quinta-feira, janeiro 31, 2008

Para quem escolheu a pílula vermelha

ou traduzindo: quem quer saber a verdade, por mais que ela seja confusa e dolorosa, não pode deixar de conhecer estes dois trabalhos


Feras de lugar nenhum é o livro de estréia de Uzodinma Iweala, um nigeriano de apenas 26 anos, e narra a história de Agu, um menino que vive numa aldeia com sua família até o dia em que a mesma é atacada e ele é separado de seus pais. Encontrado depois por uma milícia, torna-se um menino-soldado para sobreviver, tendo de passar por situações limites. Escrito numa linguagem ágil, quase cinematográfica, utiliza recursos interessantes como a supressão de algumas vírgulas e a expressão de sons em forma de texto caixa ALTA. Um livro forte, pungente.


e a outra dica é o filme do americano Morgan Spurlock, uma "seguidor" de Michal Moore. O documentário se chama Super Size Me, ou A dieta do palhaço. Basicamente o diretor se propôs a fazer a dieta super balanceada-recomendada da família McDonald's e passou um mês se alimentando, unicamente (café, almoço, janta), da calorosa comida fast food americana. Confira o que aconteceu assistindo.
E não perca os extras, são impagáveis.

quarta-feira, janeiro 30, 2008

PROSSIGO


Nenhuma voz
Ninguém pra dar uma força
Nenhum telefone
Na porta, nenhuma batida
Sem emeios, no scrap
Falando sobre isso, o orkut me diz
(cento e não sei quantos amigos)
Poderiam ser mil
Valeriam um, dois
Não sei...
Onde estão?
Na rua, trabalhando, em casa
Não sei
"você vale o que tem"
Sei lá, não tenho nada
Só fuleragem,
Sanguessugas, vampiros no osso
Veneno

Tento mais uma vez:
Alô?
"Sua chamada foi encaminhada para a caixa de mensagens..."
Foda-se então!
Se cair é penalti
Eu tô no jogo
Logo mais eu dô a volta
Por baixo
Por cima
Por entre os dedos.

Pesquisa furada?


MAPA DA VIOLÊNCIA

Melhora posição de SP no ranking de mortes

Município caiu da posição de 182ª cidade com maior taxa de homicídio para a 492ª, entre os anos de 2004 e 2006. Pesquisadores apontam várias causas combinadas para a melhora no ranking, como maior policiamento e ações promovidas por ONGs

FÁBIO TAKAHASHIDA REPORTAGEM LOCAL
Entre o estudo do ano passado e o divulgado ontem, a cidade de São Paulo caiu da posição de 182ª cidade com maior taxa de homicídio para a 492ª. A relação do número de mortes por 100 mil habitantes (proporção que caracteriza a taxa de homicídios) na capital paulista caiu de 48,2 para 31,1. Os homicídios recuaram 40,4%, de 4.275 em 2004 para 2.546 dois anos depois. "Não há uma causa única para essa queda expressiva", afirmou a diretora-executiva do Ilanud (órgão da ONU sobre delitos e tratamento do delinqüente), Paula Miraglia. "Há uma tendência clara de queda em São Paulo desde 1999. Até agora, nenhum trabalho deu uma resposta conclusiva para esse fato", concorda o pesquisador do NEV (Núcleo de Estudos da Violência da USP) Marcelo Batista Nery. Segundo Nery, "se você perguntar para o poder público, ele vai dizer que foram as suas intervenções, como o policiamento; outros vão dizer que foram as ações das ONGs, que melhoraram as inter-relações sociais entre as pessoas. Para mim, foi tudo isso junto". O pesquisador da USP faz uma ponderação sobre a redução. "Os dados mostram uma queda geral em São Paulo. Mas é preciso considerar que a cidade é muito complexa. As situações de Moema [bairro de classes média e alta] e Brasilândia [periferia da cidade], por exemplo, são muito diferentes." Os indicadores do Observatório Cidadão Nossa São Paulo, lançados na semana passada, mostram essa disparidade. Enquanto na região da Subprefeitura da Vila Mariana houve 8,97 crimes violentos por 100 mil habitantes em 2006, em Parelheiros (ambos na zona sul) foram 47,88 casos. Segundo o levantamento divulgado ontem, das 645 cidades do Estado de São Paulo, apenas 45 estavam entre as 10% que possuíam as maiores taxas de homicídios no país. Ou seja, 7% das cidades paulistas estavam no grupo das mais violentas. Os Estados "campeões" foram Amapá (50% dos municípios) e Rio de Janeiro (46,7%). Dentro do Estado de São Paulo, as cidades mais violentas foram Caraguatatuba, São Sebastião (ambas no litoral) e Itapecerica da Serra (Grande São Paulo). "É preciso verificar a situação de cada município. O simples fato de estarem no litoral, por exemplo, não explica nada. Outras cidades do litoral não ficaram entre as mais violentas", diz Miraglia, do Ilanud. MetodologiaOs levantamentos divulgados ontem e no ano passado utilizaram metodologias diferentes. No de 2007, para todos os municípios, foi considerada a média dos três anos disponíveis (de 2002 a 2004). No deste ano, a quantidade de anos foi mantida (de 2004 a 2006) para as cidades com mais de 3.000 habitantes. Para as menores, foram considerados cinco anos (de 2002 a 2006). Questionado se a mudança no cálculo da taxa de homicídio para cidades menores poderia distorcer a comparação do ranking de municípios de um ano para o outro, o autor do "Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros", Julio Jacobo Waiselfisz, disse que não. De acordo com Waiselfisz, a alteração tem impacto significativo apenas no retrato desses pequenos municípios.
Colaborou ANGELA PINHO, da Sucursal de Brasília
- Só queria entender uma coisa: se em Maio de 2006, tivemos os ataques do PCC e os revides policiais (com muito mais violência), que resultaram, em apenas 03 semanas, no saldo absurdo de 493 mortes (QUATROCENTOS E NOVENTA E TRÊS MORTES), como este número pode ter sido reduzido, neste mesmo ano?
De quem será a calculadora que eles estão usando?

BRASIL: GUERRA CIVIL


Brasil teve meio milhão de homicídios numa década - REUTERS

Ter, 29 Jan, 06h28
Por Raymond Colitt

BRASÍLIA (Reuters) - Quase meio milhão de brasileiros foram assassinados nos últimos dez anos, mas a taxa de homicídios está caindo gradualmente graças aos avanços sociais, à ampliação do policiamento e à redução das armas de fogo, segundo estudo o Mapa da Violência nos Municípios Brasileiros, divulgado na terça-feira.
Entre 1996 e 2006, cerca de 465 mil pessoas foram assassinadas no país, a maioria a tiros, de acordo com o levantamento realizado por duas ONGs e pelo governo federal.
Especialistas dizem que a polícia, corrupta e sem os recursos necessários, não tem como combater os crimes, e que a grande desigualdade social alimenta a violência.
Em 2006 e 2007, vários casos chocantes trouxeram a questão da segurança pública de volta à lista de grandes preocupações da opinião pública.
Segundo o relatório, muitas das 12 cidades mais violentas ficam na Amazônia, onde disputas por terras e outros recursos naturais são frequentemente resolvidas com a contratação de pistoleiros.
A cidade de Foz do Iguaçu, na fronteira com a Argentina e o Paraguai, é a quinta cidade mais violenta do Brasil, com 99 homicídios para cada 100 mil habitantes, mais que o triplo das taxas registradas em cidades norte-americanas fortemente afetadas pela criminalidade.
Mas o número de assassinatos em 2006 caiu pelo terceiro ano consecutivo. Do pico de 50.980 em 2003 foi para 46.660, de acordo com o estudo.
As campanhas de desarmamento promovidas pelo governo, a ampliação dos programas sociais e o melhor policiamento ajudaram a reduzir os homicídios, segundo o relatório. Mas milhões de jovens sem perspectiva sócio-econômicas continuam servindo de mão-de-obra para o crime.
"A queda da taxa de homicídios é uma boa notícia, mas não comemoremos demais", disse Jorge Werthein, co-autor do relatório e diretor-executivo da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla).
"(A taxa atual) ainda é totalmente inaceitável por qualquer padrão internacional", acrescentou.


terça-feira, janeiro 29, 2008

Preparação para a Guerra!

poema

Literatura é Possível
rodrigo ciríaco

Um dia, numa escola
Poetas e escritores,
Alunos e professores
Uniram-se.

Da improvável comunhão
A pólvora da explosão.
Guilhotinas sem cabeças
Apresentaram uma nova evolução
E a queda de uma Bastilha.

Libertados das grades
Das bibliotecas escolares,
Drummond e sua pena,
Clarice, Cecília, Manuel Bandeira.
As Margens da Alegria, Quintana passareia
Ao lado de Jorge Amado e Guimarães Rosa
Que com os meninos, Capitães da Areia
Começam a cantar.

Diziam: adeus, Feliz Ano Velho
Queremos o Caos, a TAZ,
Não viemos em Vão!
Estamos De passagem, mas não a passeio,
Somos Guerreiras, Colecionadores de Pedras,
Por tempos demais saboreamos Angu de Sangue,
Mas agora, Graduados em Marginalidade
Queremos respeito, em prato cheio.

Somos A Rosa do Povo,
Rasgando o véu da mesmice, do cotidiano,
Somos A Descoberta do Mundo,
O Intervalo Amoroso,

Não somos um sonho de uma noite de verão
Somos a Utopia.
Em nossas Vidas Secas
uma certeza:
A Literatura é Possível.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Voltei, Recife...

Sim, Recife está passando. A dor, não a saudade. Mas, como a vida continua, a secretária da escola já me ligou avisando que quarta-feira a mamata acaba, vou colocando aos poucos os pés na realidade - tentando manter a cabeça nas nuvens. Para que entendam - ou tentem - a dor que foi deixar Recife, postei as fotos há muito prometidas. Aprecie com prazer. E saiba que eu curti cada um destes momentos intensamente.

As fotos, em sua grande maioria, são de autoria minha e da Tânia.
Um chêro,

Rodrigo

O melhor de Pernambuco: AS PESSOAS

Eu e Tânia, na madrugada de nosso último dia em Recife, no apartamento do grande Kleber Lourenço

Crianças, nadando no rio Capibaribe

O incansável

Seu José, do "minduim decascado"

Chico: "Eu vim com a Nação Zumbi..."

No centro, nosso Cicerone oficial: Miró, Miró, Miró

A galera do albergue: uma carioca, uma paulista, uma brasiliense, um português-suiço, um paraense e um alemão - mistureba total

Festa nos Quatro Cantos - Olinda

Manuel

Narciso e seu espelho

O Gringo que fala

Valmir Jordão, "fuderoso"

As crianças de São José do Egito: as pequenas e as grandes - Magno, Cariry, Poeta, Tânia e Thyago

Dona Zélia, da Horta e Plantio Primavera da Prosperidade

Elizete, Carol e Amanda

Elis, minha irmã das antigas
E ainda faltou foto de Dona Rita, vó de Elis, que tão bem nos recebeu em sua casa; Luci, sua mãe, que todas as manhãs nos convidava para comer um negócinho... O pessoal da lanhouse, que tão bem nos orientou para pegarmos ônibus; os taxistas, que comeram parte de nosso suado dinheiro. O frevo, o maracatu, o côco. Recife é lindo.

Atividades Culturais - Recife/PE - NósPós, 22 de janeiro

Arthur Rogério, integrante do NósPós

recitando um conto, poema





Praias - PE: Gaibu e Calhetas

Vista de cima - Praia de Gaibu

Praia e pedras - entre Gaibu e Calhetas


Calhetas

Praias - PE: Porto de Galinhas

Travessia da praia para os arrecifes de corais

Piscina natural dentro dos corais, devido à maré baixa






Pontos Culturais - Recife - PE: Museu e Oficina Francisco Brennand





Palas Atena, de cerâmica, por Francisco Brennand




detalhe do templo de Montezuma

Pontos Culturais - Recife - PE - Instituto Ricardo Brennand


Estátua de Baco

Representação de armaduras, cavaleiros medievais

Armas

Castelo, dentro da cidade de Recife

Boneco de cera

SERTÃO DO PAJEÚ - São José do Egito: Visita ao Assentamento

Caminhada

Vista de São José do Egito, da estrada

Chegada a Horta e Plantio Comunitário Primavera da Prosperidade

Carlos, segurando uma macaxeira

"Poeta", com mamão e caju - Thyago ao fundo

O bem mais precioso - Cariry, com as crianças e água

Momento sublime: batizado do filho de Luciana, através dos elementos da natureza. Aqui a "Terra"



Confraternização: maracujá, mamão, cana e a gurizada

Gringo, Igor e eu, no retorno