quarta-feira, novembro 19, 2014

LANÇAMENTO: TE PEGO LÁ FORA, RODRIGO CIRÍACO – LIVRARIA CULTURA











VEJA O ÁLBUM COMPLETO DE FOTOS AQUI:

Terça-feira, 18 de novembro foi um dia para ficar assim, tatuado na retina. Com tinta fresca. Expressiva. Para lembrar e relembrar e contar. O quanto é importante a nossa caminhada literária. Marginal, periférica. Solidária. Um caminho que não se constrói só. E principalmente, não se celebra só. A primeira vez, lançando um livro dentro de uma livraria. Parece estranho esta frase: livro na livraria. Pra gente não é. Pra gente o normal é livro no boteco. Na escola. Centro cultural, biblioteca, rua, praça, ônibus, terminal. Pra gente é normal o livro assim: internacional. Nas feiras, nos festivais literários. Na praia, na estrada, nos becos e vielas. Livro na livraria é quase luxo. Entende agora quando a gente fala “literatura marginal”? É por isso, meu camarada.

Mas deixa eu falar: da alegria da noite. Do livro exposto na bancada. Ao lado do “Contos Reunidos”, do João Antônio. E do Xico Sá. E me vem na memória Carolina Maria de Jesus, Plinio Marcos. Lima Barreto. E tantos outros parceiros. Que trilharam e venceram na estrada. Ainda que longe dos holofotes. Suas obras estão aí, marcadas. E a gente segue. Na caminhada. Livraria lotada. Havia outros eventos, mas eu reconheci quem esteve lá por conta da nossa pegada. Da nossa literatura, da nossa quebrada. E foi bonito. Saber. Que a Livraria Cultura queria apenas 50 livros pra vender. A Editora DSOP acreditou, apostou, insistiu. “Melhor pegar mais, vai bombar”. Ok, então me dá 80 livros. E foram. Assim. Saíram voando. Feito passarinhos. Uma atrás do outro. Algumas vezes em bando, que é como a gente gosta. E teve gente que ficou assim, sem pássaros na mão. “Acabou os livros”? Sim. Aqui na livraria acabou. A gente bombou, esgotou. Mas tem mais. Tem muito mais. Agora estará em todas as livrarias. De norte a sul do país. Uma distribuição que é assim, muito difícil sendo independente, periférico, marginal. Agora é isso, nego: a gente vai brigar de igual pra igual. E pode ter certeza. Não vamos brigar só. Estamos apenas alargando uma brecha de um movimento que veio pra dar nó. No mercado editorial. Nessa ditadura: cultural e desigual. Que diz que na quebrada não se gosta de ler. A gente não é possível criar, escrever. Não fica de toca. A gente tá fazendo trampo sério, bonito. Nossos livros não ficam parados, as moscas. Tem muita gente boa por aí. Precisando de uma oportunidade, um empurrão para as portas aí, se abrir. E a gente segue. Foi bonito. Foi festivo. Foi literário. O susto. Gritando na livraria: “Mãos ao alto, isso aqui é um assalto. Mãos ao alto: eu to roubando a sua atenção, mãos ao alto”. A galera em choque, mas passou. Ufa, é só poema, literatura, interpretação. Ou não. A gente tá vindo buscar o que é nosso. Por direito, por conquista. Por mérito – pra vocês que adoram uma “meritocracia”.

Sem ilusões. Sem atolar o chapéu. Ontem foi glória, hoje é mais. O trabalho segue: nos mesmos locais em que encontro aqueles que me fizeram grande: meus iguais. Que são gigantes. Minha mãe disse: “agora é um novo passo, né filho”. Eu disse: não, mão. É a continuação da caminhada. Não adianta a ilusão de achar que já tá tudo conquistado. Não, sigamos na mesma pegada. Boteco, escola, sarau; biblioteca, rua, praça, centro cultural. O artista tem de ir onde o povo está. E nós somos o povo e o artista. Há muita coisa ainda pra batalhar. A mochila segue pesada. Com livros pra espalhar, dividir na quebrada. Mas confesso: estou feliz. De chegar em uma das maiores livrarias da América Latina, com os amigos e parceiros, estourar no “norte” e sair assim, feliz.

Agradecimento a toda equipe DSOP: Reinaldo Domingos, Simone Paulino, André Palme, Christine Baptista, Renata Sá, Amanda Torres, Priscila Moreira, Alana Santos, Thais Ramone, Paulo Fabrício Uccelli. Rita Ramos, Adelino Martins, André Argolo. A todos, o meu fraterno abraço. Minha gratidão: pelo respeito, pela consideração, pela forma como fui recebido e até hoje tratado. Obrigado.

Gratidão ao mano Ferréz: que escreve essa caminhada da literatura marginal, com seu trampo autoral, revistas, publicações coletivas. Abrindo portas. Obrigado, Mano. Muito obrigado. Esse meu sonho está se propagando também por sua culpa. Os erros são meus. Os acertos são nossos. Gratidão. Valeu mesmo.

E sigamos em frente. Agora mais energizados e encorajados. Não apenas por acreditar, mas por saber (ainda mais) que somos possíveis.


Rodrigo Ciríaco

terça-feira, novembro 18, 2014

TE PEGO LÁ FORA - RODRIGO CIRÍACO


Foi o primeiro rebento. E como todo filho – na maioria das vezes – ele veio assim, inesperado. Nunca havia pensado em ser “escritor”. Quando pequeno, queria ser “artista”. Sem saber o que isso era, o que significava. Queria ser artista. Fiz desenho, fiz dança. Fiz música, fiz teatro. Ah, o teatro. O palco, a luz, a plateia. Ah, o teatro. O “semancol”. Não dava para o palco. Não era suficiente. Nunca era. Abandonei as pretensões. Mas sempre gostei de ler. Sempre gostei de escrever, muito. E conhecendo uma poeta chamada #Dinha, descobri que a palavra também podia ser arte. Ser linguagem. Ser literatura, poesia. E através da Dinha, e por outros caminhos, conheci os #saraus. O guerreiro #Sergio Vaz foi o primeiro que me chamou de poeta. O camarada #Sacolinha foi o primeiro a publicar um texto. E daí que comecei a gostar cada vez mais desta coisa de escrever, criar, recitar. Foi #Marcelino Freire que disse: “Ciríaco, você deveria escrever as histórias da escola. Só você pode fazer. Se não fizer, vai se arrepender”. E segui o que o cabramigo disse, investi. E um dia o #Allan da Rosa me chamou de canto, e falou: vamos publicar isso aí? Publicar o que? Não sou escritor, não sou poeta. Eu era. Para eles, eu já era. Tinha uma responsa nas mãos: organizar os textos, rejuntar as dores e os escritos, propagar a literatura da quebrada, marginal, periférica. E bater com eles, por aí. E assim fiz. E foi assim que me descobri “escritor”. Meus textos voando. Eu quebrando o casulo, desabrochando. Em São Paulo, no Rio. Pernambuco, Bahia, Minas Gerais. E outros voos, até internacionais: Alemanha, França, Itália, Bélgica, Argentina. Até na África, Argélia. Sem ter agente literário, sem ter editora: Paula Anacaona achou meus textos assim, na busca, na escolha. Nessa imensidão do mundo virtual. E foi: autor independente, periférico, marginal é convidado do Salão do Livro de Paris, em 2013. Sim, internacional. E tudo, tudo o que consegui, as viagens que fiz, todas pagas, foi por causa de você, literatura. Isso que alguém disse um dia que não ia dar em nada. Levar a nada, a lugar nenhum. Me deu amores, me deu amigos. Me deu uma esposa, companheira, amante, amiga: #Mônica. E com ela, a minha maior obra, a minha joia rara e preciosidade maior: Malu, Maria Luiza, Maluzinha. Minha filha. Minha luz, meu norte-sul, meu guia. Minha alegria. Agradeço a você, literatura. Por me dar tantas pessoas, tantos lugares: escolas, ruas, praças, parques. Bibliotecas, associações, universidades. Mas um lugar faltava. Um lugar que ainda não havia sido ocupado: as livrarias. De mão em mão, de mano a mano, mais de dois mil e quinhentos “Te Pego Lá Fora” espalhados, mas ainda faltava as livrarias. Doce pretensão. Este não é o seu lugar. Aqui é para os raros, os clássicos. Os comprados. Você não pode entrar. Até chegar um mano e dizer: chega mais. Borá arrebentar. O espaço é nosso, sim, vamos ocupar. Reginaldo Ferreira da Silva, o #Ferréz. Tão perto aqui, há treze anos na Caros Amigos, Pecando no Capão. Chega mais, vamos causar. Como causamos na gringa. Assustando os gringos, fazendo aquele teatro da “briga”. “Calma, calma, rapazes. Não precisa disso”. A gente na Sorbonne apavorando. Maloqueirando. “Ufa, era brincadeirinha”. As vezes. A parada aqui é séria. A nossa literatura é séria. Tem compromisso. Tem responsabilidade. Muito do que vai pro papel é o espelho da realidade. Distorcido, ficcionalizado, mas reflexo da realidade. Que agora a DSOP apostou em compartilhar. Que Simone Paulino, vinda também na sua origem, de Guaianazes, lado leste, veio a acreditar. Nesta criança. Que completa seis aninhos de sua produção independente. E que com essa idade já pode ser admitida no primeiro ano do Ensino Fundamental, dizem para virar “gente”. Mas o que ela quer mesmo é torcer. As grades da masmorra. Quebrar. Os muros que nos dividem. Ajudar: a transformar a escola. Sejam bem-vindos. Provocação garantida ou sua televisão e sofá de volta. Boa leitura. Ou não. Fique esperto, se vacilar: TE PEGO LÁ FORA!

segunda-feira, novembro 17, 2014

LANÇAMENTO - TE PEGO LÁ FORA - LIVRARIA CULTURA


VENHA CELEBRAR JUNTO!

Nesta terça-feira, 18 de novembro, 19hs, tem lançamento da 2a edição do livro #TePegoLáFora, contos ficcionais sobre o cotidiano da escola. O livro faz parte da coleção #LiteraturaMarginal, da Editora DSOP com curadoria do escritor #Ferréz.

O lançamento será na #LivrariaCultura da Av. Paulista, 2073. Teremos um pocket sarau, coquetel, sessão de autógrafos e muita, muita idéia, cultura e alegria.

A todos que se interessam pelo movimento de saraus, pela literatura marginal-periférica, a todos que trabalham ou são envolvidos com educação, a todos que desejam um novo modelo de sociedade e escola, chega junto. Venha fortalecer a sua #revolta, a sua #labuta. 

Porque é importante lembrar quem são nossos pares. Que não estamos sozinhos.


segunda-feira, julho 14, 2014

AGENDA SEMANAL - RODRIGO CIRÍACO








AGENDA - JULHO: #lançamentos e #batepapo com Paulo Lins

Salve, rápa. Esta semana tem bastante atividades aí. Na #terça-feira, a partir das 19:30hs, vamos estar no Sarau Suburbano Convicto, no Centro para fazer o lançamento do VENDO PÓ.ESIA. Na #quarta-feira a gente chega no Sesc Pinheiros para fazer um batepapo ao lado do Paulo Lins, no #ClubedosAutores. Na #sexta-feira a gente cola em Suzano, para mais um lançamento no Sarau Literatura Nossa, do parceiro Sacolinha. No #sábado a atividade é em casa, com o Sarau dos Mesquiteiros na #Biblioteca. E no #domingo, a gente ainda cola no Sarau da #Ademar para mais um lançamento do "Vendo Pó...esia".

Quem disse que na periferia não dá pra curtir? Quem disse que na quebrada não tem cultura? Se liga aí. Se quiser, só chegar. Todas as atividades #gratuitas!


quarta-feira, maio 14, 2014

LANÇAMENTO - VENDO PÓ...ESIA - RODRIGO CIRÍACO - EDIÇÕES UM POR TODOS - 2014


"VENDO PÓ. VENDO PÓ... VENDO PÓ...ESIA!"

“Vendo Pó...esia” é o novo trabalho de Rodrigo Ciríaco, educador, editor e escritor de Ermelino Matarazzo, Zona Leste de São Paulo, autor dos livros “Te Pego Lá Fora” (2008) e “100 Mágoas” (2011) e coordenador do coletivo literário Mesquiteiros.

Conhecido por escrever contos fortemente marcados por expressões orais e por uma narrativa seca, crua, seu novo trabalho apresenta seus poemas, muitos deles facilmente identificado em vários saraus periféricos da cidade (como “Biqueira Literária” e “Canto Periférico”), mas que ainda não haviam sido reunidos e publicados em edição própria. Além disso, traz vários outros poemas que fazem referência a poesia concreta e a poesia marginal, dos anos 60 e 70, com grande apelo visual e estético e que estabelece relação direta com o movimento de literatura marginal-periférica ao qual o escritor está vinculado.

Feito em parceria com a designer Silvana Martins (Sarau da Ademar), o livro é uma provocação já em seu formato: 60 páginas unidas, divididas por dobras de uma folha única, que o torna um livro-objeto manipulável, estabelecendo assim diferentes leituras – e usos – por seus apreciadores.



O lançamento está marcado para sábado, dia 24 de maio, das 15hs as 18hs no Hussardos – Clube Literário: Rua Araújo, 154 – 2º andar – Centro – SP. A entrada é franca. A poesia, gratuita. E o livro: apenas R$ 13,00 (treze reais).

Haverá sarau e apresentação de convidados no dia além de várias outras surpresas. Não perca.

Fonte: Assessoria de Imprensa
  

LANÇAMENTO:
“Vendo Pó...Esia”, de Rodrigo Ciríaco
Sábado, 24 de maio, das 15hs as 18hs

LOCAL:
HUSSARDOS – CLUBE LITERÁRIO
Rua Araújo, 154 – 2º andar – Centro – SP

Próximo ao Love Story – Praça da República

terça-feira, maio 13, 2014

MESQUITEIROS NA ARGENTINA - APRESENTAÇÃO NO STANDO - 40a FERIA INTERNACIONAL DEL LIBRO DE BUENOS AIRES


Rodrigo Ciríaco, mandando A.B.C.


Apresentação de documentário sobre sarau


Natanael Alves, na conteção


Monica Alves


Ni Brisant


Nosso público da quebrada


Linha do Tiro, de Marcelino Freire


Renata de Andrade


Cortejo Final


Apresentação da galera.


MESQUITEIROS NA ARGENTINA
APRESENTAÇÃO – FERIA INTERNACIONAL DEL LIBRO – Buenos Aires

A cidade de São Paulo foi a cidade homenageada na 40ª Feira Internacional do Livro de Buenos Aires. Vários autores da cidade estiveram presentes, mas a grande delegação veio dos saraus das quebradas. Dezessete grupos convidados, mais de 100 poetas, escritores, artistas estiveram presentes nas duas semanas da feira.

O sarau dos Mesquiteiros fizeram parte do grupo que esteve por lá na segunda semana, ao lado dos saraus Elo da Corrente, Brasa, O que Dizem os Umbigos?!, Marginaliaria, Perifatividade, Utopias e Quilo (Quilombaque). Tivemos atividades todos os dias da feira, seja no stand ou seja em outros locais na qual através da professora e pesquisadora Lucía Tennina foi estabelecido contato com a Universidade de Buenos Aires, localizada dentro do presídio de Devoto, os bairros de PiedraBuena e Villa 31, além da Cazona Del Flores, entre outros.

Nossa apresentação no stand da feira aconteceu na sexta, dia 10 de maio, as 18hs. Os Mesquiteiros estavam representados por Rodrigo Ciríaco, Monica Alves, Renata de Andrade, Natanael Alves, Vanessa Freitas e Ni Brisant, parceiro do Sobrenome Liberdade e que somou com o bonde nesta viagem.

A apresentação dos Mesquiteiros duraram 40 minutos. Iniciamos os trabalhos apresentando um pouco da história do sarau, onde e como ele é realizado, a especificidade do trabalho ser feito dentro de uma escola. Mostramos ainda um vídeo, de cerca de 03 minutos, que conta um pouco da história de nosso sarau e iniciamos o mesmo, da mesma forma que sempre fazemos na escola: com cortejo e muito barulho, para carregar a bateria, a energia e a nossa voz.

“QUEM NÓS SOMOS? MESQUITEIROS!”

Na sequência do grito de guerra, a platéia foi bombardeada por uma sequência de rapidinhas. Poemas de Ni Brisant, Rodrigo Ciríaco, Victor Rodrigues, Thiago Peixoto entre outros foram recitados. Depois, cada um dos Mesquiteiros mandaram seu verso. Renata de Andrade emocionou parte da platéia com a declamação do conto “Maria”, que conta a história de uma mulher injustiçada acusada de matar a própria filha colocando cocaína na mamadeira e brutalmente espancada na cadeia – lembrando muito os recentes linchamentos públicos.

Duas esquetes foram apresentadas: “Linha do Tiro”, baseado no conto de Marcelino Freire e “A.B.C.”, baseado no conto de Rodrigo Ciríaco. E para encerrar o sarau, ao final de toda a apresentação e agradecimentos, levantamos o coro ao som dos tambores:

“Não é mole não:
Tem dinheiro para a Copa
Mas não tem para a Educação”

Lembrando da greve dos professores da rede municipal em São Paulo, marcada pela intransigência da Secretaria Municipal de Educação, em não negociar, e da Prefeitura, manipulando as informações junto a mídia.

Feliz demais com o nosso trabalho, nossa apresentação e viagem. Feliz ainda porque, como lembramos várias vezes, os Mesquiteiros surgiram de um projeto realizado dentro de uma escola pública, na periferia de São Paulo. Sem grande pretensões, sem grande objetivos que não fosse compartilhar a paixão pela leitura, pela literatura. Tratá-la como arte e linguagem, e construir bons momentos juntos a partir de tudo isso.

Hoje, sentimos que este sonho foi realizado. E mais: alcançou horizontes não antes imaginados, como a criação de um selo editorial próprio, o desenvolvimento de um concurso literário para jovens e adolescentes e agora: a oportunidade de fazer uma viagem internacional, levando dois de nossos jovens mais antigos no trabalho: Vanessa Freitas e Natanael Alves.

Sim, sonhar não apenas é possível. Hoje para nós é concreto.

Um por Todos, Todos por Um
Mesquiteiros

sábado, abril 19, 2014

VENDO PÓ. VENDO PÓ... VENDO PÓ...ESIA! - #MAIO, NAS MELHORES BIQUEIRAS



Em maio, lançarei o meu novo livro: "Vendo Pó...esia!"
Livro que reúne mais de 50 poemas de minha autoria, alguns já publicados
em outras coletâneas, antologias, vários outros inéditos.

O trabalho conta com a primorosa arte gráfica de Silvana Martins
(Sarau da Ademar), e trará no próprio livro um formato bem diferente
a ser revelado apenas no seu lançamento.

Portanto, não perca, em #Maio
nas melhores #BiqueirasLiterárias

Vendo Pó...esia!
Rodrigo Ciríaco
Edições Um por Todos

Abaixo, alguns poemas que farão parte do livro. Confira aí:











domingo, março 30, 2014

MAS É PRECISO TER FORÇA, É PRECISO TER RAÇA, É PRECISO TER GANA, SEMPRE!


Noite de sábado, 29 de março, escola estadual Jornalista Francisco Mesquita. Periferia, Zona Leste de São Paulo. Vencemos. Aconteceu mais uma vez o Sarau dos Mesquiteiros, especial “mês da mulher”, com homenagem a escritora Carolina Maria de Jesus. Mulher, negra, favelada, catadora de papel, e uma das mais importantes escritoras representativas da literatura marginal-periférica, que faria 100 anos caso estivesse viva.

Uma mulher forte, guerreira: expressiva. Nada mais representativa do ser mulher, neste mês em que pesquisa recém divulgada do IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) demonstra que aproximadamente 65% dos homens acreditam que mulheres que usam roupas curtas merecem ser atacadas!

#Cadeia para estes babacas!

O sarau é só no final da tarde mas os preparativos começam cedo. As 10 horas da manhã estava na escola, colando alguns cartazes, divulgando o evento. Um menino, o Luan, de aproximadamente uns 09 anos veio me perguntar: - O que que vai ter na escola, tio? Expliquei o sarau, a festa, as brincadeiras, os comes e bebes. Que ia ser no final da tarde. “Não tem problema, vou ficar aqui o dia inteiro”.

E ficou: da hora em que eu o encontrei, as 10hs da manhã até a hora em que fomos embora, as 20:30hs da noite. E eu, sempre com a mesma pergunta: não há ninguém por este menino? Ninguém preocupado por ele? Será que se alimentou direito? Tomou café? Almoçou? Está com frio?

O que ele estaria fazendo se nós não estivéssemos aqui? Por onde andará nos próximos dias em que não estaremos?

O sarau começou pontualmente as 17hs. No primeiro momento, algumas músicas representando, homenageando as mulheres: Clara Nunes, Elis Regina, Ellen Oléria, Nana Caymmi, Rosa do Morro (Inquérito).

Desde antes do início do Sarau, tivemos uma grata surpresa-esperada: a chegada do ônibus com os alunos da EMEF Vianna Moog, lá de Taboão da Serra, extremo-sul de São Paulo, que no comando da professora Fabiana e outros (que perdoem, não lembro o nome agora) estiveram presentes e trouxeram vida, cor e animação ao nosso sarau. Obrigado por fortalecer com a gente. Em breve a gente compensa esta troca e visita grata – e bem-vinda!

Depois da execução das músicas, tivemos a pré-estréia do documentário “Vidas de Carolina”, que aborda a história de Carolina, com entrevistas de Vera Eunice (filha), Audálio Dantas (jornalista), além de depoimentos de outras duas mulheres, também catadoras, fazendo assim um paralelo, com a escritora. O documentário é uma produção de Jéssica Queiroz, Mayra Jóia, Randerson Barbosa entre outros, que já foram integrantes da escola e dos Mesquiteiros, e hoje seguem a própria história.

As 18hs, pegamos em armas – megafone, alfaia, palmas e gargantas – e saímos pelas ruas de Ermelino para abrir os trabalhos e convidar a galera a participar do sarau com a gente. E foi bonito: mais de 50 pessoas, principalmente jovens, crianças e adolescentes ocupando as ruas do bairro, gritando, convidando a galera, cantando: “Pra onde eu vou? Vou pro sarau! Pra onde eu vou? Vou pro sarau, vai, vai! Vai, sarau. Vai, sarau”.

Mais de 35 poetas estiveram presentes em nosso palco-escola. E como a gente não se contenta com pouco, tivemos ainda dois lançamentos de livros: Para Brisa, do parceiro Ni Brisant, e Uma Vez Poetas Ambulantes, do coletivo Poetas Ambulantes. Novamente agradecido por chegar no espaço, compartilhar voz, livros e palavras.

O tom do sarau, como não poderia ser diferente foram as mulheres: sejam com homenagens, sejam com protestos, discursos, lembranças e principalmente: alegria, arte, revolta e poesia. Foi um dia/noite bonito. Especial para recarregar as energias, fortalecer nossas convicções. Romper o ordinário que existe em nosso cotidiano. E tornar a vida um pouco menos cruel, principalmente nestes tempos difíceis que vivemos.

Agradecimento a todos e principalmente a todas que estiveram presentes. Gostaria de dar nomes a todos que chegaram colaram, muitos de longe, com dificuldades, mas não deixaram de vir, acreditar: obrigado, obrigado, obrigado. Quando outras pessoas acreditam em nossos sonhos a gente não apenas acredita que ele é possível: a gente vê ele tornar-se real e sendo realizado.

Por uma escola pública, em que exista arte cultura e educação, não apenas no final de semana.
Por um mundo onde o machismo seja apenas a lembrança de um tempo sem razão.
Por um universo onde as mulheres tenham direito de liberdade, respeito e dignidade.

#NãoMerecemosSerEstuprad@s

Um por todos, Todos por Um

Rodrigo Ciríaco
Mesquiteiros

sexta-feira, março 21, 2014

DAS REFLEXÕES PEDAGÓGICAS

Definitivamente, o melhor da escola são os alunos. Eu tenho pena dos educadores que não conseguem enxergar a beleza e potencialidade desta relação, conflituosa sim, mas que traz aprendizado e crescimento sem tamanho.

Sou muito feliz enquanto educador por ter conseguido estabelecer uma relação de respeito, confiança e troca com muitos educandos. Alguns deles tornaram-se amigos pessoais, que hoje frequentam minha casa, brincam com minha filha, colaboram com as atividades artísticas e pedagógicas que realizo.

Tudo isso pela alegria de ter ganho um beijo no rosto e um abraço. E a aluna dizendo para mim que vai pedir o meu livro de presente de aniversário para os pais. E que a mãe dela gosta do meu trabalho. Tem presente mais gratificante que este.

Fique um pouco preocupado - mas não consegui dizer - que o meu livro, ainda, talvez não seja adequado para ela. Por ela ter apenas 10 anos, pela temática ser muitas vezes conflituosa, agressiva: forte. Por ela ter tempo para saber e conhecer mais afundo estas dores da vida. Mas não consegui. A única coisa que pensei naquele momento e tive certeza: é que preciso escrever mais para crianças e adolescentes. Tenho que produzir mais coisas focadas para este público. E deixar algumas questões políticas e sociais, que são muito importantes, mais equilibradas com estes outros trabalhos.

É como disse Guevara: "hay que endurecer, pero sin perder la ternura, jamas". Ou: temos que "endurecer", mas sem perder a ternura, jamais. E as crianças precisam de carinho, ternura e muita arte em suas vidas.


Rodrigo Ciríaco

INSCRIÇÕES PRORROGADAS - CURSO GRATUITO: TEATRO E POESIA

INSCRIÇÕES PRORROGADAS: ATÉ 28 DE MARÇO!

MESQUITEIROS INFORMA:

CURSO GRATUITO DE TEATRO E POESIA
PARA JOVENS E ADOLESCENTES

VOCÊ QUE É TÍMIDO – OU EXTROVERTIDO – GOSTA DE TEATRO, MÚSICA, POESIA. TEM VONTADE DE SE EXPRESSAR ATRAVÉS DA ARTE, CONHECER NOVAS PESSOAS, INSCREVA-SE JÁ.

O CURSO SERÁ DESENVOLVIDO PELOS MESQUITEIROS, AOS SÁBADOS, NA EE JORN. FRANCISCO MESQUITA - ERM.  MATARAZZO - ZONA LESTES - SP

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INTERESSADOS: ENVIAR INFORMAÇÕES ATÉ 28 DE MARÇO!

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mesquiteiros@hotmail.com 
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REALIZAÇÃO: MESQUITEIROS
APOIO: EDIÇÕES UM POR TODOS


SARAU DOS MESQUITEIROS NA ESCOLA - ESPECIAL MÊS DAS MULHERES - CENTENÁRIO CAROLINA MARIA DE JESUS

SARAU DOS MESQUITEIROS

SÁBADO, 29 DE MARÇO
DAS 17HS AS 20HS

ESPECIAL MÊS DA MULHER
CENTENÁRIO CAROLINA MARIA DE JESUS

PRÉ-ESTREIA DOCUMENTÁRIO
VIDAS DE CAROLINA

LANÇAMENTO DO LIVROS:
“PARA BRISA”, DE NI BRISANT E
ANTOLOGIA “UMA VEZ POETAS AMBULANTES”

ATIVIDADE GRATUITA, PARA TODA A FAMÍLIA

EE JORNALISTA FRANCISCO MESQUITA
RUA VENCESLAU GUIMARÃES, 581 – ERM. MATARAZZO

INFOS: www.mesquiteiros.blogspot.com
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REALIZAÇÃO
MESQUITEIROS

APOIO
EDIÇÕES UM POR TODOS



terça-feira, março 11, 2014

CURSO GRATUITO - TEATRO E POESIA - COLETIVO LITERÁRIO: MESQUITEIROS - ZONA LESTE/SP

MESQUITEIROS INFORMA:

CURSO GRATUITO DE TEATRO E POESIA
PARA JOVENS E ADOLESCENTES

VOCÊ QUE É TÍMIDO – OU EXTROVERTIDO – GOSTA DE TEATRO, MÚSICA, POESIA. TEM VONTADE DE SE EXPRESSAR ATRAVÉS DA ARTE, CONHECER NOVAS PESSOAS, INSCREVA-SE JÁ.

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INTERESSADOS, INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ 20 DE MARÇO.

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mesquiteiros@hotmail.com 
ou por WhatsApp para 
(11) 99457-6708 ou (11) 97617-8987

REALIZAÇÃO: MESQUITEIROS
APOIO: EDIÇÕES UM POR TODOS


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FOTOS - SARAU DOS MESQUITEIROS NA BIBLIOTECA - MARÇO DE 2014

Você pode não acreditar, mas existe uma pequena transformação social e cultural acontecendo neste momento nas periferias. Ela é silenciosa, mas não é muda. É vagarosa, mas persistente. É invisível, aos olhos de quem não quer enxergar.

Pois se você quiser, não precisa nem pagar pra crer. Pra ver: crianças e adolescentes que, num sábado de tarde qualquer poderiam estar em qualquer lugar: em casa vendo televisão, na rua correndo com a galera. No farol vendendo bala. Na quebrada, fumando um narguile. Estralando a motoca. Mas não: eles resolver ir para a biblioteca. Para escrever poemas. recitar. Para organizar um sarau literário. 

Ocupar um espaço abandonado pelo poder público. Sim, as bibliotecas estão abandonadas. Faltam funcionários, falta programação diferenciada, faltam atividades. Faltam principalmente recursos, vontade política, intenção em utilizar os poucos espaços públicos existentes para transformar esta cidade, este país em uma nação de leitores. Falta muito.

E você aí achando que realmente, se algo de bom fosse programado para acontecer iria vir das intenções dos nossos queridos políticos?

Pois bem: tem uma pequena transformação aí. Em curso. Com uma molecada cheia de vontade. Atitude e disposição. Sem medo de cara feia – a gente está aprendendo que as vezes uma cara feia é apenas isso: uma cara feia. E tão bolando a transformação.

Talvez eu nem esteja aqui para vê-la acontecer. Talvez ela nem aconteça, de fato. O mais importante é: acreditar. Insistir, percorrer, brigar. Pois já disse o poeta espanhol Antonio Machado: a utopia é o horizonte. O caminho se constrói na caminhada. E eu tenho um baita orgulho dessa molecada que podia estar fazendo qualquer coisa, e resolve colocar a mão na massa. Resolve tomar as rédeas desse país na leitura de um conto, na récita de um poema. Nas página-asas de um livro. E colocá-los para voar. O sonho e a transformação.

Alguma coisa acontece, e não é só no meu coração. Se duvida, venha ver. Não paga nada não.

Rodrigo Ciríaco
Coletivo literário Mesquiteiros
















quarta-feira, março 05, 2014

SARAU DOS MESQUITEIROS NA BIBLIOTECA


LITERATURA PERIFÉRICA
VEIA E VENTANIA NAS BIBLIOTECAS DE SAMPA CONVIDA:

SARAU DOS MESQUITEIROS NA BIBLIOTECA
(ARTE, MÚSICA, CULTURA E POESIA)

SÁBADO, 08 DE MARÇO
DAS 14hs as 16hs

***DISTRIBUIÇÃO GRATUITA DE LIVROS***

BIBLIOTECA MUNICIPAL RUBENS BORBA DE MORAIS
RUA SAMPEI SATTO, 440 - ERMELINO MATARAZZO
PRÓX. DA ESTAÇÃO DO TREM COM. ERMELINO (LINHA 12-SAFIRA)
E DA EE PROFA. BENEDITA

INFOS: www.mesquiteiros.blogspot.com
www.facebook.com/mesquiteiros

REALIZAÇÃO
MESQUITEIROS
SISTEMA MUNICIPAL DE BIBLIOTECAS
SECRETARIA DA CULTURA

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EDIÇÕES UM POR TODOS