quarta-feira, novembro 29, 2006

SARAU invade a sala




SARAU Dia das Crianças




P O E S I A !

Nossa, que loucura por esses dias!
Desde sábado a tarde uma chuva que não pára. Desde domingo de manhã eu trabalho direto, quase que sem parar, corrigindo prova, trabalho, redação, dando nota, pensando, aprovando, deixando de recuperação. Desde segunda pensando sobre o sarau da escola, os fios, os livros, os poemas, o som, o microfone, os cds... Argh!
Juro que quase que enlouqueci. Ou já estou louco e só não me dei conta. Mas tá foda!
A exaustão foi tamanha que hoje não tive condições de ir na COOPERIFA. Vaz, Canto, Dinha, e tod@s os demais, me desculpem. Não aguentei. E justo hoje na comemoração do Hutúz. Fazer o quê? Minha alma está aí com vocês, enquanto escrevo estas parcas linhas.
Tamanha correria se justifica pelo final de ano. Fecha nota de Bimestre, fecha nota de ano, calcula nota, prova, faz pré-conselho, conselho de classe, aprova e reprova (que droga!) aluno.
Fora isso, me meti em fazer um sarau em uma das escolas que dou aula. Foi como um prêmio, um presente para os alunos para fecharmos muito bem o ano. Foi muito bom, mais de vinte alunos recitaram poemas, outros apresentaram uma peça, "Ora, um carrinho!", escrita, dirigida e ensaiada pelos próprios alunos; veio um pessoal do GTO (Grupo de Teatro do Oprimido) de Sto. André apresentar uma peça "Relatos de Origem" que fala sobre a questão do racismo na escola e, pra fechar (não deu nem tempo...), um grupo de alunos ia apresentar o seu grupo de samba. Aí já tínhamos estourado a hora. Mas, tudo tranquilo.
O melhor de organizar eventos deste tipo é a hora em que ele acaba. Putz, que alívio.
Alívio maior foi ter as minhas preces atendidas por São Pedro. Desde sábado que todos os finais de tarde chove. Foi assim sábado, domingo, segunda e... Hoje! Milagrosamente ontem, terça feira não choveu! Pelo menos ali na Vila Cisper. Ameaçou mas não foi. Não acreditei. E foi ótimo, pois quando chove em minha escola, tem muitos pontos de alagamento. Se chovesse, o Sarau talvez fosse pro beleléu...
Deu tudo certo, como não podia ser.
Tirando o cansaço extremo, a tristeza por alguns alunos que serão retidos, o desânimo de meus colegas professores (que as vezes me contagiam... Sai zica!) e um projeto que tenho que entregar até sexta e vou passar a noite escrevendo, estou bem. Satisfeito, um pouco feliz.
Saudações vida!

rodrigo ciríaco

"O Amor venceu a Guerra..."

Caraca, quanta coisa esta semana!
Passagem rápida por aqui hoje, para deixar algumas fotos. Apesar do cansaço, da exaustão, vejo que o esforço vale a pena!
"Até aqui, o Amor venceu a guerra." - GOG
Ontem rolou um sarau lá na minha escola, a EE Prof. Dr. Geraldo Campos. Mais de 300 alunos das 5ªs, 6ªs e 7ªs séries puderam acompanhar e participar da leitura de poemas, apresentação de peças de teatro e outras coisas.
Logo mais eu escrevo sobre tudo: como e por que rolou o sarau, expectativas, chuva(!) e outras coisas.
Aquele abraço,

rodrigo ciríaco


Tatiana, Joice e Bruna, alunas da 5ª série na Leitura de poema de Sérgio Vaz

Alunos acompanham no pátio da escola as apresentações

Gilberto, Jorge e William (6ª série) e Karolyne (5ª) logo atrás acompanham leitura da Dinha


O pátio da Escola, no fundo o palco.

terça-feira, novembro 28, 2006

O corpo

O Corpo
rodrigo ciríaco

Tá lá o corpo:
deitado,
infecto,
calado.
Um súbito chacoalhar de braços
denúncia:

O CORPO
JAZ
MAS TEM VIDA!

Tem vida jogada na faixa,
começa na rua e termina
na calçada.

Tá ali
deitado,
ralado,
sobre a pública faixa.
Seus seios
foram tocados.

O corpo como porco
transportado
da Avenida para
as luzes da calçada.
Incólume, intacto.

Tá lá, o corpo ficou:
sentado,
atônito,
parado.

Indiferentes,
Os carros seguiram...

sábado, novembro 25, 2006

Lembrar é Resistir !

25/ Novembro /2006 - 11h51

Rumsfeld (ex-secretário ESTADOUNIDENSE) autorizou torturas, diz ex-diretora de Abu Ghraib ao "El País"

A ex-general e ex-comandante da prisão iraquiana de Abu Ghraib entre julho e novembro de 2003, Janis Karpinski, afirmou que foi o ex-secretário de Defesa americano Donald Rumsfeld quem autorizou as torturas no Iraque.Karpinski, única militar americana de alta patente punida pelos casos de tortura, deixou o Exército em 2005 e agora se ofereceu para testemunhar a favor da ação apresentada contra Rumsfeld e outros 11 políticos e militares dos EUA na Suprema Corte alemã, a qual não deve ir adiante.Em entrevista publicada hoje pelo jornal espanhol "El País", a ex-general aponta o recém-destituído chefe do Pentágono como principal responsável pelas torturas no Iraque e cita, neste sentido, um memorando assinado por ele sobre esses "métodos de interrogatório"."A assinatura manuscrita estava sobre seu nome impresso e, com a mesma letra, na margem, escreveu: 'Certifiquem-se de que isto se cumpra'", afirmou, antes de acrescentar que esses métodos consistiam em obrigar os presos a ficarem de pé muito tempo, perturbar seu sono e os horários das refeições ou obrigá-los a ouvir música no volume máximo."Rumsfeld autorizava estas técnicas específicas", declarou Karpinski, que decidiu contar tudo o que sabe porque acha que foi injustamente acusada, uma vez que os interrogatórios, assegura, não eram de sua competência, mas da Inteligência Militar, que seguia instruções do general Ricardo Sánchez, comandante-em-chefe das tropas americanas no Iraque.Karpinski chamou Sánchez, o latino que mais longe chegou no Exército dos EUA, assim como o ex-secretário de Defesa, de "covarde". Além disso, acusou o primeiro de enviá-la para fora de Bagdá quando o escândalo das fotos de Abu Ghraib explodiu.Após ressaltar que soube da existência de tortura quando viu as fotos, no fim de janeiro de 2004, Janis Karpinski diz que hoje sabe que essas fotos não foram tiradas durante os interrogatórios, mas sim para que fossem usadas como método de persuasão para convencer os prisioneiros a falar.A ex-general relata na entrevista que as torturas em Abu Ghraib começaram com a visita ao Iraque do general Geoffrey Miller, comandante da prisão de Guantánamo, em setembro de 2005, "para ensinar aos membros da Inteligência Militar técnicas de interrogatório mais duras"."Antes de ir embora", acrescentou, "ele me disse que queria tomar o controle de Abu Ghraib para transformar a prisão em centro de interrogatórios para todo o Iraque, e foi isso que fez. De Guantánamo, dava as ordens e conseguia que tudo funcionasse como ele queria".Sobre a responsabilidade do presidente George Bush no caso, a ex-general afirma: "Não sei o que ele sabia, e quero crer que ele acreditava que os que trabalhavam para ele agiam corretamente. Mas ele é o comandante-em-chefe e se espera que assuma a responsabilidade".

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u102126.shtml

Outras informações e IMAGENS sobre as TORTURAS no Iraque pelos soldadinhos de papel de Bush, acesse no sítio:

http://www.vermelho.org.br/diario/2006/0316/0316_abughraib.asp

E as imagens não são violentas. Violência é o que se faz contra esse povo!
E depois os acusam de Terrorismo!
Olha, simplesmente Revoltante!

sexta-feira, novembro 24, 2006

É tudo nosso, tudo nosso, tudo nosso!!!


Aos desavisados de plantão:

Robson Canto falou com Sérgio Vaz e agora fala comigo e me avisa às 00:50 da manhã de sexta feira que a

COOPERIFA LEVA
PRÊMIO HUTÚZ 2006!!!

Caralho, "nóis é ponte e atravessa qualquer rio" memo! E leva os prêmio junto!
Quero ver logo a cara desse prêmio. E a cara do Vaz, da Rose, do Jairo, do Marcio Baptista, todos eles guerreiros de primeira que estão lá pela cidade maravilhosa.
É "nóis" na próxima quarta.
E é tudo nosso, tudo nosso, tudo nosso!!!
Uh Cooperifa, Uh Cooperifa, Uh Cooperifa...

É Poeta, tú deve ter chorado igual a esse dia né... Te aguardamos aqui. Você e seu mais novo filho, O "Colecionador de Pedras".

Aquele Abraço!


"FREE HUGS" - A true story...

E meu Amigo Fernando Evangelista manda de seu "exílio" voluntário lá de Malta o link abaixo, para um vídeo do YouTube. O filme e a idéia são muito simples. E por isso geniais! FernandoôÔ: adorei cara!
Para se ter idéia, a minha Internet discada levou 24 minutos para baixar um vídeo de 03 minutos e pouco. Mas valeu a pena. Mesmo!

Não perde tempo, baixa você aí.
E pense por si!

http://www.youtube.com/watch?v=vL7Jo_1Z3Y8

terça-feira, novembro 21, 2006

Livros NOVOS com 50% de DESCONTO !!!

clique na imagem para ampliá-la

Aí pessoal, quem tiver uns R$s sobrando, não pode perder.

8ª Festa do Livro da USP. São mais de 100 (cem!) editoras colocando livros de literatura, história, artes, geografia, enfim... vários livros NOVOS com DESCONTO MÍNIMO DE 50% !

Quem quiser consultar a lista de editoras presentes, segue o link abaixo:
http://www.edusp.com.br/editoraVIIIfestadolivro.asp

É a partir desta quarta até sexta, das 09hs às 21hs.

Fui!

Foi bonita a festa, pá...

"Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
E inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim"
Chico Buarque - Tanto Mar




Legenda, por Z'África Brasil:
"Volta pro mato capitão,
pois já estamos em guerra!"





Que ninguém se engane,
Na busca da Primavera,
No sonho dos justos,
há muito mais espinhos
do que rosas pelo caminho.

E uma certeza:
Não estamos sozinhos!

segunda-feira, novembro 20, 2006

III Marcha da CONSCIÊNCIA NEGRA

Fotos: Rodrigo Ciríaco
autorizada a reprodução, cite a fonte. Valeu!

precisa legenda?

Descendo a Av. Brig. Luiz Antonio, em direção a ALESP - Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo

Foi bonito...

Dia da CONSCIÊNCIA NEGRA - 20.000

A PM disse 12.000 pessoas. A Folha confirmou. Como estava lá e não acredito neles, segue aí a minha singela opinião: mais de 20.000 pessoas.
Tire algumas provas, pela sequência das quatro fotos, tiradas no mesmo momento.

Avenida Paulista em frente ao Masp, sentido Paraíso


Parte Interna do Vão do Masp, totalmente tomada

Outro lado do vão

Avenida Paulista em frente ao MASP, sentido Consolação.

Dia da CONSCIÊNCIA NEGRA - Só Responsa

Quem foi, viu. Muitos manos, minas, pessoas de responsa, lutas e amigos estiveram presentes por lá, neste especial dia 20 de novembro de 2006.

Nelson Triunfo marcando presença na marcha.

Eu e o Sr. Hugo: boné da CUT, camiseta do Guevara, experiência, disposição e muitos sonhos na cabeça. Quem sabe um dia eu chego lá seu Hugo.

Robson Canto e Rose (Cooperifa) e Mano Brown, durante a concentração no vão do Masp

Dia da CONSCIÊNCIA NEGRA - COOPERIFA!

Cooperifa representou bonito.
Só faltou a camiseta, né Canto, Rose...

Dugueto, Kennya (camiseta São Paulo Tetra- rs), Robson Canto e outros manos que colaram mas eu não sei o nome

É, não tem jeito: "Nóis é ponte e atravessa qualquer rio!"
Na foto: Neide, Robson Canto, Rose e Danilo durante passeata na Av. Paulista

Liga da Justiça (rs) ou Cooperiféricos tomam de assalto o céu! Não há limites para os verdadeiros guerreiros.
Na foto, Kennya, Rose, Dugueto Shabazz, Akins e Robson Canto no carro de som da parada negra.

Dia da CONSCIÊNCIA NEGRA - CRIANÇAS


No ritmo do samba


Erguendo a bandeira de luta!


É pelo sono dos justos que eu trabalho, me emociono e me fortifico...

Dia da CONSCIÊNCIA NEGRA

São Paulo, 20 de novembro de 2006. Acabo de chegar em casa. Estou radiante, feliz! Não vim de qualquer lugar. Vim de um Ato, uma manifestação. Uma celebração: o Dia da Consciência Negra.
Uma das Avenidas mais capitalistas – e racistas, afinal, capitalismo e racismo estão ligados – parou hoje, quando aproximadamente 20.000 (Vinte Mil !) pessoas celebravam o dia da Consciência Negra, a Resistência Palmarina, que também é negra, pobre ou periférica.
Você pode me perguntar: poxa, mais você não é negro, o que estava fazendo lá? Prefiro a esta pergunta do que a afirmação de uma aluna, outro dia: Professor, para que eu vou querer saber de consciência negra, eu sou branca!
Eu, milhares de negros(as) e não negros(as) estávamos lá para dizer não ao Racismo. Dizer não a discriminação, a esta segregação racial e social disfarçada de “democracia racial”. Estávamos lá para dar um basta! Chega! Estávamos lá para reconhecer a importância do negro, de sua história, de suas tradições, sua religião e sua cultura para a história do povo brasileiro. Estávamos lá lutando por liberdade, igualdade e justiça.
E eu estava lá porque ACABAR COM O RACISMO NÃO PODE SER UM ASSUNTO APENAS DE NEGROS, ou qualquer outro grupo social, cultural, religioso que seja discriminado. É UM ASSUNTO DE TODOS E TODAS. Se é o branco que discrimina, que não emprega o negro, não lhe paga salários justos, não o reconhece como capaz, não valoriza sua cultura, sua história, é aos brancos que temos que também falar. Nosso discurso de tolerância e justiça precisa ser divulgado a todos(as), não importa a sua cor.
Aliás, a cor nunca importa. Importa o caráter, a atitude. O Respeito, a humildade. A valorização do ser humano. O conceito na quebrada!
E lá não faltaram pessoas de responsa e conceito, veja as fotos.
E o negro é lindo, sabia!
Festa bonita como a de hoje, com respeito, solidariedade, trocas de sorrisos e alegrias me lembrou um de meus momentos mais bonitos de minha vida: o Fórum Social Mundial em Porto Alegre, 2005 e a marcha de abertura: mais de 200.000 (duzentas mil !!!) pessoas, sem brincadeira.
Lindo. Pacífico, humano. Rebelde, Contestador. Como o dia de hoje foi.
Como só podia ser!
Viva o dia 20 de Novembro!
Viva a luta do povo Negro! Viva Zumbi dos Palmares!
Hasta la vitória, siempre!

domingo, novembro 19, 2006

COLECIONADOR DE PEDRAS


Lançamento do livro
COLECIONADOR DE PEDRAS,
20 anos de poesia
do poeta SÉRGIO VAZ

AGENDE-SE:

NO SARAU DA COOPERIFA
Dia 6 de dezembro a partir das 20hs
Local: Bar do Zé Batidão
Rua Bartolomeu dos Santos, 797 Chácara Santana
São Paulo - Zona Sul
Ref: atrás da igreja de Piraporinha
Inf. 5891.7403

EM TABOÃO DA SERRA
Dia 12 de dezembro a partir das 19hs
Local: Auditório da Secretaria da EducaçãoRua Elizabeta Lips, 166 Jd. Bom Tempo
Taboão da Serra - SP
Ref: entre o teatro Cemur e o pachá
Inf. 83585965

do blog:
www.colecionadordepedras.blogspot.com

terça-feira, novembro 14, 2006

Poema da Resistência Palestina

Carteira de identidade
Mahmud Darwish

Escreve
que sou árabe,
e o número de minha carteira é cinqüenta mil;
que já tenho oito filhos,
e o nono chegará no final do verão
Isso te enoja?

Escreve
que sou árabe,
e que com meus companheiros de infortúnio
trabalho na pedreira.
Para meus oito filhos
arranco, das rochas,
o duro pedaço de pão,
as roupas e os livros.
Não mendigo esmolas à tua porta,
nem me rebaixo
diante de tuas escadas de cristal.
Isso te enoja?

Escreve
que sou árabe.
Sou nome sem apelido.
Espero, paciente, em um país
no qual tudo que há
existe pela raiva.
Minhas raízes,
destruíram-se antes do nascimento
dos tempos,
antes do começo das eras,
do cipreste e da oliveira,
antes da primeira das ervas.
Meu pai...
da família do arado,
não de nobres senhores.
Meu avô era um lavrador,
sem títulos nem nomes.
Minha casa é uma choça campesina
de canas e tábuas,
Isso te agrada?...
Sou nome sem apelido.

Escreve
que sou árabe,
que tenho o cabelo preto
e os olhos castanhos;
que, para maiores detalhes,
cubro minha cabeça com um véu;
que as palmas das minhas mãos, duras como rocha,
picam quando as tocam.
E eu gosto do azeite e do tomilho.

Que vivo
em uma aldeia perdida, abandonada,
com ruas sem nome.
E cujos homens todos
estão nas pedreiras ou no campo...
Isso te enoja?

Escreve
que sou árabe;
que roubaste as vinhas de meu avô
e a terra que eu arava.
Eu, com todos os meus filhos.
Que só nos deixaste
estas rochas...
Teu governo não vai também – como se diz –
confiscá-las?

Então, escreve...
Escreve
no começo da primeira página
que não odeio ninguém,
nem roubo nada de ninguém.
Mas, que se tenho fome,
devorarei a carne de quem me rouba.
Então, cuidado!...
Cuidado com minha fome,
e com minha ira!


Não deixe de assistir ao filme
"Paradise Now" e ver aquilo que a mídia
não quer mostrar pra você.

EVENTOS - Novembro

Hoje:

LANÇAMENTO DO LIVRO
"GUERREIRA"
DO ESCRITOR ALESSANDRO BUZO NA AÇÃO EDUCATIVA.
terça 14/11 - 19 hs - Rua General Jardim, 660 - Centro - São PAulo - SP.

(metrô Republica).
PROGRAMAÇÃO
19hs - Inicio, livro a venda R$ 20,00.
20hs - Buzo fala do momento, das dificuldades e alegrias de lançar seu 4o livro.
Buzo convida o poeta Sérgio Vaz para falar do movimento literário atual na periferia.
Wesley Noog leva um som no violão e Periafricania quebra tudo.
COQUETEL, pinga, tubaina e comida brasileira.

19/11/06 das 10hs às 20hs
° HIP-HOP Zumbi Comemora
1 ano de Posse Enraizados

PERIAFRICANIA
GRUPO D.S.
POTENCIAL 3
SUBSOLO
WALTER LIMONADA
PÂNICO BRUTAL
LADO OBSCURO
RACIOCINO URBANO
SUBMUNDO RACIONAL
RH2P
PURO FASCINIO (samba)

Local: Rua particular, 556 - Parque Bristol. No antigo Centro Comunitário do C.D.H.U, Ponto final do ônibus 4692 Vl. Livieiro - Pq D. Pedro ou 4634 Pq. Bristol - Pça. República

e não deixe de comprar o novo cd do GOG:

Aviso às Gerações. Som de Primeira do Poeta do Rap. Me emocionei muito com as faixas "Quando o pai se vai...", "Carta à mãe África" e "Sonho Real". Ainda tem Faixa Interativa. Muito, muito bom.

e logo mais: COLECIONADOR DE PEDRAS, o novo livro de Sérgio Vaz.

domingo, novembro 12, 2006

Responsabilidade Social

Criança Morta. Cândido Portinari

Responsabilidade Social
rodrigo ciríaco

Organização
Não Governamental,
sem fins lucrativos,
no uso do dinheiro público,
visando a transformação social
e a distribuição de renda
contrata:
Diretor administrativo
Curso superior
Casado
Branco
Um filho
Bem sucedido
Salário:
Vinte vezes
(n)o mínimo.

Organização
Não Governamental,
sem fins lucrativos,
no uso do dinheiro público,
visando a transformação social
para uma vida digna
e cidadã
contrata:
Educador Social
Recém formado
Namorando
Pardo
Sem filhos
Futuro promissor.
Salário:
Três vezes
(n)o mínimo.

Organização
Não Governamental,
sem fins lucrativos,
no uso do dinheiro público,
visando a transformação social
e a defesa dos direitos da criança
e do adolescente
contrata:
Faxineira
Negra
Separada
Curso primário
Cinco filhos
Recém aposentada.
Salário:
o Mínimo

Possuímos como missão
A construção de uma sociedade
mais ética,
justa,
solidária e
democrática.
Igualdade de direitos
e condições para todos
e todas.

Somos Ação e
Responsabilidade Social.

ONGs, Desvio de $$$ e Indústria da Miséria

Há tempos que a Pobreza se tornou um negócio. E um bom negócio! Ao menos para empresários, gerentes de ongs, etc. Algo extremamente lucrativo. Verdadeira Indústria da Miséria.
Digo isso por conta de uma matéria que saiu na Folha de São Paulo (links abaixo), sobre desvios de verbas das ONGs e Oscips (ou mais do mesmo). Não sou bobo e não acredito em tudo que sai na Folha e sei a quem eles querem implicar com essas matérias sobre as ongs mas, digo por conhecimento próprio: muitas ONGs desviam muito, muito dinheiro.
Já trabalhei dentro de uma ONG. Conheço muitas outras. Sei do que estou falando.
Não quero jogar bosta no ventilador ou colocar todas as entidades dentro de um balaio de gato e dizer que todas não prestam. Não, não se trata disso. Conheço algumas ongs sérias, com militantes (não gosto de dizer voluntários) engajados, sérios. Mas conheço muitas outras muito, muito ruins. Para mim as PIORES são aquelas que se autodenominam de RESPONSABILIDADE SOCIAL.
Depois de 04 anos de convívio próximo à várias ONGs, posso afirmar com toda certeza: ong não resolve. O que precisa é fazer DISTRIBUIÇÃO DE RENDA. Ah, óbvio! Sim, Óbvio. Óbvio e mais simples. Por isso, sem crédito!
Porque se todo dinheiro que já foram injetados nas ongs, principalmente estas ditas de "responsabilidade social" fossem distribuídas diretamente as famílias de baixa renda, público-alvo destes projetos, olha... Já teríamos reduzido muito mais a miséria.
Mas parece que ainda se acredita que as famílias mais pobres não tem autonomia, não tem responsabilidade para gerir os seus recursos financeiros, então... melhor investir numa ong, organizada, sensível, responsável, no qual UM diretor ganha R$ 15.000,00 reais por mês e o seu principal projeto, que precisa pagar uma equipe profissional + material + recursos diversos para atender centenas de crianças recebe/mês R$ 30.000,00. Entenda: UM DIRETOR - R$ 15.000,00 reais. TODO o restante de um projeto: R$ 30.000,00
Que Responsabilidade Social é esta?
ONG ou Empresa? Responsabilidade ou Indústria da Miséria?
Quando penso em certas coisas que já vi e ouvi, fico indignado!
Bem, pense e decida por si.
Ah, e não deixe de assistir "Quanto vale ou é por Quilo", do Sérgio Bianchi. Pessoalmente não gosto muito dele, mas o seu trabalho é muito bom!
E aqui vão os links que prometi:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1211200602.htm
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1211200603.htm
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1211200604.htm

rodrigo ciríaco

quinta-feira, novembro 09, 2006

Programe-se - Você não pode faltar!

"CULTURA E RESISTÊNCIA",
sábado dia 11/11, Casa das Rosas - Av. Paulista, 37 .
A Editora Expressão Popular convida para o evento "Cultura e Resistência", que realiza para ampliar seu incentivo à arte atual que seja autêntica e crítica em relação aos processos de globalização e injustiça social.

O dia começa com uma divertida programação infantil dirigida pela SoSaci - Sociedade Observadora do Saci, famosa por promover a festa do Saci todos os anos na cidade de São Luis do Paraitinga, em torno da data 31/10, como um meio de fortalecimento do folclore brasileiro em resistência à penetração de elementos estrangeiros na nossa formação cultural.
O dia, entre as festividades do saci (31/10) e da consciência negra (20/11 - morte de Zumbi dos Palmares), e a morte de Carlos Marighella (04/11) também servirá de momento para homenagens especiais, pela programação de filmes. Dentre estas, o próprio Marighella, que se tornou símbolo da resistência política, e outros que também já se foram, e atuaram em diferentes campos, como Glauber Rocha, Patrícia Galvão, Florestan Fernandes e Edward Said.
Paralelamente aos filmes ocorrerão apresentações de dança e rap. Haverá viola, música instrumental brasileira, e muita literatura, tudo da melhor qualidade. Além do tradicional Desconcertos na Paulista, o sarau será o ponto culminante do evento, em que a poesia de resistência árabe contemporânea encontrará a poesia de resistência da periferia de São Paulo, entre outras.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA A SEGUIR:
10h

Filme "O saci". - filme de Rodolfo Nanni, baseado na obra de Monteiro Lobato, o filme narra as aventuras de Pedrinho, Emilia e Narizinho no Sítio do Pica-Pau Amarelo, às voltas com personagens do folclore brasileiro, como o Saci e a Cuca.
11h
Contação de história e Oficina de desenho - mande seu desenho pro Saci!
12h
Grupo Mabruk de Danças Folclóricas da Síria, dirigido por Márcia Dib, que pesquisa há 22 anos as manifestações de raiz daquela região do Oriente Médio.
12h
Patrícia Galvão - Eh Pagu, Eh! - Utiliza uma linguagem nova em termos de documentário, para reconstituir uma visão emocionada desta mulher apaixonada e apaixonante, que esteve ao lado de Oswald de Andrade, participando do movimento antropofágico. Sua trajetória de vida, intensa e conturbada, vai da vanguarda política, passando pelo jornalismo militante e, ao fim de tudo ao teatro de vanguarda, ao qual se dedicou até sua morte, em 1962.
12h15
Carlos Marighella - Marighella - retrato falado do guerilheiro - O filme sobre vida desta figura polêmica da recente História do Brasil contará a trajetória do professor Marighella, de deputado constituinte (1946) Marighella, do romântico guerrilheiro Marighella (ALN, 1966). Mas, antes de tudo, contará a história do homem Marighella.
13h30
Florestan Fernandes - Fotos e imagens em movimento, ao lado de depoimentos de Antonio Candido, FHC, Ivan Valente, Mirian Limoeiro Cardoso e Florestan Fernandes Jr., entre outros, resgatam a vida e obra do sociólogo. Ganhador do Prêmio Herzog de 2004 na categoria documentário. Produção da TV Câmara.
14h30
Glauber Rocha - Glauber o filme, labirinto do Brasil (Prêmio de Melhor filme pelo CPCB - Centro de Pesquisas do Cinema Brasileiro) Para que ninguém esqueça a falta que ele nos faz, este filme é um documentário fascinante sobre a vida e a morte deste polêmico cineasta baiano que revolucionou o cinema, promovendo uma radical revisão na cultura brasileira. Glauber será o próximo biografado da coleção Viva o Povo Brasileiro, EEP.
15h30
Periafricania e Versão Popular, com participação do grupo convidado BValente, apresentam versões politizadas e criativas de rap sobre temas como a realidade da periferia, o processo de exclusão vivido por retirantes nordestinos e a saga histórica de bravos líderes do nosso povo.
16h
Edward Said - "Selves and Others - Um Retrato de Edward Said" (2003), documentário da diretora Emmanuelle Hamon sobre o intelectual palestino Edward Said.
17h
Victor Batista apresenta a viola como instrumento companheiro, que acolhe e leva o ouvinte em uma viagem às suas origens.
17H30
Desconcertos na Paulista Um encontro de uma hora de duração onde o escritor convidado, representante da prosa nacional, lê um texto de sua própria autoria, um texto de algum autor clássico que tenha sido importante para sua literatura, e ainda apresenta um novo escritor. Seguido por um bate-papo descontraído e informal com Claudinei Vieira. O escritor convidado para este evento é Bruno Zeni, autor de "O Fluxo Silencioso das Máquinas" (Ateliê Editorial, 2002) e "Sobrevivente André du Rap" (Labortexto Editorial, 2002). "Sobrevivente" resultou de depoimentos colhidos pelo autor com sobrevivente do massacre do Carandiru, de 1992. Em "O Fluxo", pequenos fragmentos de prosa surgem na voz de narradores que vagueiam por São Paulo: passageiros de metrô, mendigos, motoboys e outros - um deles comenta sobre a impossibilidade de amar na cidade.
18h30
Sarau "O encontro da poesia de resistência hoje - periferias do mundo". O Instituto da Cultura Árabe emprestará ao evento os organizadores do seu tradicional Diwan (sarau árabe), que lerão poesias de escritores contemporâneos atuantes em relação aos conflitos atuais no Oriente, com leitura de originais e traduções de professores do departamento de língua oriental da USP. Estamos contando ainda com a presença de poetas da Cooperifa. A Cooperifa* é uma iniciativa do poeta Sérgio Vaz que mobiliza a vida cultural literária na periferia, e que, entre outras atividades, reúne toda quarta-feira cerca de 200 pessoas para comungar a poesia junto com a comunidade, no bairro Jardim Guarujá - no bar Zé Batidão, que se transformou em centro cultural da periferia. Confirmada também a presença de Marcelino Freire, premiado escritor da nova safra (recente prêmio Jabuti com o livro Contos Negreiros, 2005).
20h30
Quarteto Pererê encerra o evento. Em sua contínua reflexão sobre as influências do nosso passado musical e sua perenidade refletida em obras de contemporâneos, os pererê's inspiraram-se no peralta de uma perna só - O Saci Pererê, confluência dos mitos brasílicos fixada no imaginário e na cultura popular, resultando numa busca sonora imaginativa e alegórica. Seu repertório contempla obras de Erick Satie, Chiquinha Gonzaga, Villa-Lobos, Hermeto Pascoal, Ruy Weber, além das composições a oito mãos e participação especial do percussionista brasileiro radicado na Holanda e fundador do movimento Kriya Família - Julinho Pimentel.

O Evento contará com a cobertura do site literário DESCONCERTOS que filmará o evento.

informação do sítio: http://www.desconcertos.com.br/

Professor Sérgio Vaz

Poeta-Professor.

Vou chover um pouco no molhado aqui mas, preciso dizer: Sérgio Vaz é o cara. Não apenas um poeta, um artista-cidadão.
Nesta terça (07/11) havia combinado com ele para realizar uma Oficina de Poesia na minha escola, a EE Geraldo Campos Moreira, Zona Leste, SP. Marcamos as 15:30hs. As 15hs o cara já estava lá, me esperando.
Sempre faço alguns saraus com meus alunos dentro da sala de aula, por isso o interesse maior na oficina de poesia. Entre 03 quintas séries e uma sexta (mais ou menos 115 alunos), participaram 55 alunos que manifestaram o seu interesse pela poesia. A participação não era obrigatória, não valia nota. Ia apenas quem estava interessado.
E foi muito bom.
No começo, a molecada um pouco tímida, ou intimidada. Afinal, nunca haviam visto um escritor, um poeta na vida. Ali, vivinho, falando com eles. Depois se soltaram. Até demais em alguns momentos - rs.
Sérgio Vaz é um poeta mas, eu vi ali uma veia de professor. E dos bons professores. Foi atencioso, paciente, chamou atenção quando precisou, foi respeitoso. No final, sorteamos dois livros do poeta entre os alunos. Outro livro será doado a Biblioteca da escola. E o poeta ainda autografou vários cadernos. O resultado: todos curtiram muito a Oficina.
Coisa bonita foi ontem na escola quando pedi aos alunos para tecerem comentários sobre a Oficina. Todos gostaram! Melhor ainda foi ouvir frases do tipo:
- Ele volta?
- O livro já está na Biblioteca professor?
- Professor, por que não temos Aula de Poesia?

É. Por que não?

Vaz, obrigado por tudo. Obrigado por ser amigo, guerreiro, poeta, artista-cidadão. Fico feliz por você existir e ser quem você é.
Saudações,

rodrigo ciríaco

Prof. VAZ - fotos

Criação de um poema coletivo. Tema: Amor! A molecada adorou...

Oficina de Poesia: "Poesia é a vida!" - Vaz

Atenção aos alunos, autografando seus cadernos.

Não sou um poeta

Não sou um poeta
à Edgar Castro, Sérgio Vaz
artistas-cidadão

Não sou um poeta
Eu sou uma farsa!
E como farsante
Conto verdadeiras histórias.
Escrevo poemas
Para castigar a memória.
Glorifico os vencidos
para macular a vitória.
Não sou um poeta
Eu sou uma farsa!

Não sou um poeta
Eu sou uma farsa!
Preocupa-me sim
A rima, a métrica,
O verso, a técnica, a palavra
Mas preocupa-me mesmo
É o SUJEITO.
Por ele até abdico
da suposta pretensão de ser poeta
E me contento apenas com a farsa.

Não sou um poeta
Eu sou uma farsa!
E como farsante, eu sou exigente
Não quero saber do poema, do poeta
Que não concilie sua poesia com a prática
Que não seja o artista-cidadão
Que ignore os preconceitos, a desigualdade
os sonhos, o Amor.
Não quero saber do poeta
Que decrete o Fim da História,
do meu Idealismo e de todas as
Ideologias.

Sem isso, o que sobra é punhetagem.
Nem o poeta
Nem a farsa.

(rodrigo ciríaco)

terça-feira, novembro 07, 2006

Dinheiro na mão é vendaval

$$$$$$$$$$$$
rodrigo ciríaco

Ontem uma jovem me disse
Que se não tivesse dinheiro
Se matava.

Ora! Se eu não tivesse a palavra
Me matava.

Como deve ser triste,
na carteira do bolso
na conta do Banco
o sentido da Vida

Eu Recomendo!


Mario Quintana. Quintana de Bolso. L&PM Pocket, vol. 71. Ano 2006

Várias Livrarias. R$ 11,00. Vale cada centavo!

segunda-feira, novembro 06, 2006

(+1) Tragédia na Palestina


Irmão mais novo do palestino assassinado Ramzi Shiraf, de 15 anos, chora durante funeral em Beit Lahia, na Faixa de Gaza, em mais uma ofensiva israelense

do sítio do UOL: http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2006/11/06/ult1808u78542.jhtm

06/11/2006 - 08h38
Menor palestino morre em ataque aéreo israelense no norte de Gaza.
Outras quatro CRIANÇAS e uma professora são feridas.

Gaza - Um menor morreu e outros cinco palestinos ficaram feridos hoje, sendo quatro crianças, em um bombardeio da Força Aérea israelense no norte da Faixa de Gaza, no quinto dia da operação militar "Nuvens de Outono". Segundo testemunhas, um foguete ar-terra lançado pela Força Aérea israelense atingiu o jovem de 15 anos que aparentemente tinha seaproximado dos restos de uma lançadeira de foguetes perto do campo de refugiados de Jabalya, no norte de Gaza. A explosão, acrescentaram as fontes, feriu outros quatro menorese uma professora que viajavam em um ônibus escolar que passava pelolocal bombardeado.A vítima mortal foi identificada como Ramzi Shiraf, de 15 anos, embora as fontes não tenham dito se a vítima era um estudante que seaproximou da lançadeira por mera curiosidade ou se seu objetivo erarecuperar os restos do equipamento. A versão do Exército israelense difere da das fontes palestinas, pois afirma que a vítima era um miliciano que tinha ido junto aoutros apanhar os restos da lançadeira de foguetes, utilizada ontempara disparar dois projéteis contra a cidade de Sderot. Com a morte de Shiraf sobe para 50 o número de palestinos mortosem ataques israelenses desde a quarta-feira passada, quando Israeliniciou a chamada operação "Nuvens de Outono", na qual mais de cempessoas ficaram feridas, muitas gravemente.A operação militar israelense, lançada para diminuir a capacidadeofensiva dos milicianos, anunciou o Exército israelense, afetaprincipalmente o norte da Faixa de Gaza e em particular à localidadede Beit Hanun, de onde as milícias costumam disparar seus foguetescontra Israel.Ainda hoje as milícias palestinas dispararam três projéteis, doisdos quais caíram no mar e o terceiro em um descampado do kibutz YadMordechai, no sul da cidade de Ashkelon.Ontem, o Exército israelense registrou o disparo de pelo menos 12foguetes, dez deles no território de Israel e dois em territóriopalestino.A imprensa local destaca hoje que a operação pode terminar naspróximas 48 horas, embora o primeiro-ministro israelense, EhudOlmert, tenha se negado ontem a fixar uma data. Olmert acrescentou que as denúncias da Autoridade NacionalPalestina sobre um "massacre" são falsas, e assegurou que a maioriados mortos são homens armados e não civis, como afirmam asautoridades em Gaza.

domingo, novembro 05, 2006

Prestes Maia Resiste!

Resistência Prestes Maia faz 04 anos.
Força Sempre!

foto: Bijari / "Zumbi Somos Nós" Ocupação Prestes Maia

foto: Antonio Brasiliano / "Dignidade" - Prestes Maia 2005

foto: Rodrigo Ciríaco / Ação Cultural 12.fev.2006

veja um pouco da História e outras fotos da Ocupação Prestes Maia, 911, Centro de São Paulo no ARQUIVO do blog do Integração Sem Posse:
http://integracaosemposse.zip.net/

Parabéns à Ocupação Prestes Maia

Quatro Anos de Resistência Quilombola,
No coração da Cidade!

Sarah
rodrigo ciríaco

I

Sarah ontem estava numa Audiência Pública
sentou, andou, conversou e brincou
Com seriedade
E sinceridade
Enquanto homens e mulheres
Sérios e sinceros
Discutiam sobre suas vidas.
Duras vidas, sofridas,
Marcadas por lutas, privação,
Solidariedade, sofrimento e ocupação.
Sarah brincante, radiava

Sarah vibrante, cantava:
“vai ter luz, vai ter luz, vai ter luz”
e comemorava sobre a possível visita
do sr. Eletropaulo
que devolveria a uma Ocupação
da cidade de São Paulo
a roubada luz,
água,
banho quente,
educação
respeito, dignidade e consideração.


II

2000 pessoas
468 famílias
300 crianças,
vários recém-nascidos
sem direitos garantidos.

Não estamos em Palmares
O ano não é 1690
Não estamos no Sertão
Apesar das semelhanças

Estamos na selva de Pedras,
De corações empedrados.
Estamos no Centro da cidade
Sitiados e ocupados
O ano é 2006
Prestes Maia não é Palmares
Mas “Zumbi Somos Nós”
E será, enquanto

2000 pessoas
468 famílias,
300 crianças,
vários recém-nascidos
não tiverem seus direitos garantidos

a lei diz que não são filhos de escravos
à escravidão da miséria e da privação,
não serão submetidos.


III

Sarah ontem na Audiência Pública chorou
O que doeu não foi a bronca da mãe,
Mas, talvez a lembrança de que há três anos
Ela e sua família vem sendo ameaçadas
Pelo despejo
Pelo empresário
Pela prefeitura
Sentida, sentou no colo amigo e lembrou que já viu
Reviu e previu caixas empacotadas
Roupas embrulhadas e o desesperado olhar da mãe
Com a possibilidade de ir embora.

Em três anos
Sarah já perdeu amigos
Ficou sem água, sem banho quente
Ficou sem escola, rosto molhado
Ficou sem luz.

Sarah é criança
Não guarda rancor,
Bastou segurar uma máquina fotográfica
Para aplacar a sua dor.
Sarah tem quatro anos
Mas já viveu mais do que muitos de trinta.


http://ocupacaoprestesmaia.zip.net/
http://integracaosemposse.zip.net/

Desligue a TV e vá ler um...

Livro. Sim, ótimo!
Mas pode ser um b(om)log também.

Acesse:

Sérgio Vaz
http://www.colecionadordepedras.blogspot.com/
Ferréz
http://ferrez.blogspot.com/
Sacolinha
http://www.sacolagraduado.blogspot.com/
Alessandro Buzo
http://www.suburbanoconvicto.blogger.com.br/
Robson Canto
http://www.robsoncanto.blogspot.com/
Marcelino Freire
http://www.eraodito.blogspot.com/
Ademir Assunção
http://zonabranca.blog.uol.com.br/index.html
Douglas Diegues
http://www.portunholselvagem.blogspot.com/

Cultura, Literatura, Informação e Arte
Nada de "gozolândia", como diria o Vaz.

Desligue a TV e vá ler um blog!

Das Utopias

Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!

Mário Quintana

sábado, novembro 04, 2006

Apóie Emir Sader

Os que desejarem assinar o manifesto podem fazê-lo através do endereço

www.petitiononline.com/emir/petition.html


Manifesto em solidariedade a Emir Sader

Da Redação – Carta Maior

A sentença do juiz Rodrigo César Muller Valente, da 22ª Vara Criminal de São Paulo, que condena o professor Emir Sader por injúria no processo movido pelo senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), é um despropósito: transforma o agressor em vítima e o defensor dos agredidos em réu.
O senador moveu processo judicial por injúria, calúnia e difamação em virtude de artigo publicado no site Carta Maior , no qual Emir Sader reagiu às declarações em que Bornhausen se referiu ao PT como uma "raça que deve ficar extinta por 30 anos". Na sua sentença, o juiz condena o sociólogo "à pena de um ano de detenção, em regime inicial aberto, substituída (...) por pena restritiva de direitos, consistente em prestação de serviços à comunidade ou entidade pública, pelo mesmo prazo de um ano, em jornadas semanais não inferiores a oito horas, a ser individualizada em posterior fase de execução". O juiz ainda determina: “(...) considerando que o querelante valeu-se da condição de professor de universidade pública deste Estado para praticar o crime, como expressamente faz constar no texto publicado, inequivocamente violou dever para com a Administração Pública, motivo pelo qual aplico como efeito secundário da sentença a perda do cargo ou função pública e determino a comunicação ao respectivo órgão público em que estiver lotado e condenado, ao trânsito em julgado”.Numa total inversão de valores, o que se quer com uma condenação como essa é impedir o direito de livre-expressão, numa ação que visa intimidar e criminalizar o pensamento crítico. É também uma ameaça à autonomia universitária que assegura que essa instituição é um espaço público de livre pensamento. Ao impor a pena de prisão e a perda do emprego conquistado por concurso público, é um recado a todos os que não se silenciam diante das injustiças. Nós, abaixo-assinados, manifestamos nosso mais veemente repúdio.

Os que desejarem assinar o manifesto podem fazê-lo através do endereço www.petitiononline.com/emir/petition.html

sexta-feira, novembro 03, 2006

A B S U R D O !!!

Emir Sader é condenado em processo movido por Bornhausen; cabe recurso

11ª Vara Criminal de São Paulo condena colunista a um ano de prestação de serviços à comunidade e à perda de seu cargo de professor na Uerj por ter chamado senador de 'racista'.
Marcel Gomes* – Carta Maior

SÃO PAULO – O cientista social e colunista da Carta Maior Emir Sader foi condenado à perda de seu cargo de professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e a um ano de detenção, em regime aberto, conversível à prestação de serviços à comunidade, pela 11ª Vara Criminal de São Paulo, que julgou um processo de injúria movido pelo senador Jorge Bornhausen (PFL-SC). Cabe recurso à decisão, ainda em primeira instância.Na sentença, o juiz Rodrigo César Muller Valente avaliou que Sader cometeu crime ao tratar Bornhausen como “racista” em um artigo publicado na Carta Maior em 28 de agosto do ano passado. O colunista se referia a uma manifestação pública do senador feita dois dia antes, na qual, ao ser questionado em um evento com empresários se estava desencantado com a crise política, ele respondeu: “Desencantado? Pelo contrário. Estou é encantado, porque estaremos livres dessa raça pelos próximos 30 anos”.Marcelo Bettamio, advogado de Sader, disse que irá recorrer da decisão, que só passa a valer após o trânsito em julgado da sentença. Segundo ele, houve cerceamento do direito de defesa durante o trâmite do processo. “O juiz não intimou as testemunhas de defesa, cujo comparecimento ao Tribunal fora pedido pelo defendente”, alega. Sobre a cassação do professor de seu cargo na Uerj, Bettamio considera a decisão descabida, uma vez que o artigo assinado por Sader não tem relação com sua função docente naquela universidade. O senador Jorge Bornhausen foi procurado para se manifestar sobre o caso, mas sua assessoria disse que ele não se manifestaria. O juiz Rodrigo César Muller Valente também foi contatado através de sua secretária, mas ainda não respondeu à solicitação de entrevista. A polêmicaNa época, ao explicar a declaração, Bornhausen disse se referia aos petistas e à expectativa de que Lula fosse derrotado nas eleições deste ano. A expressão “raça” utilizada por ele gerou manifestações de repúdio no governo, no PT e em esferas da esquerda. Cartazes acusando o senador de racismo chegaram a ser distribuídos em Brasília. Diante da repercussão, o senador, que também é presidente do PFL, publicou um artigo no jornal Folha de S. Paulo, em 29 de setembro, em que tentava explicar o uso da expressão.“Quanto a ter usado a palavra ‘raça’ – não como designação preconceituosa de etnia, ideologia, religião, caracteres, mas como camarilha, quadrilha, grupo localizado –, tão logo alguns falsos intelectuais surgiram, incriminando-me, apareceram preciosos testemunhos a meu favor. Confesso que falei "dessa raça" espontaneamente, sem premeditação, usando meu modesto universo vocabular, a linguagem coloquial brasileira com que me expresso, embora meus adversários tentem me isolar numa aristocracia fantasiosa”, escreveu Bornhausen.Segundo o advogado Marcelo Bettamio, na apresentação de sua defesa, Emir Sader alegou que, ao usar o termo racismo, “não visou ofender a honra nem subjetiva nem objetiva do senador, mas sim fazer uma crítica a um parlamentar que fez uma declaração pública, perante a mídia, com termos preconceituosos”. Bettamio considera que, através do artigo na Folha de S. Paulo, o próprio senador se retratou. “O prof. Emir Sader apenas exerceu o direito à livre manifestação e à crítica, salvaguardado na Constituição”, disse o advogado.

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