sexta-feira, janeiro 26, 2007

Lançamento do Livro SARAU da Cooperifa / Dulcinéia Catadora


(fotos dos livros da Eloisa Cartonera / Dulcinéia Catadora)
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Os degustadores vorazes da literatura sabem que Livros, por si só, já tem um sabor muito especial. E quando a produção deste livro é quase que artesanal, sendo cada um deles único, com uma capa exclusiva, beneficiando artistas, escritores e catadores de materiais recicláveis, o que pensar?

Esta é a proposta da Eloisa Cartonera, editora Argentina que edita seus livros com capas de papelão, comprados de catadores de materiais recicláveis e pintadas por eles próprios. Diversos autores latino-americanos já foram publicados e, entre os brasileiros, destacam-se Glauco Mattoso, Douglas Diegues e Manoel de Barros.
Este projeto, que já circulou na América Latina como um todo e em outras regiões além do Atlântico e Pacífico, chegou ao Brasil como exposição na última Bienal de Artes de São Paulo. E está deixando aqui uma semente apetitosa, uma prima-irmã para dar continuidade ao seu projeto: a Dulcinéia Catadora.
Com o apoio do SESC Pompéia, a Eloisa Cartonera e a Dulcinéia Catadora estão realizando no espaço das Oficinas uma produção de capas para o lançamento de um livro aqui no Brasil pela Dulcinéia Catadora, o SARAU. Esta edição será uma espécie de "transcrição" literária do Sarau da Cooperifa realizado no dia 24 de janeiro de 2007, e contará com a participação de poetas da casa: Sérgio Vaz, Salles, Marcio Baptista, Robson Canto, José Neto, Mavortsirc, Rodrigo Ciríaco entre outros.
As Oficinas de produção das capas são abertas, gratuitas e acontecem entre hoje e amanhã, no Sesc Pompéia, das 14hs às 17hs. Amanhã, sábado, dia 27, a partir das 17hs será o lançamento do Livro SARAU. Cada exemplar terá o custo de R$ 5,00 (cinco reais).
Não deixe de participar!
Lançamento do Livro SARAU, da Cooperifa
Edições Dulcinéia Catadora
SESC Pompéia: Rua Clélia, 93 - Pompéia
Sábado, 27 de janeiro, 17hs
outras informações, acesse:
Rodrigo Ciríaco

Um comentário:

RENATO VITAL GUERREIRO DO RAP disse...

Minha poesia pro livro, já que não consegui encontrar seu email.

Beleza Podre
Tomado pelo pudor, derramando em pequenos cálices
minha raiva;
Cercado de belíssimos apartamentos, belíssimas gotas
de sangue;
Árvores grandes e floridas, ainda guardam o resto de
nossa vida;
Ruas dignas de primeiro mundo, na palma da mão a
queimadura do asfalto imundo;
Belas cavernas verticais, que guardam a desumanidade
chamada de burguesia;
Saltos ainda, saltos sofridos pela minha mente, mente
de cobiça;
Sonhando com o mundo novo, com a nova vida;
Disgraçados passam em seus BMW 's o menor cata papelão
e metal mas não via deixar barato;
Sonhe filho da puta , sonhe com seus bens, casas de
solidão;
Que o dia eu que te pegar, será um difunto morto no
chão;
Pois o menor excluído vai cobrar, a dívida com a
sociedade;
Não vai querer sua caridade, e sim sua voz lhe pedindo
piedade!