quarta-feira, março 03, 2010
QUASE SEMPRE ASSIM
ficamos de boa, esperando que as coisas aconteçam. e nada. nada, nada, nada. só a vida, com toda a sua urgência. o dia de amanhã, quem se sabe? e nada. até que uma hora vem a onda. e você acha que é só uma marolinha, onda brava mas coisa leve. que vem e volta. quando acha que chegou, já partiu. calculo errado. na verdade, a parada era Tsunami. 8,8 graus na escala. e a casa cai. vai tudo por água abaixo. no bom sentido da questão. pois é assim que estou me sentindo. nem quero falar muito pros zóio que seca pimenteira não cair sobre mim. mas as coisas estão se ajeitando. acontecendo. finalmente. e quase não está sobrando tempo. para ler blogs, responder emails, orkuts, comentários. e coisas afins. nada pessoal, tá foda mesmo. e tá bom pra caramba. prefiro assim. só queria ter um pouquinho mais tempo. mas isso eu consigo organizando melhor os meus dias. no mais, a guerra continua. minhas aulas estão caminhando, as turmas que peguei esse ano estão ótimas. probleminha cá e lá, mas básico. as inscrições para o grupo de Literatura e Teatro na escola estão abertas, mesmo antes de saber o resultado do VAI. é como já disse: se vier, bom. ótimo. se não vier, as coisas acontecem. de um jeito ou de outro, a gente se encaixa. e fica tudo beleza. e, se os ventos continuarem favoráveis, na semana que vem anuncio algumas novidades. pra vocês entenderem porque estou sem tempo. até pra prosear, blogar, postar. tendeu?
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
FOTOS - APRESENTAÇÃO ZAP! SLAM - 11/02/10
porra! que frio da porra! e porra! desde domingo que eu não dou notícia. nenhuma. porra! e pra que, tanto palavrão, porra! sei lá, eu gostei. achei que ficou legal, um lance assim. porrada, porra! e várias coisas acontecendo, porra! a semana foi boa pra porra! e tive uma notícia ótima hoje, porra! será que é por isso que eu tô empolgado, porra! será que alguém vai ficar incomodado, porra! será que alguém vai ser esporreado. porra, porra. mas que poooooooooorra é essa?
domingo, fevereiro 21, 2010
EMMA GOLDMAN!
PEGANDO FOGO!
e ontem foi dia de mandar brasa. na brasilândia. e o seu já consagrado Sarau da Brasa. que eu ainda não conhecia. vergonha, eu sei. mas antes tarde do que nunca, e ontem eu paguei uma das minhas milhares de dívidas. há outras ainda, sim. saraus a serem visitados. e retornados. na Brasa eu volto. ontem e sempre.
pra curtir o tambor. o Kolombolo, Diá de Piratininga. e o seu samba de primeira. e ciranda. e sambas-enredo de outros carnavais. que bonito que foi. o tambor. as apresentações. o respeito ao poeta e a palavra. e eu me empolguei. pedi para o Vagnão me ajudar num poema e atravessei. mas foi de emoção. aquele meu olho fechado, aquele tambor batendo, eu não estava ali. a língua travou, a boca secou, eu errei a letra, o compasso. voltei e fui. porque é assim: nóis capota mais num breca, né não?
e ontem a parada pegou fogo. bonito. foi lôco. e é nóis na Brasilândia.
e parabéns a Rosas de Ouro, campeã do Carnaval de Sampa. originalmente e sempre, da Brasa.
sábado, fevereiro 20, 2010
O DIABO NA RUA, NO MEIO DO REDEMUNHO

Bruna Lombardi, na pele de Diadorim - adaptação Livro/DVD
vão dizer que eu desmaluquei. não entendo nada. mas não ligo. não deixo de dizer por isso. mas João, pra mim, já fazia literatura periférica. da melhor qualidade. quer lugar mais esquecido que o Sertão? quer um ser mais marginal que um jagunço, um cangaceiro? não tinha. quer uma história mais bem contada do que aquela oralizada na boca de um ex-jagunço, que viveu a tino e conta tudo com muito fino? palavras reinventadas? não há. pois digo. Grande Sertão é marginal. e periférico. e três-tráz-dito. ao menos para mim. e eu não ei de me discordar. nunquinha.
quem não conhece, há de conhecer João, e o seu (De)Sertão. quem conhece, há de se conhecer outras vezes. e eu, mais uma vez chorei por Riobaldo. e seu amor impossível com Diadorim. e chorei com a tristeza e desespero de um Fafafa, na fazendo dos Tucanos, ao ver os cavalos a relinchar e gemer e a chorar. e eu também odiei o Hermógenes, o Cão. e ri com Zé-Bebelo. e admirei Medeiro Vaz. e tirei meu chapéu para Joca Ramiro.
"... o diabo na rua, no meio do redemunho."
hoje sei o que significa. Viver é muito perigoso. e o mundo. o mundo é um só isso: Sertão. E Travessia!
quinta-feira, fevereiro 18, 2010
A FLOR E A NÁUSEA (CDA)
a escola é grande. e eu, pequeno demais. solitário demais, naquela imensidão de pátio cinza e verde. naquele maremoto que são os alunos. olho para o lado e não vejo companheiros de luta. vejo colegas de trabalho. sobreviventes. que não tem ideologias. tem contas pra pagar. assim como eu. filhos pra criar. assim como eu não tenho.
"por fogo em tudo / inclusive em mim (...)"
há dias e dias. há dias em que questiono se vale a pena a luta. a luta? a luta vale. não pelo prêmio que há no final. existe prêmio? não. a luta vale por si só. pois quem luta, vive. e eu quero cair em pé. nada de joelhos dobrados. só se for para a reza. e olhe lá. mas, há dias e dias. há dias que eu me canso. de caminhar só. de me sentir sozinho.
"ao menino de 1918 chamavam de anarquista
porém meu ódio é o melhor de mim
com ele me salvo e dou a poucos
uma esperança mínima (...)"
gosto de estar com a molecada. gosto de conversar. gosto de conhecer suas idéias tão vagas sobre a vida. suas tamanhas certezas. gosto de lembrar de mim. do tempo em que pensava que um simples acorde de guitarra, simples palavras podiam mudar o mundo. há quanto tempo foi isso? parece que há milhares de anos. e foi ontem.
"uma flor nasceu na rua (...)"
isolado. solitário. derrotado, não. estou caído. caindo. em pé. existe glória nisso? para quem? glória paga as contas? glória me faz feliz? glória, onde você tá? por que foi embora, não deixou recado. por que levou a luz? glória, quem é você. você não existe, glória. você é uma invenção da minha cabeça. um quadro pendurado na parede.
mas como dói.
e por fim, para quem leu e está boiando:
"não procure entender. viver ultrapassa todo entendimento"
não é minha. é da Clarice. ela era genial. eu sou apenas o rodrigo.
um rapaz comum. com sonhos muito grandes na cabeça.
e buraco imensos de dúvidas sob a base de cada pé.
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
TODO CARNAVAL TEM SEU FIM!
já disseram os Los Hermanos. e hoje voltei pra escola. queria ter ficado no interior. no campo. perto do mato, perto dos bichos. haja morcego! e cana. puta-qui-pariu. parece que só tem cana no interior de são paulo. praga.
terceiro dia de trampo na escola. planejamento. que planejamento? não sei. desplanejamento total. mas não vou falar por aqui. prometi que vou me calar mais. falar, só quando for bala. e tiro certeiro.
mas o que eu preciso dizer é a minha impressão. isso eu não vou negar. aula mesmo, de verdade, só na terça-feira. algumas várias pessoas na escola resolveram matar três dias das aulas: quinta, sexta e segunda. eita pôxa! é ou não é o país do carnaval.
enfim...
nada contra ninguém. mas não pisa no meu calo e faz as coisas pela molecada dentro do que é certo que não dá em merda.
deixa eu brincar de ser feliz...
r.c.
terceiro dia de trampo na escola. planejamento. que planejamento? não sei. desplanejamento total. mas não vou falar por aqui. prometi que vou me calar mais. falar, só quando for bala. e tiro certeiro.
mas o que eu preciso dizer é a minha impressão. isso eu não vou negar. aula mesmo, de verdade, só na terça-feira. algumas várias pessoas na escola resolveram matar três dias das aulas: quinta, sexta e segunda. eita pôxa! é ou não é o país do carnaval.
enfim...
nada contra ninguém. mas não pisa no meu calo e faz as coisas pela molecada dentro do que é certo que não dá em merda.
deixa eu brincar de ser feliz...
r.c.
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
RAIVA A FLOR DA PELE! MAS TEVE RESPOSTA
eu sabia que sim. mas torcia pra não. sabia que sim. mas torcia pra não. sabia que sim. mas torcia pra não. até que não teve jeito. tive que perguntar. e eu sabia que sim. e era sim.
no final do ano passado teve uma votação na minha escola. várias categorias: melhor aula expositiva, melhor projeto, melhor comando em sala, e por aí vai. algumas bem bacanas. outras, nem tanto. fato é que, dos 120 professores da escola, eu fiquei entre os cinco melhores em quase todas. ganhei apenas em uma. mas a indicação em quase todas as outras, de que eu estava em os 05 mais, foi bom. para o ego, pra responder a quem não gosta de mim, do meu trabalho. enfim.
já falei sobre isso aqui.
mas, há algumas semanas atrás. fiquei sabendo que eu não apenas havia sido indicado entre os cinco melhores, em quase todas. eu havia GANHO quase todas as categorias, numa votação feita pelos ALUNOS E ALUNAS da minha escola. mais de mil alunos.
e me perguntei: se ganhei, por que não levei?
resposta: por sacanagem. da suja.
hoje eu conversei com a professora que fez a apuração dos votos. professora também de HISTÓRIA. minha (ex) amiga. sabia que sim, mas esperava que não. fui reto no claro: fraudou ou não fraudou. e ela disse:
sim!
e ficou indignada por eu ter descoberto. é mole?
e eu fiquei mais puto ainda pelo motivo que ela alegou. que eu ficaria "chateado" de ganhar, quase tudo. quem, eu? numa votação feita pelos alunos e alunas. eu ia ficar chateado deles me achar um bom professor? eu não.
na verdade, foi pura covardia da parte dela. muitos professores estão queimados porque eu incomodo os acomodados, porque eu falo o que precisa ser dito, e ela não queria ofende-los. queria, pelo contrário, homenageá-los. ainda que isso fosse em meu prejuízo. ainda que isso precisasse de ser feita uma FRAUDE, uma MANIPULAÇÃO DE MAIS DE MIL VOTOS DE ALUNOS.
e tudo isso feito por uma professora de História.
que país de merda que vivemos. que educação que temos.
nenhuma. quase.
mas não deixei barato. em plena reunião de planejamento joguei as cartas na mesa. as claras. contei toda a situação. e percebi: até aqueles que não gostam de mim perceberam que a professora em questão fez uma cagada. e me apoiaram.
se fosse por eles, eu não ganharia nada. ou não muita coisa.
mas se os alunos escolheram, quem pode ir contra eles. quem pode manipular a vontade deles.
a pessoa que se diz professora, que se diz de História, achou que podia.
e teve o que merecia.
e eu, ainda indignado, ainda com uma dor no estômago, um aperto no coração, estou um pouco em paz.
por ter meu valor e não ceder. jamais.
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO FRONT
1) o DVD do Akins Kinte "Várzea: a bola rolada na beira do coração" é muito lôco, muito bom. trampo de primeira, estética da favela feita pela periferia e sobre um assunto que é paixão nacional. futebol. e nada de alienação. o camarada traça um histórico do futebol varzeano nas periferias de sampa, entrevistando a velha guarda do futebol, mulheres, as tretas, as alegrias, problemas de hoje. tudo com muita música boa, samba, fotos antigas e crianças. meu irmão akins: parabéns, nêgo. teu trampo é valoroso demais, ficou bonito demais. quem não conhece, tem que conhecer.
2) depois de sete meses de pausa e gestação, saiu a mais nova edição do meu fanzine: Efeito Colateral, Edição XXVIII, número XI - Sexo, Amor e Pedras Rolando. aquisição, direto na minha mão. e quem mora longe, e quiser receber, vou enviar uma remessa (mão única) daqui há duas semanas. então, manda um email pra mim no rodrigociriaco@yahoo.com.br, colocando no assunto ENVIO DE FANZINE e o ENDEREÇO COMPLETO e aguarde pra receber meu novo Efeito Colateral.
3) aproveitando o carnaval, um dos poemas é este aqui:
em caso de incêndio
não chame o bombeiro
me chama!
prometo trazer
a cerveja, a mangueira
e a camisinha
4) mais ou menos isto. e tem algumas coisinhas inéditas, outras já publicadas no blog. se quiser ver e conferir, é só me trombar ou um email me enviar, firmeza.
5) no mais, me preparando para voltar a ativa. não sem antes pular O carnaval. pular no carnaval. não sei. essa fuleragem do pega-pega não me apetece muito. vou me embora pra pasárgada então, por uns dias. lá sou amigo do rei.
salve,
r.c.
quinta-feira, fevereiro 04, 2010
TÁ MARCANDO QUEM NÃO FOR!!!
E O VAI FOI. NÃO FOI?
Hoje fomos eu, Jéssica, Débora e Biaah entregarmos o projeto “Literatura (é) Possível” na sede do Programa VAI – Valorização de Iniciativas Culturais, da Secretaria Municipal de Cultura.
O programa este ano fornecerá subsídios no valor de até R$ 20.692,00, para projetos culturais/artísticos desenvolvidos na cidade. Entre os recursos que cabem dentro do orçamento estão desde recursos humanos, compra de equipamentos, impressão e outros.
No projeto apresentado, foram propostas algumas das seguintes ações:
- realização de um sarau mensal, todo último sábado do mês, das 18hs às 20hs, aberto a comunidade;
- realização de quatro encontros literários entre a comunidade do Jardim Verônia (Ermelino Matarazzo) e autores da literatura periférica (ou não);
- oficina semanal de literatura e teatro, na qual será feita leitura e produção de contos e poemas, além de jogos e exercícios teatrais, visando produção de espetáculo lítero-teatral;
- produção de dois fanzines, trimestrais, com duas mil cópias, com contos e poemas da comunidade do Jardim Verônia – distribuição gratuita;
- apresentação de espetáculo lítero-teatral, a partir da produção literária dos alunos e de textos dos autores da literatura periférica – entrada gratuita ou com preços populares.
Além de todas estas ações, está prevista também a minha remuneração e a de quatro alunas, oriundas do grupo do ano passado, e que estarão trabalhando comigo este ano, como “assistentes culturais”.
No final, acho que o projeto ficou bacana. Bem escrito. Claro que poderia ter sido melhor – se minha cabeça tivesse mais tranqüila e os problemas também houvessem tirado férias – mas, dentro do que foi possível fazer, ficou ótimo. A produção ficou bem bacana principalmente porque não estacionou apenas nas minhas costas. Dividi o trabalho com as alunas, o que foi bom para todos.
E se o VAI não for, já temos a base de um projeto escrito, apresentável – com as devidas adaptações – para outras entidades e editais. Até porque eu já faço este trampo, tirando grana do próprio bolso pra quase tudo, há quatro anos, e não dá mais pra continuar assim. Já não sou rico, tendo que trabalhar na faixa e colocando grana, aí é demais. Não há quem agüente.
E só pra constar: independente do VAI ou não, até conseguirmos patrocínio ou não, o projeto continua. De uma maneira ou outra, continua. Porque se a “Literatura (é) Possível”, nóis também somos. Né, não?
Salve,
Rodrigo Ciríaco
O programa este ano fornecerá subsídios no valor de até R$ 20.692,00, para projetos culturais/artísticos desenvolvidos na cidade. Entre os recursos que cabem dentro do orçamento estão desde recursos humanos, compra de equipamentos, impressão e outros.
No projeto apresentado, foram propostas algumas das seguintes ações:
- realização de um sarau mensal, todo último sábado do mês, das 18hs às 20hs, aberto a comunidade;
- realização de quatro encontros literários entre a comunidade do Jardim Verônia (Ermelino Matarazzo) e autores da literatura periférica (ou não);
- oficina semanal de literatura e teatro, na qual será feita leitura e produção de contos e poemas, além de jogos e exercícios teatrais, visando produção de espetáculo lítero-teatral;
- produção de dois fanzines, trimestrais, com duas mil cópias, com contos e poemas da comunidade do Jardim Verônia – distribuição gratuita;
- apresentação de espetáculo lítero-teatral, a partir da produção literária dos alunos e de textos dos autores da literatura periférica – entrada gratuita ou com preços populares.
Além de todas estas ações, está prevista também a minha remuneração e a de quatro alunas, oriundas do grupo do ano passado, e que estarão trabalhando comigo este ano, como “assistentes culturais”.
No final, acho que o projeto ficou bacana. Bem escrito. Claro que poderia ter sido melhor – se minha cabeça tivesse mais tranqüila e os problemas também houvessem tirado férias – mas, dentro do que foi possível fazer, ficou ótimo. A produção ficou bem bacana principalmente porque não estacionou apenas nas minhas costas. Dividi o trabalho com as alunas, o que foi bom para todos.
E se o VAI não for, já temos a base de um projeto escrito, apresentável – com as devidas adaptações – para outras entidades e editais. Até porque eu já faço este trampo, tirando grana do próprio bolso pra quase tudo, há quatro anos, e não dá mais pra continuar assim. Já não sou rico, tendo que trabalhar na faixa e colocando grana, aí é demais. Não há quem agüente.
E só pra constar: independente do VAI ou não, até conseguirmos patrocínio ou não, o projeto continua. De uma maneira ou outra, continua. Porque se a “Literatura (é) Possível”, nóis também somos. Né, não?
Salve,
Rodrigo Ciríaco
domingo, janeiro 31, 2010
NOTÍCIAS DO FRONT
hoje fui ao mercado. passei antes no caixa eletrônico. tirei uma grana, tirei extrato. conta no vermelho. mês acabando, dias ainda para o salário chegar, contas já pra pagar e, conta no vermelho. pego-me filosofando: preciso trabalhar mais. mais? preciso trabalhar mais ou viver mais e ganhar melhor? ambas as coisas.
saber que não sou o único nesta situação não me conforta. há muito dinheiro lá fora. há muitas possibilidades lá fora. poucos aproveitando. mundo desigual. só somos iguais na dor.
que merda!
ontem fui ao espaço clariô. assistir, pela terceira vez, Hospital da Gente. e é impressionante. o profissionalismo, a sensibilidade, a beleza do espetáculo dirigido pelo Mari(nh)o e encenado pelas "mulheres" do Marcelino. ha ha! quem conhece Marcelino sabe que isso é uma piada. e quem ainda não viu Hospital da Gente deve achar que a vida é uma brincadeira. pura perda de tempo.
levanta a bunda do sofá no próximo sábado, pega um buzão em direção ao Taboão e assista. se não gostar, eu - isso mesmo - eu devolvo o seu dinheiro.
ou como dizem os maloqueiristas: a sua televisão de volta.
alguns trampos por estes dias. estou terminando de escrever o projeto para o VAI, junto com as minhas alunas. expectativa grande. fazer teatro sem dinheiro é foda. fazemos pelo coração, pelo ativismo, pelo Amor. mas precisamos de grana. pra comer, pra beber, pra vestir. sem contar que a gente não quer só comida.
VAI dar certo. tenho certeza. quase. pelo menos na esperança.
no mais, quarta-feira tem atribuição de aulas. dia de definir em quais classes vou trabalhar, em qual período vou ficar. próxima semana é também semana de definição. da direção da escola. a antiga diretora - que estava afastada - pediu remoção. e conseguiu. saiu. para nunca mais voltar. para direção de nenhuma escola, espero. quem ocupava o cargo provisoriamente caiu. agora, novas pessoas. espero que sejam profissionais. no mínimo, cumpram com suas obrigações legais e civis. até porque se não o fizerem, o bicho vai pegar. e não vai ser pro meu lado.
se eu já olhei pra cara da morte e venci - e não faz muito tempo - não será a vida que me colocará medo. pode vim.
a batalha segue.
sem tempo para editar o próximo livro, mas colocando ele no forno,
r.c.
sexta-feira, janeiro 29, 2010
SUBVERSÃO PERIFÉRICA (POEMETO)
já disse: não quero
levantar guetos
segregar as pessoas
cimentar preconceitos.
quero antes
construir pontes
diminuir margens
aproximar sujeitos.
já disse e repito: quero
sublevar os guetos
aproximar as pessoas
destruir preconceitos
não quero saber mais de pontes
que separam as margens
e nos tornam menos sujeitos.
MIRÓ, MER`MÃO: TU É FODA!
.
"Apesar dos Efeitos ColateraisO Amor ainda é o melhor Remédio."
Miró da Muribeca
quarta-feira, janeiro 27, 2010
REFLEXÕES NO (DES)JEJUM
"Eu sou feito do resto de estrelas
daquelas primeiras depois da explosão.
Sou semente nascendo das cinzas,
sou o corvo, o carvalho e o carvão." (Lenine)
Hoje sei. Já me defrontei com o melhor e o pior de mim. E de poucos que esperava muito, nada tive. Já de tantos outros, que nem conhecia, mundos recebi. De uma maneira tão descompromissada, tão aberta e clara que não há gratidão que pague. Que responda.
Muitas vezes me pergunto o que fiz para ser tamanho filho-da-puta para aqueles que gostava. Amava e queria. Sabendo que a resposta está na observação e reflexão de minha própria vida. Minhas escolhas e partidas. Na formação do que sou.
Não arrependo-me do que fiz. Sou apenas a soma daquilo que vivi. E não haveria outra forma de chegar até aqui. Haveria?
A vida é foda. Mas a vida também é bela. Estou cansado de me foder na vida. Já disse: está na hora de foder com ela.
E se for pra ser assim, que seja gostoso. Algumas vezes arriscando. Nem que tenha que morrer um pouco por isso. Não tem problema. O respirar de cada dia não são breves suspiros. Cada hora que se passa, traz: um pouco de suicídio.
Ainda bem. Deixe a imortalidade, a perfeição para os Deuses. Tenho certeza que eles invejam os poucos momentos em que sou feliz.
terça-feira, janeiro 26, 2010
A SEMANA MAIS DIFÍCIL DE MINHA VIDA
50 horas sem banho. 40 horas sem dormir. 16 horas na estrada. 12 horas sem comer nada. 04 horas no aeroporto, esperando o atraso. 02 horas de avião, viajando sem prazo. 2.400 quilômetros rodados. Muito dinheiro já não tido, gasto.
E isso não é estória. Não é conto. E isso foi só o começo.
Rasgado. Em frangalhos. Mas ainda estou inteiro.
R.C.
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