domingo, agosto 02, 2009

FLIP, BOLETIM DO KAOS E ESCLARECIMENTOS

Para mim já era assunto encerrado, conversado com o Buzo e o Alexandre de Maio (editores do Boletim do Kaos), mas como ontem eu trombei com algumas pessoas que me lembraram sobre a matéria (uma delas foi inclusive o Marcelino Freire) e por eu ter divulgado aos quatro ventos que o lance sairia no Boletim do Kaos de Agosto (nº 05), deixo aqui alguns esclarecimentos:

a) antes de viajar pra FLIP, o Buzão havia falado comigo pra combinar um texto sobre a Flip para o Boletim do Kaos de agosto. Segundo ele, eu seria o "enviado especial" do jornal. Gostei da idéia e fechamos. Perguntei quantos caracteres (palavras, tamanho do texto) exatamente, ele não soube me informar. Disse apenas que fosse um texto de uma página, máximo uma página e meia. E que teria que enviar até o dia 15 de JULHO;

b) na FLIP fiquei preocupado sobre o que falaria da Festa para o Boletim. Não queria que fosse algo comum, batido. Levei caderno e máquina a tira-colo e, fui pensando no que escreveria. Até por conta disso estava com a máquina fotográfica quando rolou a apreensão dos livros do Pedro em que eu dei o flagra. E batata: a pauta para o Boletim do Kaos estava ali: a Repressão à Litera-rua na Flip. É pauta ou não é? Achei que era. E, ainda lá na FLIP, divulguei que estaria escrevendo para o Boletim e falaria sobre isso: a repressão;

c) voltando da FLIP, escrevi não apenas para o Boletim, mas para o meu blog. Para os emails dos parceiros e outros. Era uma parada que não dava pra ficar guardada até Agosto, para falar apenas no Boletim. O barato tava fervendo nas mãos, precisava ser divulgado. O fiz. Mas, como havia combinado com o Buzo, fiz um texto especial para o Boletim. O único problema: o texto tinha 03 páginas. Além do que havíamos combinado. Mas mandei. Na terça, dia 14 de julho. Um dia antes do prazo combinado.

d) pensando que eu não tinha cumprido com o combinado - passei duas páginas - refiz o texto para o Boletim do Kaos, incluindo nele uma pequena entrevista que tinha feito com o Pedro Tostes, o que deu uma página e meia, e mandei na quarta, dia 15 de julho, dentro do prazo combinado. Pra mim, estava fechado;

e) depois, recebi um email do Alexandre de Maio pedindo desculpas e tal e dizendo que o texto não seria publicado pelos seguintes motivos: 1) a parada sobre a Flip tinha que ser inédita (exclusividade do Boletim) e eu já havia colocado no meu blog e passado via email para outras pessoas; 2) o texto chegou depois do prazo, que era dia 10(?) e 3) eu tinha que ter escrito um texto com metade do que havia escrito, ou seja, meia página;

f) ainda conversei com o Buzo e com o Alexandre, dialogando sobre os três pontos: a"exclusividade" era do Boletim, já que o texto que eu mandei para o Boletim eu não tinha escrito para nenhum lugar, além do fato de eu ter sido uma "testemunha ocular" do que rolou na Flip e que nenhum outro jornal deu o devido destaque e respeito a que o fato merecia. Ou seja, só o Boletim poderia fazê-lo. Sobre o prazo, o Buzo havia sido categórico: dia 15, e não 10 e, sobre o tamanho também: uma página, página e meia.

Sobre o lance, fiquei meio chateado pois acho que perdemos um ótimo "furo" pra falar de um assunto que afeta a quebrada - repressão à litera-rua - num jornal da Rua. Além de ter dado mancada (no caso eu, já que eu que "prometi") com as pessoas que avisei que sairia a matéria, e não saiu. Por isso este ESCLARECIMENTO público: porque as pessoas estão me perguntando da matéria no Boletim, ou seja, estou sendo COBRADO.

E porque eu vi que, no Boletim do Kaos de agosto acabou saindo uma matéria sobre a Flip. Não a minha, mas uma feita pela "Redação". Uma matéria básica, falando do geralzão do evento. Citando em algumas poucas linhas a questão da repressão e tal. E algumas outras coisinhas do "grande evento" que é a Flip. E daí eu fiquei sem entender. Mas tá firmão.

Espero que eu tenha esclarecido as pessoas que estão me perguntando sobre o porquê da matéria não ter saído. Ou melhor, ter saído um texto sobre a FLIP, mas não aquele que eu havia prometido.

Salve,

Rodrigo Ciríaco

Observação: após aviso do Boletim do Kaos que o texto não saíria, os textos escritos exclusivamente para o jornal foram publicados no meu blog. Clique aqui para ver o primeiro texto citado (aquele, de três páginas) e aqui para ver o outro texto que eu (re)fiz, dentro do limite de uma página e meia que havia sido combinado.

Ah, e para ver a versão on-line do Boletim do Kaos 05, Agosto, clique aqui.

Um comentário:

BêbÉT/Ocica's disse...

Resumo do poeta que não viu o mar. nem poesia.

meu irmão,
meu irmãozinho,
meu camaradinha,
somos tantos neh...

chega ser sinistro,
os arredores do amor,
os dias que não nascem,
sobre reflexões perdidas.

eu ando variado,
virado, afobado, acabado...

o sulco da vida que esmaga-se
é um desejo que faz expremer essas atitudes involutárias artísticas.
“cansei-me de acordar sem respostas, desses sordidos sentimentos.”

a voz que é pra ser do povo parece que nunca será? boletim de universidade é que não pode se tornar com a uma infâmia contra escritores que fazem mais do que parte da literatura nacional, (ELES A FAZEM< DISTRIBUEM > DIVULGAM-NA AO POVO), se for para virar mídia eu compro um "página de sangue", o comprometimento desses escritores com a literatura independente devem ser relatados, apoiadados e principalmente, qual a função de um jornal? "mentir"? vamos questionar gente... num me vem falar e produzir cultura independente esquecendo desses criadores, ativistas, ante sensacionalismos. não vai dar boletim e notas a nossa poesia, eu sou um escritor pé-rapado, zé ninguém, leigo e atormentado por uma cutura que ainda vive pagã e indignada por não resolver suas questãos, "afundando-se no patriotismo esgota-se as soluções", espera, acumula, tem muito lixo na minha quebrada, tem muito lixo na minha vida, minha realidade suporta a aflição e faz-me ser o que não compreendo, só que "o que os olhos não veem o coração não sente", com nossa literatura...

meu irmão,
meu irmãozinho,
meu camaradinha,
são tantos neh...

eu to aqui no bico da zona norte,
sou o fundão que a zona sul dispercebe, (ainda).
não fundo, não crio, mas as pessoas eu ajunto, faço largos e círculos, apresento-nas, me faço ser literatura de corpo e vida, pois a alma, essa; a poesia arrancou-me por querer crescer.

e tudo pra mim, amanhã, por ser hoje; é um agorismo sem revolta, com atos práticos, e leituras tipo:

"se sabemos a solução, então falar se torna inutil, temos que agir desgovernadamente, por maior que seja a vereda."
maicnuclear

essa triste cegueira é querer fazer desse sol que carregamos... Rapaz! o bicho tá solto por aqui! e com ele... as bruxas, macacos, comédias, e uma par de cuzão!

mostruário descriminante. eu conheço homens que extrapolam qualquer limite, até agora ele nunca viu ordem, lei, ou respeito ao povo, existe uma grande podrera nos órgão estatais, privados, tá cheio de nÊgo roubando "Cabeça de Nêgo", e morre de vacilo. e morre mesmo, eu vivo ultimamnete falando de morte, não que ela tenha me perseguido, ou passado por perto, é que tem mortes e assassinatos e já não me causam choque pelo tanto que temos, e sem querer querendo... eu tava pensando em matar um."
Mas pelo dinheiro não se compensa um crime, nem pelo respeito, talvez sim... pela ética!

__ o que é isso?

A maneira mais simples de se acabar com um país.

meu irmão,
meu irmãozinho,
meu camaradinha,
são tantos neh.

Humberto Fonseca
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dizem as mas bocas que jornalista é tudo igual.