terça-feira, abril 07, 2009

ALGUMAS PALAVRAS

Não gosto de falar mal da minha vida - ou dos males que a acometem - no meu blog. Dá um ar de pessimismo, de desânimo excessivo, o que é absolutamente real, mas que é um sentimento meu. Ninguém tem nada a ver com isso. Ou não? Não sei. Fato é que não pretendo salvar o mundo do meu blog, não pretendo fazer a revolução sentado em frente ao computador, não devo nada pra ninguém e, como vejo um blog como um diário - um diário aberto em que você quer que as pessoas lêem -, vou escrever o que me der na telha. E se você, car@ navegante não gostar, tem a simples opção de nunca mais voltar por aqui.

Hoje o dia foi foda. É todo dia, as vezes acordar é um parto, mas tem dias que são piores que outros. Hoje foi um DAQUELES DIAS. Foda, muito foda. Na verdade, eu nem quero dar detalhes, vou dar pequenos resumos do que aconteceu só para ter uma noção. A história eu deixo para vocês imaginarem. Quem sabe vocês não escrevem um conto sobre isso? Hoje eu tô cansado.

A história nº 01 é de uma menina de 15 anos, com uma gravidez indesejada de quatro meses, em que pra variar o menino não assumiu o filho, o pai ameaçou matar a menina, ela não sabia o que fazer, e hoje eu soube que a menina abortou. Aborto espontâneo, dizem. Eu não sei. Fato é que eu fiquei triste. Sei, entendo toda a história, que talvez pra menina tenha sido melhor, uma gravidez indesejada ao quinze anos é foda, etecetera e tal mas, eu fiquei triste. Quatro meses é uma criança quase formada e, sei lá. Como disse, a vida é foda.

A história nº 02 envolve um menino de doze anos, sem pai, sem mãe, não alfabetizado, totalmente rebelde, totalmente sem escuta, já morou na rua, hoje mora com uma avó, que não é avó de verdade - apenas o adotou por dó - mas que tem um tumor que é real. Questão, o que fazer com o menino, já que a escola para ele é apenas um lugar de passeio?

A história nº 03 começa com uma outra adolescente de doze anos. Os pais faleceram, ela mora com a avó. Ela procurou o professor chorando pois dois meninos ficaram infernando ela dizendo que a avó dava o cu na esquina. O professor chama os meninos pra fora da sala, pra conversar. Um menino finge que não está nem aí pra conversa, fica zoando com os meninos do corredor, cospe em um deles enquanto passava - sendo que o cuspe quase pega na cara do professor - e, pra finalizar, quando é solicitado que o menino vá pra direção, o mesmo acusa, do nada, o professor de agressão: "- Ele me deu um soco no peito. Tá doendo até agora! Vou contar pro meu pai". E quando o professor insiste em chamar o professor naquele exato momento pra resolver a situação, já que foi uma acusação grave, o menino tem um chilique, diz que o professor não bateu, promete que não vai mais mentir, mas não chama o meu pai. É mole ou quer mais?

E isso são três simples histórias de um dia de trabalho do professor. Sem contar que ele também é ser humano e tem problemas pessoais e terrestres como contas a pagar, problemas em casa com os pais, irmãos, problemas com a namorada e etc. Mas isso tudo também fica pra próxima porque hoje eu tô de saco cheio e quero dormir cedo pra ter pique pra ir na Cooperifa amanhã recarregar as energias. Porque sozim, desse jeito principalmente, ninguém guenta!

R.C.

6 comentários:

Anônimo disse...

Ai véio.

Como vc bem disse é FODA!!!!

Abraço.Zeca

Vendedor da Ocas".

Juliana M. disse...

Oi Rodrigo, sei que esse post parece ser só um desabafo seu, mas senti vontade de compactuar o meu aqui também. Situações e escolas parecidas, matérias diferentes. Descobri seu blog recentemente e estou adorando ler, às vezes para confirmar e ter companhia em minhas revoltas, outras tantas para ajudar a encontrar a força que teima em desaparecer. Obrigada por compartilhar seus escritos e se tornar um companheiro virtual de luta.

Mjiba disse...

Foda, né irmãozinho!
Mas a gente é forte e persiste..nunca foi fácil, né mesmo...
bjs

r.c. disse...

Valeu Zeca. Abraço
r.c.

r.c. disse...

Valeu pelas palavras, Juliana. Volte sempre e, continue firme na luta. Abraço,
r.c.

r.c. disse...

Não Mjiba, nunca foi fácil. A vida não é fácil, né mêmo?
Valeu. Beijos,
r.c.