
Rodrigo Ciríaco em Paris, a convite do Salão do Livro 2013
Foi anunciado ontem, pelo Ministério da Cultura, os 48
escritores brasileiros que farão parte do Salão do Livro de Paris 2015, na qual
o Brasil é o país homenageado, através de acordo firmado entre o governo
brasileiro e francês, em 2012. E estou entre eles. Segue o link:
Particularmente, estou imensamente feliz com a possibilidade
de representar meu país em uma feira (salão do livro) tão importante e
tradicional quanto o de Paris, na França. E mais ainda, em representar a
literatura marginal, a literatura das quebradas, ao lado dos parceiros Ferréz,
Marcelino Freire, Paulo Lins.

Não é a primeira vez que participo do Salão do Livro. Em 2013,
através de convite da Editions Anacaona (Paula Anacaona) participei não apenas
do Salão do Livro, mas de atividades na Universidade Sorbonne (Paris), Sciences
Po (em Poitiers), além de eventos na Universidade Livre de Bruxelas (Bélgica),
Universidade de Milão (Itália) entre outros espaços de leitura e livrarias. Um
feito extraordinário, tendo em vista que era autor independente, sem ligação
com nenhuma editora comercial, agentes literários ou o mercado editorial como
um todo.

Eu e Ferréz em livraria de Bruxelas, (BEL), março de 2013
Aliás, a forma como cheguei a publicar inicialmente meus
textos na França é muito curiosa. Paula Anacaona, nos idos de 2010, através de pesquisa
conheceu meu blog, leus meus textos e interessou-se em publicá-los. E de lá
para cá tem sido grande parceira, incentivadora de minha literatura.

Enfim, feliz demais com essa notícia, principalmente que
agora faço parte de uma nova casa, a Editora DSOP, que tão bem acolheu a minha
pessoa e o meu trabalho, na coleção “Literatura Marginal” com a curadoria do
parceiro Ferréz. Feliz demais de poder levar a literatura da quebrada, poder
mostrar no Salão do Livro uma parte da potência literária do que desenvolvemos
aqui e, quem sabe assim, abrir portas para outros parceiros e escritores, tão
talentosos e merecedores quanto eu.
Somos merecedores das conquistas (e derrotas) que obtemos.
Pela garra, pela disposição, pela coragem, força, talento que temos,
individualmente. Mas sem esquecer que a caminhada só tem valor na medida que
fortalece e reconhece o coletivo.
E agora é ler, ler e ler mais. Escrever, reescrever e
produzir, cada vez mais. E se preparar, pra fazer bonito.

Literatura Marginal, Lado Leste em Paris, 2015. É nóis!
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