quarta-feira, janeiro 27, 2010

REFLEXÕES NO (DES)JEJUM

"Eu sou feito do resto de estrelas
daquelas primeiras depois da explosão.
Sou semente nascendo das cinzas,
sou o corvo, o carvalho e o carvão." (Lenine)

Só se pode conhecer bem o significado de uma pessoa na dor e no desespero. Porque o amor, felicidade, amizade e alegria são frutas doces que descem pro estômago sem roçar a garganta. Sem nos questionar: de que adianta tudo isso?

Hoje sei. Já me defrontei com o melhor e o pior de mim. E de poucos que esperava muito, nada tive. Já de tantos outros, que nem conhecia, mundos recebi. De uma maneira tão descompromissada, tão aberta e clara que não há gratidão que pague. Que responda.

Muitas vezes me pergunto o que fiz para ser tamanho filho-da-puta para aqueles que gostava. Amava e queria. Sabendo que a resposta está na observação e reflexão de minha própria vida. Minhas escolhas e partidas. Na formação do que sou.

Não arrependo-me do que fiz. Sou apenas a soma daquilo que vivi. E não haveria outra forma de chegar até aqui. Haveria?

A vida é foda. Mas a vida também é bela. Estou cansado de me foder na vida. Já disse: está na hora de foder com ela.

E se for pra ser assim, que seja gostoso. Algumas vezes arriscando. Nem que tenha que morrer um pouco por isso. Não tem problema. O respirar de cada dia não são breves suspiros. Cada hora que se passa, traz: um pouco de suicídio.

Ainda bem. Deixe a imortalidade, a perfeição para os Deuses. Tenho certeza que eles invejam os poucos momentos em que sou feliz.

3 comentários:

Lua da Paz disse...

aprendomuitoeachoqueosdeusteminvejadosoutrosmomentos.

Nath disse...

Fênix.

De Lourdes disse...

A felicidade por menos que ela seja, supera a tristeza.
Bjs!