sentô sua bunda gorda com uns papo não sei de quê e não qué mais sai. Firmeza, eu também preciso me abri. Vezemquando a gente precisa. Mas óh, se tu não gostá do meu versá, pode se levantá e fica de saída. Já disse, não ligo. Pra mim, o que importa agora é só a estilingada do hino. Piiiiiiiiiiiim. Estralando nas idéias. Fazendo eu esquecê de mim, e de toda essa platéia. Bando de transeunte que fingê o meu não-existi. “Aí, o que é de vocês também tá guardado.” E não é palpite. Não adianta querê fica só na Geral esperando eu caí. Eu vou. Mas vô de zóio grande, vendo alguns ir junto comigo.
Já foi, já queimei. Tudo. Conta, casa, televisão, roupa, tennis zerado. Carro, poupança e salário. Foi tudo indo. Mas te digo: não sô viciado. Não sô viciado, não. Quando quisé eu paro. Paro. Não acredita? Minha família também não, mas eu digo: quando quisé eu paro com a fita. Hoje em dia só faço por opção. Pra deixá uma pá de gente com culpa, remorso no coração. É. Cansei dessa merda, tendeu? Pagá de gatão. Eu não tô mais nem aí. Se caí, do chão eu não passo. Aliás, já to aqui. Então, vâmo pro arregaço. A vida é isso, mano. Cada dia, um novo engano. Eu vô continuar mentindo pra mim, pra quê? Trabalhá, suá, ralá, se matá, pagá, e pá, pra quê? Diz: o que é que esse mundo tem pra oferecê? Hum?
Tô sabendo. Nada. E qualqué muito ainda é pouco. Qualqué muito, é só isso. Nada. Prefiro a minha parada, então: a cabeça pra baixo, a fungada tinindo. A poeira baixando, o pó subindo e pum. Eu de novo na minha viagem. Na vaibe, só curtindo. O vento na cara, as estrelas no céu. Meu corpo vibrando, o sangue pulsando, a mente agindo. Me sinto o próprio Super-Homem, Jão. Poderoso. Nunca do cavalo caindo. E tudo fica até mais bacana, mais bonito. A única coisa que é foda é que é caminho de via única. Não tem mão-de-volta. Nem devolução de passagem. Mas fica limpo eu não fico. Nunca mais. Fica limpo é duro, sofrimento à toa. Bobagem. E do lado de cá, te aviso. Cuidado. Nem tudo são rosas. É. Elas sempre vem acompanhada dos espinhos. Te digo: o barato é lôco, o processo é lento e o advogado tá preso. Ele. Eu ainda não. Essa é minha vantagem. Mas como eu tava dizendo: se acha que não tá preparado pra viagem, aviso: é melhó ficá esperto onde vai enfiá o seu nariz. Nem todo show pede bis. Alguns deveria ter um ato único. E ficar tudo azul, nem branco, nem escuro. E ficar tudo assim: tudo certo.

